terça-feira, 8 de julho de 2008

Dicas para o vestibular

1) Programação de estudos: Procure criar uma programação de estudos de acordo com suas necessidades e possibilidades. Criar um hábito de estudo diário é fundamental para um bom desempenho nos vestibulares. Dedique um tempo de estudo diário. Estabeleça critérios de disciplinas (matérias) de tal forma que todas sejam estudadas. Porém, você deverá se dedicar mais àquelas que encontrar maior dificuldade. Só iniciará pelas mais fáceis ou mais prazerosas quando estiver desanimado.
2) Momento de descanso: Além de estudar, não deixe de lado as atividades sociais e de lazer. Estas ajudam a deixar a cabeça legal para os estudos. Sábado a noite e domingo o dia todo, por exemplo, são momentos para não estudar.
3) Atividade física: Praticar algum tipo de esporte também serve para relaxar e manter o corpo com boa disposição. Dê preferência aqueles esportes que lhe proporciona prazer. A atividade física constante aumenta a capacidade de memorizar e raciocinar.
4) Livros do vestibular: Leia todos os livros obrigatórios durante o ano. Não deixe acumular tudo para os dias próximos ao vestibular. Além de ler, procure fazer um resumo com as principais características da obra e seus autores.
5) Se informar: Mantenha-se informado lendo revistas e jornais diários. Os temas da atualidade costumam cair em redações e questões dos vestibulares. Enquanto lê, você não percebe, mas sua mente está organizando as informações e reeditando as antigas. Por isso, leia jornais, revistas, livros. Não é ler muito, num dia que conta, mas ler sempre.
6) Dúvidas: Não deixe dúvidas passar em branco. Leve as para seu professor para esclarecê-las, pois elas poderão aparecer na prova. Caso não tiver tempo para todas, sane as dúvidas que você considerar mais importantes.
7) Disciplina: Se você está no Ensino Médio ou no cursinho, estude a matéria em casa no mesmo dia que você teve na escola. Especialistas dizem que é a melhor forma de assimilar e garantir o aprendizado. Faça todos os exercícios e atividades solicitadas pelos professores do colégio ou cursinho. Dando prioridade as disciplinas que você tem mais dificuldade e que tem peso a vaga que você vai concorrer.
8) Dormir: Durma bem, pois é durante o sono (fase Sono REM) que o cérebro processa e assimila tudo que foi aprendido durante o dia. Além disso dormir bem recupera física e cognitivamente para o aprendizado do dia seguinte.
9) Familiarização com as provas anteriores: Pegue questões e respostas dos vestibulares dos últimos 3 anos para conhecer o estilo e nível da prova que você vai fazer. Isso é importante para a familiarização com o tipo de prova.
10) ENEM: Procure fazer o ENEM, pois ele conta pontos para muitos vestibulares.
11) Redação: Faça e refaça redações, pois elas costumam ter um peso significativo nos vestibulares. Além disso uma pessoa que escreve bem aumenta as chances de conseguir um emprego melhor e melhorar sua comunicação.
12) Significado das palavras: Sempre que encontrar uma palavra desconhecida nos textos de estudo, procure seu significado no dicionário. Um aluno com um bom nível de entendimento de palavras tem maiores chances de ir bem nas redações e entender o enunciado das questões.
13) Alimentação leve e adequada: Faça uma dieta rica em carnes brancas, verduras e cereais. Isso aumenta disposição aos estudos.
14) Conte com seus professores: Se você está cursando o terceiro ano do Ensino Médio e/ou Cursinho, aproxime-se de seus professores. Explore essa fonte de conhecimento. Raramente um professor se recusará a ajudar um aluno interessado em aprender.
15) Estude em grupo: Algumas pessoas não se sentem motivadas para estudar sozinhas. Uma boa estratégia é formar um grupo de estudos. Junte-se para estudar com pessoas que estão comprometidas com os estudos. Assim, um ajudando o outro, será mais fácil aprender.
Reginaldo trabalha no cursinho Oficina do Estudante e tem um trabalho de prevenção de estresse com os alunos da instituição.


