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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Como lidar com a morte no programa Sobriedade sim

 Dia 02-11-2012 será exibido o programa "Sobriedade Sim" da TV Século 21 sobre "Como lidar com a morte de uma pessoa querida."



Para acessar: http://www.comportamentosaudavel.com.br/



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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.

sábado, 22 de outubro de 2011

Programa Oriente-se para falar sobre os sonhos e projetos para o próximo ano

 Dia 21-10-2011 foi gravado na TV Século 21 um programa de fim de ano para falar de como lidar com as frustrações do ano que passou e estabelecer metas, projetos e sonhos mais alcançáveis no ano próximo. Esteve presente também o carismático terapeuta transpessoal Flávio Verdum. Entre os temas, discutirá sobre: o primeiro filho, a importância da família, tristeza de fim de ano, como lidar com o desemprego, a importância dos sonhos e metas alcançaveis, o equilíbrio financeiro... O programa "Oriente-se" será transmitido na véspera do ano novo (31-12-2011) as 9:00 da manhã. Não percam.
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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Não passei no vestibular. Fui reprovado. Não passei na Unicamp. Não passei na USP. Não passei em nenhuma universidade pública.O que fazer agora?

Para muitos, o vestibular pode ser o primeiro grande obstáculo da vida. Após longos períodos de dedicação aos estudos, muitas vezes exclusiva, o resultado da reprovação no vestibular é sempre seguida de uma grande decepção. É importante destacar ainda que embora o vestibular funcione como um funil, nem sempre os melhores colocados serão os melhores profissionais.

Já que não passei, desistir é o caminho mais fácil, mas será que é o ideal?
Desistir talvez seja a alternativa mais fácil, no entanto existem outros caminhos que podem ser percorridos sem que se desvie dos seus objetivos sonhos. Mas, para isso, seus objetivos precisam estar bem definidos ter a possibilidade de traçar boas estratégias que te levarão as boas universidades.

Agora, a curto prazo, o que tenho que fazer se estou sofrendo?
O importante é diminuir os sentimentos de frustração, tristeza e raiva. Não se pensa quando está muito alterado emocionalmente. Neste momento, geralmente a emoção fala mais alto do que a razão. O melhor é deixar a poeira abaixar. Fazer atividades que produzirão prazer e satisfação é uma boa iniciativa para a poeira baixar mais rápido. A ajuda dos pais é primordial, os pais precisam apoiar os filhos neste momento difícil.

E depois que a poeira abaixar, o que fazer?
Depois que a poeira baixar, o aluno precisa avaliar as razões do fracasso no vestibular. E é necessário ser honesto para não tirar a responsabilidade de si.

Quais seriam as variáveis que estariam relacionados com o mal desempenho no vestibular?
Há várias variáveis, entre elas:
1. Meta muito alta e incoerente com o histórico de desempenho escolar na vida do estudante.
2. Estudo insuficiente. O trabalho ou a falta de tempo não permitia estudar o necessário.
3. A prova estava difícil ou não caiu o que estudou.
4. A concorrência estava alta. É importante lembrar que ingressar em uma universidade pública ou numa grande instituição particular, as mais almejadas pelos jovens, não é uma tarefa nada fácil. Os vestibulares, em sua maioria, são altamente competitivos e excludentes. Para se ter uma idéia, o vestibular da USP, um dos concursos mais concorridos do país, recebe anualmente mais de 170 mil candidatos e disponibiliza apenas 8.000 vagas.
5. O Número baixo de vagas. Esta reprovação pode também estar vinculada, principalmente, ao sistema pedagógico e social do Brasil, já que não foram criadas vagas suficientes para atender à demanda do país.
6. A variável emocional pode ser uma das causas: dificuldade ou falta de repertório em lidar com a alta cobrança dos pais, familiares e amigos e com os resultados negativos de vestibulares anteriores. É importante ficar claro que a capacidade do candidato, muitas vezes, não está relacionada com o resultado do vestibular.
7. A variável saúde: passou mal durante ou no período da prova, não estava preparado fisicamente etc.
8. Faltou rotina e planejmento nos estudos.

