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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

No programa "Oriente-se" para falar sobre traição

Participação ao vivo, dia 07/08/2013, no programa "Oriente-se" da Rede Século 21 para falar sobre traição junto com o jovem padre Alessandro e o querido apresentador Laércio:
Veja os vídeos do programa:
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=8kSwzA9Ttws 
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=-yBM4JWEeE0
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=gX-cZDXy1f4
Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=TGlCZq-_K84

Copyright © 2013 Reginaldo do Carmo Aguiar. Todos os direitos reservados.
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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Decepção amorosa e o medo de se apaixonar no UOL mulher comportamento

Entrevista concedida as jornalistas Marina Oliveira e Rita Trevisan do UOL sobre como superar as decepções amorosas.
Veja o link abaixo com a matéria na íntegra: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2013/06/21/decepcao-amorosa-causa-medo-de-se-apaixonar-saiba-como-superar.htm


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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Solteiros e relacionamento amoroso

 Participação relâmpago no programa "Point oficina 21" da Rede Século 21 para conversar sobre solteiros e relacionamento amoroso. Foi ao vivo no dia 11/06/2013 às 20:00 com reapresentação no sábado. Esteve presente o querido padre Agnaldo e o talentoso multi-instrumentista Gabriel Francis.
Veja duas partes do programa (parte 1):http://www.youtube.com/watch?v=kA33tPiCP5s
(parte 2): http://www.youtube.com/watch?v=4NjyljSitWY

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Sobre o comportamento de perdoar

 Entrevista para falar sobre o comportamento de perdoar para o programa "Oriente-se" da Rede Século 21.
Veja a participação relâmpago para falar sobre o comportamento de perdoar:
http://www.youtube.com/watch?v=yCOqTi-n0_M
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O ciúme enquanto veneno

Participação no programa "Oriente-se" para falar sobre ciúme. O programa foi exibido dia 05/06/2013 e reexibido no sábado dia 08/06/2013.
Segue abaixo algumas partes do programa:



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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Entrevista a Rede Família para falar sobre "Traumas amorosos"

Veja a matéria em vídeo editada pela emissora: http://www.youtube.com/watch?v=ApHkgNk6Y9A
Para acessar o site: http://www.comportamentosaudavel.com.br/

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terça-feira, 14 de maio de 2013

"Crise no casamento" na Rede Século 21

Dia 24/04/2013, ao vivo, no programa "Oriente-se" para debater sobre a crise no casamento e como lidar com isso.
Abaixo seguem os vídeos do programa:

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Entrevista para falar sobre traição entre pessoas casadas

 A entrevista foi apresentada no programa Balanço Geral da TVB Record do dia 13/06/2012 para comentar sobre pesquisa que revela que campineiras são as mais infiéis em sites de traição para casados no Estado de São Paulo.



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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.

domingo, 12 de junho de 2011

Programa de televisão para falar sobre o dia dos namorados, estar solteiro e relacionamento amoroso.

 Dia 10-06-2011 as 16:00 ao vivo na Rede Família no programa Papo de Mulher para falar sobre o dia dos namorados e dar algumas dicas para aquelas pessoas solteiras.












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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sobre paixão e o amor, flutuações do amor

Entrevista concedida dia 15 de Julho a jornalista Francine Moreno que é repórter do jornal Diário da Região (O Diário da Região é o maior jornal da região Noroeste do Estado, circula em 96 municípios e tem tiragem diária de 23,5 mil exemplares, com 29 mil exemplares aos domingos.)
Matéria especial sobre as flutuações do amor (passado o frenesi da paixão o casal vive uma outra fase do amor, mais tranquila, em que os parceiros começam a retomar a individualidade) e neste caso é preciso esforço para não por em risco a relação.
A entrevista editada está na página: http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Divirtase/Comportamento/24590,,Conheca+os+estagios+do+amor.aspx
Para o caderno Vida & Arte.
Entrevista na íntegra 