Copyright © 2007 Reginaldo do Carmo Aguiar. Todos os direitos reservados.
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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.
É também colaborador no cursinho pré-vestibular Oficina do Estudante.
Endereço da clínica: Rua Antônio Arruda Camargo, 195 (esta rua é paralela a Norte-Sul atrás do Burger King) CEP: 13092-170. Bairro: Nova Campinas Cidade: Campinas-SP
Entrar em contato pelo e-mail: psicopoesia@yahoo.com.br.
Blog: www.psicopoesia.blogspot.com/. Fone: (19) 32941005 e (19) 32526513.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Perguntas e respostas sobre sexualidade, sexo e problemas sexuais publicadas no jornal Notícias Já de Campinas


O Jornal Notícias Já de Campinas é um gentil jornal que me convidou para responder as questões e dúvidas da população da região de Campinas. Sou muito grato a este jornal pela oportunidade dada.
Gostaria de salientar que as respostas são respondidas com no máximo 200 caracteres sem espaço (três linhas de escrita) o que dificulta ou inviabiliza muitas vezes responder temas polêmicos ou abrangentes e que devido a importância deveriam gastar uma ou mais páginas. Neste sentido tento ser o mais objetivo e claro. Queria desculpar aqueles que por ventura acharem as respostas muito curtas ou pouco aprofundadas. Para estes indico darem uma visitada neste site, abordo diversos temas e assuntos e alguns deles tento aprofundar. Isso também para poder ter um espaço maior para expressar aquilo que acredito na profissão que atuo e amo. Espero que as respostas tenham alguma colaboração social. Isto é o mínimo que posso oferecer a população em troca por ter tido a oportunidade de ter estudado em universidade pública.
Tenho recebido dezenas de e-mails para responder perguntas a respeito da sexualidade. É uma pena porque devido a minha vida o quanto atribulada não tenho tido tempo de respondê-las. Gostaria muito, se tivesse tempo, de escrever para aqueles que me perguntam. É um contingente grande de pessoas que têm dificuldades sexuais. Peço a aqueles que tenham perguntas e dúvidas que a encaminhem ao jornal Notícias Já para o quadro o papo é sexo. A jornalista Patrícia Lisboa e a repórter Mariana Teodoro são as responsáveis que farão uma seleção e enviarão as questões aos diversos profissionais da Medicina e Psicologia que escrevem neste quadro.
Um grande abraço amigo
Reginaldo do Carmo Aguiar
Seguem as perguntas e respostas publicadas no referente jornal
É verdade que alguns anticoncepcionais podem causar distúrbios mentais, como irritação?
Veridiana, 25 anos, Hortolândia
Isso é apenas um mito. Hoje os anticoncepcionais possuem um décimo da quantidade de hormônios que as primeiras pílulas. Isto diminuiu os efeitos indesejados, como náusea e dor de cabeça sem que a eficácia do contraceptivo fosse comprometida.
O que fazer para resolver o problema de ejaculação precoce?
José D., 55 anos, Mogi Guaçu
O problema deve ser tratado com psicoterapia, com medicamentos que atuam no sistema nervoso central ou com uma combinação dos dois. As pesquisas em universidades revelam que a combinação entre as dois tratamentos costumam ter mais sucesso.

Minha namorada se lubrifica normalmente, mas tem dores durante a relação. O que será isso?
Jorge, 24 anos, Campinas

A Dispareunia é o termo médico utilizado para a presença de dor durante a relação sexual. È importante saber se a lubrificação ocorre durante toda a relação sexual. Se há boa lubrificação a possibilidade de infecção vaginal deve ser considerada.

Minha namorada não sente orgasmo. Como posso ajudá-la?
Eduardo, 25 anos, Campinas
Esse é um problema que, antes de tudo, ela tem de vencer junto com você, conhecendo os próprios pontos de prazer e o jeito certo de tocá-los. Claro que você pode ajudá-la a conseguir chegar lá. Não fazer cobranças é um bom começo.