O que fazer, então?
1. Analisar os motivos pelos quais o candidato não conseguiu chegar ao resultado esperado.
2. Verificar as matérias onde os erros foram mais freqüentes, isso é primordial para que eles não se repitam em uma próxima oportunidade. Caso o candidato encontre dificuldades neste processo, é importante que procure a orientação de professores ou especialistas. Os resultados desta etapa se refletirão nos próximos passos.
3. Detectadas as causas da reprovação, o negócio é organizar os planos de estudo. É preciso entender que o vestibular não aprova especialistas em assuntos específicos, mas aqueles que têm domínio de conteúdos nas mais diversas áreas do conhecimento. Por isso, o ideal é que o estudante dedique parte de seu tempo aos assuntos que sente maior dificuldade, mas, sobretudo, que não se esqueça de reciclar os conhecimentos nas demais disciplinas. Isso evita que elas se transformem em futuras ciladas. No entanto, o problema, muitas vezes, não está relacionado à ausência de empenho e, sim, à falta de orientação de estudos. Nestes casos, aumentar a carga de estudo não é solução. É importante que o aluno procure um auxílio. Desta forma ele conseguirá trabalhar com o tempo de maneira mais eficiente e, conseqüentemente, obter resultados mais expressivos. Além disso, é preciso quebrar a rotina do estudo com a prática de exercícios e boa qualidade de sono. Este mecanismo vai tornar suas horas de estudos mais produtivas.
4. Novos vestibulares de inverno e de verão se aproximam e existem alguns meses pela frente para que você se prepare para uma nova batalha de exames.

Estou desmotivado, o que posso fazer?
É importante usar a sabedoria e avaliar o que foi feito de errado e tentar usar essas informações para melhorar as próximas etapas. Apreendendo com os erros. Tem que ficar claro que todas as pessoas bem sucedidas tiveram muitos fracassos, mas usaram isso para se aprimorarem. A vida não é uma corrida de 100 metros rasos. Ou seja, não podemos viver em função do vestibular ou de alguns tropeços. A vida fica mais suave se for vista como uma maratona. E nesta maratona, a vida consiste de diversas outras atividades, outras pessoas, outras escolhas etc. Ter exemplos de pessoas que passaram por fases difíceis e deram a volta por cima são bons modelos motivacionais para o crescimento e superação. São exemplos disso: O cantor Paul Potts do Reino Unido, o cantor Hebert Vianna dos Paralamas do Sucesso, Betinho, O técnico Bernardinho, o controverso presidente Lula entre outros. Portanto, não desanime antes, não tire conclusões precipitadas e nem deixe de lutar por pequenos empecilhos da vida. A batalha e os desafios continuam e só aqueles que se preparam e aprendem com as lições do dia-dia é que chegam lá.

Em resumo, o que posso fazer para o próximo ano?
Analise seu desempenho na prova, mantenha seus pontos fortes, se empenhe nos fracos, dedique se aos estudos nos próximos meses, lembre-se do lazer, exercícios físicos, boa alimentação e bons noites de sonos também são essenciais para o desempenho. O vestibular é difícil, porém não é impossível. Você pode, basta se empenhar.
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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.
É também colaborador no cursinho pré-vestibular Oficina do Estudante.
Endereço da clínica: Rua Antônio Arruda Camargo, 195 (esta rua é paralela a Norte-Sul atrás do Burger King) CEP: 13092-170. Bairro: Nova Campinas Cidade: Campinas-SP
Entrar em contato pelo e-mail: psicopoesia@yahoo.com.br.
Blog: www.psicopoesia.blogspot.com/. Fone: (19) 32941005 e (19) 32526513.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Distimia, transtorno distímico

O transtorno distímico é crônico e se caracteriza pela presença de humor deprimido (ou irritável em crianças e adolescentes) durante a maior parte do dia, na maioria dos dias. É comum e afeta 3 a 5% da população geral; 30 a 50% dos pacientes em clínicas psiquiátricas gerais. A prevalência é de 8% em adolescentes jovens e de 5% em meninos e meninas, sendo mais comum em mulheres <64>Diagnóstico e Características Clínicas