1) Passado o frenesi da paixão o casal vive uma outra fase do amor, mais tranquila, em que os parceiros começam a retomar a individualidade. Porque isso acontece?
Embora eu finja aceitar sem julgamento as formas de amar encontradas pelas pessoas, secreta ou nem tão secretamente eu as classifico como sendo de bronze, prata e ouro, na ordem de sua escassez e valor. Assim divido em três formas de amar: a) paixão (amor com êxtase, amor erótico) b) amor fílico (amor relacionado as aprendizagens do indivíduo) e c) amor agápico (amor ao próximo).
Por mais que muitos não queiram ouvir, segundo os psicólogos evolucionistas, o sentimento de paixão é a forma mais primitiva de amar e está relacionado a perpetuação da espécie. A paixão é um sentimento de dedicação absoluta em relação a alguém que surge e nos torna devotos, adoradores, ao ponto de prestarmos um culto àquela pessoa que nos apareceu. O amor erótico está ligado à atração física muito mais que ao espírito. É um tipo de amor que exige amor em troca. A descoberta deste amor geralmente ocorre na adolescência e consiste em uma estranha e doce euforia associada à mera presença de uma moça ou rapaz em particular, e incontáveis vezes, mais tarde, uma excitação ao se encontrarem próximas de uma mulher ou homem atraente. Ao mesmo tempo em que a relação é intensa, é também frágil. É este o amor que milhões de pessoas espalhadas por este universo pontilhado por estrelas sentem e vivem. É um amor de caráter estritamente sexual que podem ir da grosseria à delicadeza extrema, da mediocridade emocional à paixão intensa.
Alguns neurocientistas que pesquisam com o uso de aparelhos de ressonância magnética funcional descobriram recentemente que o sentimento de paixão dura no máximo três anos. A não ser se tiver privações (distanciamentos do parceiro amoroso) e esquemas de reforçamento intermitente (contatos com interrupções) mantendo a pessoa presa a paixão. No mais, em média, a paixão dura de um a dois anos. Neste sentido, a paixão tem data para terminar e inicia-se uma nova etapa: o que poderia ser chamado de um amor mais profundo. Isto é o normal, é o que acontece naturalmente nas relações humanas. O problema é que muitas pessoas não estão preparadas para desenvolver outras formas de amar e por isso quando a paixão (amor juvenil) termina pulam para outro barco para viverem uma nova fase de êxtase.

2) A mudança pode acontecer em tempos diferentes para cada um. E aquele que continua apaixonado não entende o que se passa ou se sente rejeitado. O que é preciso fazer nestes casos?
Quando as pessoas estão apaixonadas elas se entregam muito. Dão muitos beijos, ligam muitas vezes, declaram amor, fazem as mais diversas carícias... Todavia, quando um deles tem a paixão diminuída ou terminada começa a se doar menos na relação. Aquele que continua apaixonado sente-se rejeitado, carente, inconformado. Nestes casos é preciso ter um diálogo para descrever e explicar o que está acontecendo e investir no próprio relacionamento em formas mais maduras de amar.
Nesta conversa valeria a pena separar muito bem a paixão do amor ao apaixonado, apesar de ser para muitos deles incompreensível. A paixão é um estado ou sentimento puramente egoístico, fisiológico, e que tem data para terminar. Ainda bem. Se não deixaríamos sempre nosso trabalho e outros afazeres apenas para viver uma grande paixão. Todavia, acredito também que as pessoas precisam passar por esta fase de graça de vez em quando. Neste mesmo contexto, Romeu e Julieta é apenas uma história de paixão. Algumas pessoas mais críticas, vão ainda mais longe dizendo que se trata de uma história camuflada de sexo. Neste sentido, paixão é um eufemismo criado pela sociedade para lidar melhor com os desejos e comportamentos sexuais. Outros ainda acrescentam que se Romeu e Julieta se conhecessem mais e permanecessem por mais tempo juntos, não existiria mais história de amor, ou melhor, paixão, porque a vida rotineira eliminaria qualquer resquício de amor ainda mais porque se desconhece se eles tinham repertório afetivo prévio para desenvolver o amor agápico, o amor mais profundo.
De antemão, o amor maduro é uma mistura de sentimentos produzidos a partir de uma história de contingências de paixão e amor, com predominância de um repertório doce, nobre, amigo... cujo os indivíduos pensam a médio e longo prazo se comportando no presente, sendo sensíveis, tolerantes ao outro, com um poder equivalente e regado a muito afeto. Por fim, segundo Judith Viorst: “Paixão é quando você pensa que ele é sexy como o Brad Pitt, inteligente como o Albert Einstein, nobre com Martin L. King, engraçado como o Woody Allen e atlético como um campeão de Jiu-Jitsu. Amor é quando você descobre que ele é tão sexy como o Woody Allen, inteligente como o lutador de Jiu-Jitsu, engraçado como Martin L. King, atlético como Albert Einstein e nada parecido com o Brad Pitt - mas você fica com ele mesmo assim!” Portanto, amar profundamente exige não idealizar.