Não consigo sentir vontade de sexo todos os dias, só algumas vezes no mês. O que devo fazer?
Márcia, 35 anos, Campinas

Melhorar as dificuldades no relacionamento com o(a) parceiro(a), diminuir o medo de desempenho sexual, emitir comportamentos que eliminam ressentimentos, mágoas e frustrações profissionais podem colaborar com o aumento do desejo sexual.
Existe remédio para aumentar o tamanho do pênis?
Alexandre, 29 anos, Campinas
Não há nenhum remédio para aumento do pênis. Aparelhos de tração e cirurgia para aumento peniano são considerados no Brasil procedimentos experimentais, justamente por não mostrarem benefícios comparados aos riscos de cada uma destas técnicas.

Meu pênis só tem 8cm ereto. Tem tratamento para aumentar o tamanho dele?
Roger, 17 anos, Campinas

Estudos comprovam que a mulher sente mais prazer nos 5 cm iniciais, fato este, que dispensaria grandes dimensões do órgão masculino. Há tratamentos como os aparelhos de tração e cirurgia para aumento peniano. No entanto, os resultados são baixos comparados aos riscos.

Como não sangrei na primeira relação sexual, meu marido acha que não era virgem. É possível uma virgem não sangrar na primeira vez?
Silvana Menezes, Campinas
Sim, existem vários tipos de hímem (uma pele fina presente na entrada da vagina). Ele é geralmente rompido na primeira relação sexual seguido pela sensação de dor e sangramento. Entretanto, há casos em que não há rompimento por razões genéticas do hímem: o orifício é largo e o hímem é mais elástico do que o normal.

Mesmo sem ejacular dentro da mulher e usando camisinha, há possibilidades de gravidez?? T.V., Indaiatuba
Muito pequena a chance. O problema da camisinha é que ela pode rasgar ou escapar do pênis, por exemplo. E o pênis excreta um pouco de sêmem (com espermatozóides) antes e durante a penetração para uma lubrificação natural. Nesses casos, uma solução de emergência é a pílula do dia seguinte.
Às vezes, tenho sangramento durante a relação sexual. Tenho bexiga baixa, pode ser por isso? O ginecologista afirma que eu não tenho nenhuma ferida ou lesão no cólo do útero. L.L.V., 48 anos, Campinas
Imagino que o problema seja da ordem do desejo e da excitação sexual que produz a lubrificação natural durante o sexo. Sem lubrificação o atrito é maior e machuca. Aumentar o desejo e a excitação e um lubrificante comprado pode fazer diferença. Se continuar o sangramento procure seu ginecologista o mais rápido possível.
Qual o tamanho normal do pênis de um garoto da minha idade? C. C., 17 anos
Pesquisas em clínicas especializadas revelaram que o pênis flácido (mole) mede em média 6 cm e ele ereto (duro) mede uma média de 13 cm. Agora, lembre-se da velha máxima: “Não importa o tamanho da varinha mágica, mas o poder da magia que ela oferece”. Ou seja, o tamanho do pênis não importa, mas a maneira como o sexo é feito.
Falta de sexo afeta em alguma coisa na mente? R. G., de Campinas
Não. Isto é um mito. O sexo não é uma função vital para o organismo. Sua falta pode, no entanto, atingir o lado emocional e psicológico do indivíduo devido a questões de cobranças sociais.
Meu namorado de 4 anos tem 51 anos e só gosta de fazer sexo anal ou oral. Quando a penetração é na vagina, ele não consegue manter a ereção. Será que ele tem algum problema ou tendência ao homossexualismo?
F.B. 49 anos, Campinas
Não. O sexo anal está presente nas relações heterossexuais nestes últimos anos porque os homens buscam uma variação sexual com as parceiras, é uma região mais apertada, fantasiam a penetração anal como uma grande realização de conquista e que proporciona um sentimento de domínio e poder.

De uns tempos para cá, meu namorado não tem conseguido ejacular e, algumas vezes, ele também perde a ereção. Será que ele perdeu o tesão por mim?
A. V. S., 29 anos, Campinas
Primeiro o desejo, segundo o prazer, terceiro a ereção e quarto a ejaculação. Esta ordem é imprescindível e de responsabilidade do casal. Conversem sobre a situação da cama e tentem resolver da forma mais amistosa possível. Uma terapia sexual pode ser necessária.

