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sábado, 14 de maio de 2011

Aula sobre núcleos ou perfis de personalidade e discussão de um caso sobre TOC relacionado a homossexualidade.

 Na noite do dia 05-05-2011 foi realizada uma aula sobre os núcleos ou perfis de personalidade e discutido um caso sobre Transtorno Obsesssivo Compulsivo relacionado a homossexualidade na FAC de Campinas.
Além da explicação de alguns conceitos evolutivos, cognitivos e comportamentais foi apresentado algumas composições de MPB com violão e gaita para ilustrar e discriminar alguns perfis de personalidade.










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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Aula sobre entrevista comportamental aos alunos de Psicologia da FAC de Campinas

 Dia 24-02-2011, das 19 as 22 horas, a convite da querida professora Silvia Barros foi dado uma aula-palestra sobre entrevista comportamental aos alunos de Psicologia da FAC Campinas.












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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Conceitos de Psicologia, vocabulário do behaviorismo

Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.
Endereço: Av. José de Souza Campos (Norte-Sul) n. 494
CEP: 13092-123. Bairro: Nova Campinas Cidade: Campinas-SP
Entrar em contato pelo e-mail: psicopoesia@yahoo.com.br.
Blog: www.psicopoesia.blogspot.com/.
Fone: (19) 32941005 e (19) 32526513.

A

Altruísmo -
O comportamento altruísta é um comportamento operante, é um comportamento selecionado por suas conseqüências. É um comportamento que é produto da união entre as contingências: de sobrevivência, responsáveis pela seleção natural das espécies, de reforçamento, responsáveis pelos repertórios adquiridos por seus membros e, por fim, as contingências especiais mantidas por um ambiente social evoluído. Portanto, depende das contingências de reforçamento em vigor para cada indivíduo.
Para Skinner, o indivíduo se comporta para o bem do outro quando está inserido em contingências de reforçamento planejadas e mantidas por outras pessoas para tal fim. Este comportamento pode ser observado em duas circunstâncias: quando a pessoa que se comporta altruisticamente está envolvida em alguma relação com outras pessoas, de forma que estas eventualmente lhe darão um retorno; ou, quando terceiros administram a situação de forma que o comportamento altruísta venha a ser reforçado.
A Sociobiologia e a Análise do Comportamento: A Sociobiologia e a Análise do Comportamento são semelhantes no que diz respeito: “O verdadeiro altruísmo sem a possibilidade de ganho não pode existir”. Ambas abordagens tem um consenso contra o senso comum que acredita que a função do altruísmo é de ajudar sem querer nada em troca. “Bom, Samaritano, Generoso, Filantrópico”.
Segundo o sociobiólogo Edward Osborn Wilson, o altruísmo é derivado da genética. Neste sentido um organismo geneticamente propenso ao altruísmo, por exemplo, poderia ter ganhos maiores se o ambiente fosse propenso a isso. Para outro teórico da mesma linha de pensamento chamado Trivers os sentimentos como compaixão seriam influenciados por fator genético. Para outros sociobiólogos a influência da cultura é diminuída, mas não eliminada. A cultura – fator ambiental que afeta a maneira como serão expressos os genes.Sobre as diferenças: A sociobiologia busca predizer os comportamentos que são prováveis de evoluírem de uma geração para outra (geneticamente). A teoria comportamental busca predizer o comportamento de organismos sobre determinadas condições. Na análise do comportamento por exemplo o comportamento altruísta depende das contingências de reforçamento.
Atenção - Ver comportamento de Observação.

B

C

Comportamento -
1) Comportamento é sempre uma relação ou interação entre eventos ambientais (estímulos) e atividades de um organismo (respostas). A relação organismo-ambiente pode envolver uma situação aparentemente simples (por exemplo, lacrimejar ao descascar cebolas, abrir uma porta ao ouvir uma campainha) ou obviamente complexa (por exemplo, solucionar um problema, abstrair, conhecer a si mesmo).