3) A não dedicação total e afastamento mostra que o outro vive um processo de sentimentos que estavam latentes?Até que ponto podemos dizer que é apenas um individualismo ou algo mais, como falta de desejo?
O indivíduo pode se distanciar de seu par por várias razões, entre elas:
a) Perdeu a admiração pelo ser amado.
b) A fase da paixão acabou ou diminuiu e a pessoa começou a dar prioridade a outras atividades incompatíveis a paixão. O que não quer dizer que o amor ao outro tenha acabado.
c) A fase da paixão terminou e não há repertório afetivo que mantenha o casal unido. Este repertório é a verdadeira cola que mantém as pessoas unidas. Inclusive ele é aprendido com os pais, familiares ou pessoas importantes durante a formação e desenvolvimento cognitivo e emocional.

4) Por outro lado, porque é importante que cada um tenha sua individualidade e olhe para os lados, para fora da relação apaixonada?
A paixão é uma fase de um relacionamento que tem data para terminar. E por incrível que pareça o indivíduo apaixonado ama a própria fantasia e não a outra pessoa. Neste sentido, estar apaixonado é idealizar o outro. Ou seja, a grosso modo, a paixão é um amor egoísta. Embora quem esteja apaixonado não queira e nem aceite saber.
Um relacionamento mais saudável deve prezar e respeitar as individualidades dos parceiros. Além disso, os parceiros precisam desenvolver repertórios para serem mais independentes emocionalmente. O amor ao próximo, o compromisso, o respeito, as boas amizades, a intimidade, o companheirismo são as melhores regras para iniciarmos a nos valorizar e dar importância as pessoas do nosso redor tendo como objetivos sermos mais afetivos e fortes. E isso leva de médio a longo prazo. Como disse o psicólogo Robert J. Sternberg: “A paixão é a primeira a surgir e a primeira a desaparecer. A intimidade necessita de mais tempo para se desenvolver, e o compromisso, mais ainda.”

5) Há uma forma de chegar ao equilíbrio?
As três formas de amar - paixão, amor fílico e amor agápico - em conjunto interagem e resultam em produtos os mais diversos e únicos. Dessa forma, o processo de vir a amar implica numa longa construção de repertórios de comportamentos de fazer por, fazer para e fazer com o outro; envolve amplo repertório de receber; supõe saber rir e saber chorar genuinamente; pede tolerância e paciência; sexo e beijos etc. Assim, não é de se estranhar que amar é uma tarefa árdua e que o amor pleno e ideal é aquele composto pela interação equilibrada dos três níveis de amor.

6) O esforço virá mais facilmente daquele que já passou o período de paixão. Ele terá condições de compreender e acolher a incompreensão do parceiro, sem se revoltar com o que poderá ser sentido como tentativa de controle e dominação?
Isso vai depender da história de vida e de seu histórico amoroso. O que se observa é que pessoas mais afetivas quando terminam a paixão não se separam porque tem repertório para entrar em contato com outras formas de amar com seu parceiro. Em oposição, indivíduos mais egoístas e imediatistas, em geral, não se mantém em uma relação sem paixão.

7) Neste cenário, muitos casais também não suportam as mudanças e terminam antes da hora?
Muitas pessoas não se livram das paixões porque gostam de fortes emoções ou porque não discriminam ou não experimentaram outras formas de amar. Se para o casal amar envolve só paixão, quando a paixão termina, termina o sentido que os faz estarem juntos. É o que acontece, por exemplo, comumente no mundo das celebridades.