O que acontece quando a gente está grávida e continua tomando o anticoncepcional?
Claudia Cristina, Campinas.
O anticoncepcional aumenta a quantidade do hormônio estrogênio que pode aumentar a incidência de anormalidades genitais não-malignas em crianças de ambos os sexos. Procure seu (sua) ginecologista o mais rápido possível para maiores esclarecimentos e exames.

Ejacular dentro da minha namorada quando ela esta menstruada, corre algum risco dela engravidar?
A. M., de Campinas

Durante a menstruação, a possibilidade da mulher engravidar existe, mas é muito pequena. Na verdade, esse é o período mais seguro para manter relações sem o risco de engravidar. O único problema é que algumas pessoas sentem se desconfortáveis de se relacionar quando há menstruação. Principalmente as mulheres.

Minha namorada toma anticoncepcional há alguns anos sempre no mesmo horário. Tem algum período em que eu possa ejacular dentro dela sem nenhum risco dela engravidar?
A.M., de Campinas
Durante o ciclo menstrual da mulher existe um período de dias, nos quais a relação sexual tem grande probabilidade de resultar em gravidez. Este intervalo compreende os cinco dias antes e alguns dias após a ovulação. O fato da pessoa tomar anticoncepcional faz com que não haja a ovulação. Portanto não há um período determinado que se possa ejacular.

Transar todos os dias pode trazer algum desgaste físico?
A.M., de Campinas
Isto vai depender de cada pessoa, da genética, se ela pratica algum exercício físico regularmente, o tempo que ela pratica o ato sexual, sua saúde, a satisfação sexual e o estresse do seu dia-dia. Tudo isso influencia no desgaste da pessoa depois do sexo.
Uma mulher pode ter relações sexuais antes de sua primeira menstruação?
Lidiane, 15 anos, Campinas

A menarca é o nome dado a 1ª menstruação da mulher. Ela ocorre na faixa etária aproximada entre os 10 e 20 anos. No Brasil geralmente ocorre por volta dos 12 e 13 anos. Neste sentido as relações podem ocorrer se há preparo psicológico é outra história.

A água da praia pode causar algum corrimento na mulher?
Adriana, 19 anos, Valinhos

Sim. Tanto a água quanto a areia podem ter microorganismos como fungos, bactérias e protozoários. Evite ficar com o biquíni ou o maiô úmidos por muito tempo, troque quando possível. Sentar na areia, só se for sobre uma toalha limpa e grossa.

O excesso de ácido úrico pode causar bolhas no pênis?
Fernando, 22 anos, Artur Nogueira
Em algumas pessoas isso pode ocorrer. Use uma luva caso queira manipular o pênis. Se caso continuar procure um especialista para investigar porque pode ser uma DST ou um problema dermatológico.

Homem que tem herpes no pênis pode transmitir a doença para a mulher no ato sexual?
Rodrigo, 32 anos, Limeira
A transmissão ocorre mais durante as crises, mas também acontece fora delas porque o indivíduo pode apresentar infecções sem lesões visíveis. Em torno de 20% dos parceiros sexuais se infectam quando têm bolhas aparentes.

Sentir o pênis tocar o cólo do útero durante a relação significa algum problema?
Carolina, 30 anos, Americana
Algumas mulheres tem este desconforto. Seja pelo tamanho avantajado do pênis do parceiro ou por alguma infecção. É sempre importante fazer um exame de rotina ou preventivo para verificar se está tudo normal.

Um mioma muito pequeno, de 7mm, pode causar sangramento?
Amanda, 32 anos, Sumaré

Os miomas não são cânceres, e a chance de se transformarem nessa doença é extremamente baixa. Há três tipos de miomas. Os que se localizam mais próximos da cavidade uterina, sendo os mais sintomáticos, quase sempre causam sangramento.

Quem tem mioma pode usar anticoncepcional?
Amanda, 32 anos, Sumaré
Claro que sim. Procure seu ginecologista para ele indicar um anticoncepcional mais adequado. Porque existem anticoncepcionais específicos para cada caso.