Comportamento verbal -
A linguagem é vista para Skinner como comportamento. Ele chama isso de Comportamento Verbal. Assim como outros comportamentos este comportamento também é Operante. O Comportamento Verbal é um comportamento social. Neste sentido o comportamento verbal é essencialmente definido pelo efeito sobre o comportamento do outro e, portanto pelo seu caráter relacional, no caso, uma relação social. Pode-se dizer que o comportamento verbal é basicamente uma relação entre o ambiente social, representado pelo outro, o ouvinte, e um organismo vivo, o emitente. O ouvinte atua como um estímulo discriminativo na presença do qual verbalizações ocorrem. E o estímulo reforçador é mediado pelo comportamento de um ouvinte. Estas verbalizações, atuando agora como discriminativos para o ouvinte, afetam o comportamento deste. Estes efeitos sobre o comportamento do ouvinte atuam seletivamente sobre aquela classe de operante verbais do emitente, modificando-a. Como se depreende desta análise, não existem elementos topográficos na definição do comportamento verbal, ele é interação pura. Deste modo o comportamento verbal é visto como um caráter funcional.
Criatividade -
Segundo alguns pesquisadores da área ao se falar de criatividade está se falando, na verdade, de comportamento criativo. Um possível consenso parece existir na noção de que o termo criatividade envolve, ao menos, o requisito de novidade (novo/original), ou diferença em relação ao que ocorreu anteriormente (Holman, Goetz & Baer, 1977; Stokes, 1999b; Winston & Baker, 1985)” (Hunziker, 2006).
Um outro critério é a história de reforço (Baum 1999). Ao longo da vida de um pintor, por exemplo pintar quadros foi mantido por reforço, pelo menos ocasional (elogio, aprovação, dinheiro), por parte de pessoas que faziam parte de seu meio. A atividade de pintar é um comportamento operante e, como qualquer outro operante, modelado por sua história de reforço.
Apesar do requisito da novidade ser um consenso na caracterização da criatividade, o fato de “ser novo” não basta para caracterizar um comportamento como “criativo”. De uma maneira geral, a criatividade está relacionada a critérios sócio-culturais que nem sempre atingem um consenso. Por exemplo, para ser criativo, algumas vezes exige-se que o comportamento atenda a um objetivo especificado (seja útil), outras que agregue um valor estético adotado pela cultura, outras ainda que solucione um problema (seja funcional), entre outros (Winston & Baker, 1985) (Hunziker, 2006).
Neste sentido a característica de ser novo/original/criativo não é propriedade do comportamento, mas sim é uma propriedade fornecida pelos referentes aos quais ele está sendo comparado, dentro de um universo particular. Ou seja, a caracterização do comportamento como criativo é mutante e relativa, o que torna a sua análise bastante complexa”. (Hunziker, 2006, p. 157).

Condicionamento Operante -
Que “novas respostas podem ser fortalecidas (reforçadas) por eventos que as seguem imediatamente ” (Skinner, 1987, p. 52)
Condicionamento Respondente -
É o que prepara o organismo para reagir a um “ambiente ao qual apenas o indivíduo é exposto” (Skinner, 1987, p.69)
a) Condicionamento respondente e sua relação com o "equilibrio fisiológico do organismo".
Os reflexos, condicionados ou não, referem-se principalmente à fisiologia interna do organismo (Equilíbrio do organismo) e que produz a sensação de “bem estar” comportamental. Um parceiro sexual masculino (de cueca) para uma mulher heterossexual é um estímulo condicionado que elicia uma resposta condicionada de excitação sexual (leve lubrificação vaginal) devido ao pareamento respondente que ocorreu as sucessivas relações sexuais. No início, o estímulo incondicionado (membro sexual masculino) eliciava a resposta incondicionada de lubrificação vaginal. O estímulo incondicionado é pareado com o estímulo neutro (sujeito de cueca) que a partir de agora elicia a resposta condicionada de lubrificação vaginal. Esta lubrificação antecipada colabora mais com uma relação sexual mais saudável (sem atrito) o que mantém o organismo do indivíduo em homeostase fisiológica.
b) Condicionamento respondente e sua relação com o sistema imunológico.
O Sistema imunológico é afetado por condicionamentos respondentes. Há diversos trabalhos que investigam isso. No trabalho de Boudjerg e colaboradores publicado1990 as mulheres que receberam quimioterapia para câncer no ovário apresentavam os seguintes respostas incondicionados: náusea e diminuição da resposta imunológica. Freqüentemente, elas apresentam náusea também no ambiente da quimioterapia, ao ouvirem a voz dos enfermeiros e eventualmente só de pensarem no tratamento. A voz do enfermeiro no ambiente da quimioterapia tornou-se um estimulo condicionado. Logo, há a hipótese de que essas pacientes também apresentam imunossupressão condicionada apenas por ouvirem a voz do enfermeiro na sala de quimioterapia mesmo antes da quimioterapia propriamente dita.
Comportamento de Observação -
O comportamento de observação é um comportamento operante cujas conseqüências controladoras são estímulos discriminativos das contingências em vigor. As respostas de observação envolve todos os sentidos do corpo (tato, visão, audição, paldar). Este é um modelo comportamental de atenção.
Resposta de observação (não é um encadeamento, tem que vir na vertical) = Sd (estímulo reforçador condicionado) – resposta – estímulo reforçador (positivo ou negativo).
Esta resposta envolve um treino discriminativo e faz com que os eventos posteriormente não sejam ignorados.
Um cliente que tende a falar dos defeitos alheios. Comportamentalmente é um indivíduo que possui um comportamento de observação voltado aos defeitos alheios. Cujos estímulos tornaram se estímulos condicionados e discriminativos que foram reforçados no passado. Provavelmente na sua história de vida seus pais apontavam os defeitos alheios ao menino. Quando ele conseguia discriminar e falava para os pais, estes reforçavam seu comportamento. Os pais também o criticavam. A partir deste treino discriminativo ao longo da sua história ele agora tem um comportamento de observação voltado aos problemas dos outros e não fica sob controle do que as pessoas tem de melhor.
Para enfraquecer este comportamento o terapeuta poderia extinguir tais comportamentos ou punir brandamente. Toda vez que o cliente relatasse algum defeito de alguém o terapeuta ficaria imóvel (extinção) ou mudaria de assunto (punição negativa), por exemplo. Com o passar do tempo este estímulo (defeito) perderia sua função discriminativa e condicionada.
Para fortalecer este comportamento desadaptado é necessário apenas reforçar este comportamento. Toda vez que ele fazer uma crítica a alguma coisa, ou falar de algum defeito de outrem e em seguida ser consequenciado positivamente.