8) Dê dicas para ser feliz e realizado nestes momentos no relacionamento?
É ingênuo supor que o amor está no interior do homem como se fosse algo natural que surgisse inexplicavelmente do nada. Amor é produto de uma construção de uma relação envolvendo os mais distintos sentimentos e comportamentos. A música do Titãs chamada “Provas de amor” tem algumas rimas que me chamaram a atenção. Veja essa: “Combinamos destruir, mas sempre estamos enganados vendo-o ressurgir.” e tem o refrão bastante marcante: “Existem provas de amor (...), não existe o amor.” O amor vale pela ação, pelo comportar-se. Neste sentido, o amor é aprendido e quando a sensação desaparece o casal pode reacendê-lo com paciência e dedicação (ação) ao outro tornando-o cada vez mais profundo. Além disso, o amor aprendido pelo ser humano pode ter várias formas, vários desenhos tornando-o uma das mais belas aquisições humanas. Todavia, o amor depende de comportamento, de como você o cultiva. Por isso não se pode dizer que é um sentimento eterno, mas depende de contingências que produzem tal sentimento. Frequentemente, penso no amor maduro como o amor ao ser e ao crescimento do outro, que é o Amor Agápico. Lao Tse disse certa vez: “Amar não é apoderar-se do outro para completar-se, mas dar-se ao outro para completá-lo.” Este amor envolve profundidade e cumplicidade o que torna a relação mais saborosa e proveitosa. Para experienciar este novo amor é necessário aceitar como as pessoas são e parar de querer reformá-las, como diz a sabedoria oriental: “Paixão é cegueira... Amor... é lidar com os defeitos do outro.” Além disso, desenvolver tolerância, empatia, uma boa comunicação com o parceiro etc.

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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Terapia de casal. Psicoterapia de casal.


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1) “Nós dizemos que o começo é
sempre sempre inesquecível...
mas no entanto meu amor,
que coisa incrível...
esqueci nosso começo
inesquecível....” - (João Bosco / Aldir Blanc)


2) "De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.


Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente." - (Soneto da Separação - Vinícius de Moraes)

3) A beleza do início e a tristeza do fim - "O começo...vida, doçura, esperança nossa... tempos depois...gemendo e chorando neste vale de lágrimas..."

4) A terapia comportamental de casal - A terapia de casal é uma das áreas de atuação mais desenvolvidas nas últimas décadas. A incidência de procura na clínica comportamental é muito alta. Além disso, a terapia comportamental acredita que cada casal é único e tem sua história específica de relacionamento e portanto sua psicoterapia requer objetivos e estratégias próprias.

5) Por que terapia de casal? - Porque as pessoas tem histórias de vida diferentes. Há algumas variáveis que determinam o comportamento de cada parte do casal. Entre elas: sexo, famílias, profissões, expectativas, religiões, valores éticos, posições políticas, objetivos de vida e escolhas. A história de duas pessoas diferentes, por exemplo, que decidem viver juntas  e "até que a morte os separe". Isso acaba se tornando um tempo muito longo e além disso não são consideradas as mudanças no relacionamento.A terapia de casal pode ajudar no sentido de melhorar a comunicação entre o casal, analisar a história de vida da pessoa e do casal e entender determinadas imcompatibilidades ou procurar adapta-las.

6) Os três tipos comuns de contrato de relacionamento:
a) O contrato explícito - consciente e verbalizado, explícito - que envolve morar numa mesma casa, amor para sempre, fidelidade, filhos, tipo de educação para os filhos, relacionamento com a família de origem, trabalho e sustento, como gastar o dinheiro etc.
b) O contrato implícito: consciente e não verbalizado, implícito - que envolve todas as expectativas que a pessoa tem para com o parceiro e/ou para com a relação e que não são verbalizadas para o outro e, muitas vezes, nem para si próprio.
c) O contrato inconsciente: inconsciente e portanto não verbalizado - que envolve o não ter discriminação “do que” e "porque” e portanto não verbalizado.