O transtorno distímico é crônico e se caracteriza não por episódios, mas pela presença constante de sintomas, cuja gravidade pode variar ao longo do tempo.
A severidade dos sintomas depressivos no transtorno distímico, em geral, é menor que no transtorno depressivo maior, mas a falta de episódios delimitados é que pesa para o diagnóstico de transtorno distímico. Os pacientes com transtorno distímico freqüentemente podem ser sarcásticos, niilistas, rabugentos, exigentes e queixosos. A coexistência de transtorno distímico com outros transtornos mentais é sinal de mau prognóstico

Depressão dupla (Transtorno Distímico + Depressão maior) ocorre em até 40% dos pacientes com transtorno depressivo maior. O tratamento deve ser específico para cada uma das patologias separadamente.
Freqüentemente há alterações dos padrões de sono, de apetite, baixa auto-estima, pessimismo, perda de energia, retardo psicomotor, diminuição do impulso sexual e preocupações exageradas com relação a sua própria saúde.

Os critérios diagnósticos para Transtorno Distímico são:

A) Humor deprimido na maior parte do dia, indicado por relato subjetivo ou observado por outros por pelo menos 2 anos. Obs: Em crianças e adolescentes o humor pode ser irritável, e a duração deve ser de no mínimo um ano.
B) Presença, enquanto deprimido, de duas ou mais das seguintes características:

1.apetite diminuído ou hiperfagia
2.insônia ou hipersonia
3.baixa energia ou fadiga
4.baixa auto-estima
5.fraca concentração ou dificuldade para tomar decisões.

C) Durante o período de 2 anos (1 ano para crianças e adolescentes) de perturbação, jamais a pessoa esteve sem os sintomas do critério A e B por mais de 2 meses de cada vez.

D) Ausência de Episódio Depressivo Maior durante os primeiros 2 anos de perturbação (1 ano para crianças e adolescentes); isto é, a perturbação não é melhor explicada por transtorno depressivo maior crônico ou Transtorno Depressivo maior em Remissão Parcial.

Obs: Pode ter ocorrido um episódio depressivo Maior anterior, desde que tenha havido remissão completa (ausência de sinais e sintomas significativos por 2 meses) antes do desenvolvimento do transtorno distímico. Além disso, após os 2 anos iniciais (1 ano para crianças e adolescentes) de Transtorno Distímico, pode haver episódios sobrepostos de Transtorno Depressivo Maior e, neste caso, ambos os diagnósticos podem ser dados, quando são satisfeitos os critérios para um Episódio Depressivo Maior

E) Jamais houve um episódio Maníaco, um Episódio Misto ou um Episódio Hipomaníaco e jamais foram satisfeitos os critérios para transtorno ciclotímico.

F) A perturbação não ocorre exclusivamente durante o curso de um transtorno Psicótico Crônico, como Esquizofrenia ou Transtorno Delirante.

G) Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex.: droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral (por ex.: hipotireodismo)

H) Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou comprometimento no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

Especificar se:

Início Precoce: se ocorreu antes dos 21 anos

Início Tardio: se ocorreu aos 21 anos ou mais

Especificar (para 2 anos de Transtorno Distímico mais recente)

Com características atípicas.

Diagnóstico Diferencial

Uso de substâncias. Transtorno depressivo menor que difere do transtorno ciclotímico devido ao fato de os pacientes com transtorno depressivo menor terem humor eutímico entre os episódios.

Transtorno depressivo breve recorrente: difere do transtorno distímico por: seu transtorno é episódico; seus sintomas são mais graves

Curso e Prognóstico

50% dos pacientes apresentam o transtorno antes dos 25 anos com aparecimento insidioso. Os pacientes com sintomas de início precoce estão mais propensos a ter transtorno depressivo maior e transtorno bipolar I no futuro.

O prognóstico de Pacientes com Transtorno Distímico é Variável.

Tratamento

A combinação de farmacoterapia e terapia comportamental parecem ser os métodos de tratamento mais eficazes.



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

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Katzung, Bertram G.; Farmacologia Básica e Clínica, 6a edição, Rio de Janeiro: Editora.Guanabara Koogan, 1998.

Bennett, Claude, Plum, Fred. Cecil Tratado de Medicina Interna, 20a edição, Rio de Janeiro, Editora Guanabara .....Koogan, 1997.
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