D

Desamparo Aprendido -
a) Desamparo aprendido como efeito comportamental e como interpretação do efeito.
Efeito comportamental é a dificuldade de aprendizagem em função da exposição prévia a eventos de estímulos incontroláveis. A Interpretação do efeito é uma interpretação teórica. Há duas hipóteses do Desamparo Aprendido: A original, que é uma hipótese mentalista dos pesquisadores Seligman & Maier dizem que a “expectativa” (de ausência de controle) é a principal. Que envolve uma condição circular e processos inferidos. O ponto conflitante disto está no pressuposto predominante de que o ser humano é essencialmente distinto do restante dos animais em função de que apenas ele tem, além do corpo, a mente. Esse dualismo mente/corpo justifica que a maior pane das diferentes correntes teóricas dentro da Psicologia estabeleça a mente como seu objeto de estudo ou, ao menos, como a variável crítica que intermedia todos os comportamentos humanos. Assim, se se considera que o comportamento humano é determinado pela mente, e se a mente é própria do Homem, a proposição de modelos animais de psicopatologias se torna absurda pois seria estar buscando em animais processos que são próprios do ser humano. O desamparo aprendido foi proposto como modelo animal de depressão há quase duas décadas sendo desde então bastante utilizado em diferentes tipos de pesquisa. Embora o estudo do desamparo tenha se originado de investigações voltadas para a análise de interações entre contingências respondentes e operantes, a partir da sua associação com a depressão ele passou a ser amplamente utilizado como um modelo para o teste de drogas e alterações bioquímicas, ficando a análise funcional desse comportamento relegada a segundo plano. Esse abandono da análise funcional do desamparo reduziu o potencial de contribuição desses estudos para a compreensão do comportamento em geral, e da possível similaridade do desamparo com a depressão humana. Diferentes formulações teóricas foram apresentadas para explicar o desamparo, sendo que a maioria delas propõe que a experiência com os choques incontroláveis tem como efeito principal tornar o sujeito menos ativo. Essa inatividade pode ser aprendida através de contingências acidentais supostamente presentes na condição de incontrolabilidade, ou pode ser decorrente da depleção de alguns neurotransmissores cerebrais que reduziria a atividade motora do sujeito. Aprendida ou imposta bioquimicamente, a inatividade teria como conseqüência dificultar a inicializacão da resposta de teste, reduzindo o contato do sujeito com a contingência operante.Em suma, essas hipóteses sugerem que a dificuldade de aprendizagem operante observada nesses estudos é meramente um subproduto da baixa atividade locomotora dos animais e não um processo de aprendizagem em si.
Já a segunda hipótese é a da Análise do Comportamento que é uma visão monista do indivíduo que consiste na dificuldade de aprendizagem em função da experiência prévia com estímulos incontroláveis. Portanto, sem deixar de levar em conta as profundas diferenças existentes entre as espécies, esse posicionamento monista - minoritário, mas também integrante do pensamento psicológico - permite que se busquem em animais alguns dos processos básicos do comportamento humano. É a partir desse referencial filosófico que se justifica a proposição de modelos animais de psicopatologias.