7) Expectativas e realidade - Aprendemos durante a juventude as seguintes regras ou crenças sobre casamento:"... e viveram felizes para sempre..."; "Vamos envelhecer juntos apaixonados como agora..."; "Ele nunca vai me decepcionar..."; "Ela sempre será a mulher dos meus sonhos..."; "Ele (ou ela) vão suprir todas as minhas necessidades na vida...". Neste sentido, antes do casamento ocorrem expectativas, sonhos, projetos de vida, boas intenções e promessas. Todavia, o casamento não é feito só de amor, abraços e beijos apaixonados. O casamento envolve o cotidiano, contas a pagar, frustrações, decisões e problemas a resolver. Em outros termos, como a vida não é um conto de fadas, nunca é perfeito, maravilhoso ou ótimo.

8) Por que ocorrem mudanças no relacionamento amoroso? - As pessoas mudam, as características de cada fase mudam, as “exigências” pessoais mudam e a vida como um todo muda.

9) Então quais são as causas das brigas e dificuldades dos relacionamentos? - Diferentes histórias de vida somado ao contrato implícito mais as dificuldades de comunicação, mais as dificuldades de tomar e implementar decisões produz um desencantamento, ou atritos e polarizações.

10) Objetivamente, o que a terapia comportamental de casais visa?
a) Enfatizar a mudança comportamental.
b) Aumentar interações positivas e diminuir negativas.
c) Ensinar estratégias para solucionar problemas.
d) Modificar espectativas irreais.
e) Corrigir as atribuições de culpa.
f) Identificar esquemas de reforçamento.
g) Identificar classes de resposta.
h) Treino de comunicação ou de habilidades sociais.
i) Propor tarefas ou atividades para serem realizadas na situação natural.
j) Treinar discriminação e generalização.
k). Identificar em sua história de vida aspectos importantes que determinaram conjuntos de regras ou valores, escolhas e padrões de comportamentos funcionais e/ou disfuncionais.
l). Identificar sentimentos e emoções envolvidos em comportamentos usualmente emitidos.
m) Identificar padrões de comunicação estabelecidos entre o casal e treinar novas formas.
n) Identificar formas de tomada de decisões e treinar novas formas.

11) Informações adicionais - É importante salientar que muitos casais vem ao consultório em busca de técnicas para a melhora do seu relacionamento, no entanto, é sempre importante deixar claro que há variáveis ligadas à história de vida pessoal que produzem comportamentos adequados e inadequados que precisam ser identificados primeiramente. Além disso, cada casal e pessoa são únicos, tem suas próprias histórias de de vida e de relacionamentos e, portanto a terapia requer objetivos e estratégias próprias. Neste sentido a investigação da história de vida dos indivíduos nos fornece informações e dados que a através de uma conceituação e leis comportamentais fornecerá uma análise do comportamento (análises funcionais e topográficas). O que vai ajudar a considerar os contextos mais amplos, as especificidades de cada pessoa e da dupla de parceiros e a comunicação. E com isso facilitar um procedimento de intervenção mais adequado.
É importante também dizer que os "sinais dos tempos" faz com que o terapeuta comportamental tenha que se adapatar as novas demandas de casais. Os novos parceiros estão convivendo com ‘novas realidades’ sociais, econômicas e culturais. O ‘espaço e o tempo’ que cada parceiro dedica para o casal são indicativos de valores e prioridades. Os novos “papéis” da mulher no que diz respeito a profissionalização, independência econômica, desempenho de funções semelhantes e ‘novas’ exigências e expectativas pessoais e mútuas. A terapia de casal hoje trabalha com novos contextos de vida, novas parcerias, novas idades para a busca de ajuda e a ampliação de temas. Neste sentido a questão primordial da terapia de casais hoje não é mais metodológica, mas sim ideológica. Hoje a terapia precisa lidar com os recasamentos, com os casais homossexuais, diferenças “culturais”, romances virtuais, separação, aposentadoria, as revoluções biológicas (a inseminação artificial, por exemplo). Portanto a terapia comportamental de casais precisa considerar os sinais dos tempos o que significa ficar sob controle de cada época; as transições de costumes, práticas e realidades sociais de cada momento.



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