b) Dados experimentais que mostram a similaridade do desamparo com a depressão humana.
1) Processos de redução do valor reforçador. No estudo experimental da depressão a pessoa deprimida sofre basicamente da falta de reforçadores e são analisados os processos que reduzem o valor reforçador dos estímulos disponíveis e as condições de vida que limitam o acesso a esses reforçadores. Similarmente o estudo dodesamparo aprendido analisa os processos que reduzem o valor reforçador dos estímulos disponíveis. Por tanto em ambos os estímulos reforçadores tem uma redução na sua eficácia.

2) Alterações neuroquímicas. Tanto na depressão quanto no desamparo aprendido há uma alteração de neurotransmissores. As pesquisas revelam que ocorre uma depleção em ambos casos de Noradrenalina(NA), Dopamina(DA) e Serotonina (5-HT) e ocorre uma liberação maior de endorfinas.

3) Tratamento. Em um experimento do Graeff e da professora Hunziker de 1988 eles adminstraram drogas antidepressivas e alteraram os indivíduos que estavam em desamparo aprendido. A Imipramina (1 mg/kg) que é uma droga antidepressiva da classe dos antidepressivos tricíclicos foi administrada e aumentou a atividade da Noradrenalina no cérebro dos indivíduos que estavam em desamparo aprendido e modificaram o comportamento de desamparo nestes animais. Este medicamento é usado para tratar humanos depressivos e altera também o comportamento de desamparo aprendido indicando com isso uma mesma circuitaria cerebral similar.

E

F

G

H

I

J

K

L

M

Mentira -
A mentira têm o efeito de alterar o controle de estímulos sobre o comportamento verbal do ouvinte, enfraquecendo a relação dos tatos com os estímulos do ambiente e produz cadeias de intraverbais que, em vez de contribuir para uma descrição correta da situação, fazendo o ouvinte distorcer a “realidade”. Neste sentido o falante pode mentir devido a contingências aversivas. O indivíduo pode não querer estar em uma situação, por estar coagido (contingência coercitiva). E por isso mentir pode ser mais adaptado a situação. Esse sujeito pode ter uma história muito forte de punição. Neste sentido o reforço negativo para mentir tem alta probabilidade de ocorrer. A função deste comportamento frequentemente é produzir atenção, aprovação ou simpatia de outrem.

N

O

Operantes verbais -
Relações entre operantes verbais e não verbais com coerência e incoerência.
Há a coerência entre comportamento verbal e não verbal como produto de formação de relações de equivalência. A partir de reforçamentos da seqüência falar-fazer-falar, concomitantemente com regras que culminam na resposta verbal e não verbal do sentir que entram na mesma classe de equivalência. Uma das explicações para as correspondências entre comportamento verbal e não verbal é que elas acontecem por causa das relações bidirecionais entre o nosso próprio comportamento e as palavras que tateiam aquele comportamento (como na nomeação). Procedimentos que afetam um podem produzir mudanças no outro. Neste sentido o sentir pode estar ocorrendo junto e fazer parte da classe. Para Dougher: “é sentir o dizer”. E o aprendizado de tatos é, portanto, importante para o aprendizado de correspondência verbal e não verbal. A freqüência com a qual o ouvinte se engaja em uma ação efetiva em resposta ao comportamento na forma de tato vai depender da extensão e acurácia do controle de estímulo no comportamento do falante... a “ crença” do ouvinte na honestidade do falante- na correspondência verbal e não verbal etc...”.
Por outro lado há conseqüências especiais que distorcem o tato:
a) Um Estímulo Discriminativo (Perdeu a moeda) e uma Resposta Verbal (“Perdi minha moeda”) e o Estímulo Reforçador Específico (Ouvinte dá moeda à criança) vai fortalecer este comportamento verbal inadequado.
b) Um Estímulo Discriminativo como a audiência (não perdeu a Moeda) e a Resposta verbal (Perdi minha moeda). Neste caso se houver o reforçamento específico, reforça-se o tato distorcido, dando-lhe a função de mando.

Ver Comportamento verbal

P

Q