Dividir o sabonete com outra pessoa pode causar problema ginecológico?
Maria Regina, 26 anos, Nova Odessa
O sabonete habitualmente partilhado apresenta um risco acrescido de contaminação. Tenha seu sabonete, se utilizar buchas, troque-as sempre depois de algum tempo. E use apenas sabonete comum para não agredir a flora vaginal.

O uso de absorventes internos provoca infecção urinária?
Cristina, 28 anos, Campinas
Sempre se proliferam e-mails e boatos a respeito disso. As evidências científicas não sustentam estes boatos. O tampão simplesmente absorve o fluxo menstrual sem interferir na quantidade do sangue expelido o que não causa nenhum risco a mulher.
Quais os principais riscos do câncer de próstata?
Paulo Ricardo, 53 anos, Americana
Homens com antecedentes familiares de câncer da próstata tem maior chance de desenvolver a doença. Nos casos hereditários, o câncer se manifesta mais precocemente, muitas vezes antes dos 50 anos.

Infecção urinária pode impedir a ereção?
Jorge, 33 anos, Santa Bárbara
Não. Há quatro causas principais da falta de ereção. 90% dos homens o problema é emocional. Os 10% restantes apresentam uma disfunção orgânica que pode ser vascular de origem arterial, hormonal e, em pequeno número, resultado de alterações na anatomia do pênis.

Tenho uma colega que retirou o útero. Ela tem possibilidade de engravidar?
Cássia, Campinas
Os avanços da reprodução assistida ampliam as possibilidades de gravidez em mulheres que não tem útero. Uma mulher pode engravidar sem ter óvulos, útero e até sem um parceiro. Tudo isso a partir das técnicas de reprodução de inseminação artificial.

Só se perde a fimose por meio de cirurgia?
João Paulo, Campinas
Nos primeiros meses de vida, existe uma aderência natural do prepúcio à glande do pênis. Porém, até os três anos, essa aderência desaparece na grande maioria dos meninos. Em outros há a necessidade da cirurgia, que ocorre por volta dos 7 aos 10 anos de idade.

Se minha esposa iniciou a menstruação no dia 2 de abril, como saber qual o período que ela estará mais fértil para engravidar?
Raicam, São Paulo

No dia em que menstruar, some o número de dias referentes à metade do seu ciclo menstrual para obter o seu dia fértil. Se o ciclo dela for de 28 dias e ela menstruar no dia 02/04, o seu dia fértil será no 14º dia contados a partir do dia 02/04, ou seja, dia 16/04.

Se a minha namorada já toma a segunda cartela da pílula e eu gozar sempre dentro, ela tem perigo de engravidar?
Raimundo, Campinas

Tomar corretamente o anticoncepcional, conforme indicado pelo medicamento e prescrito pelo médico, a partir do primeiro dia em que se tomou, já se faz efeito. O período estimado para a eficácia do anticoncepcional é após a segunda cartela, mas 20 dias já garante uma segurança.
Quando estou fazendo sexo com minha namorada, nossas pernas tremem muito, acabamos cansando e não chegamos até o fim. Isso já acontece há algum tempo. Isto é um problema físico ou psicológico?Sérgio – CampinasFazer consultas e exames de saúde é importante para descartar algum problema físico. Além disso pode ser o despreparo físico que deve ser sanado com a prática de exercícios físicos regulares. Caso contrário avaliar as condições e como se comportam durante o ato sexual pode indicar também algum grau de ansiedade.

Não consigo gozar com meu namorado. Fico com outros pensamentos e não tenho concentração. Ás vezes finjo para agradá-lo, mas não aguento mais a situação. O que posso fazer? - Lúcia – CampinasAbrir um espaço para uma conversar transparente com o namorado sobre sexo deve ser importante. Analisar o que está acontecendo na sua história de vida e criar estratégias e condições para eliminar as preocupações pode colaborar bastante.

Sinto muita vontade de me masturbar quase todo dia, mas tenho medo que isso possa me fazer mau mais tarde. Isto pode acontecer? - Sérgio -SumaréAs idéias que dizem que a masturbação causa males aos indivíduos como esterilidade, impotência, crescimento de pêlos nas mãos, espinha no rosto e no corpo, aumento dos seios nos rapazes, debilidade mental, verrugas, crescimento exagerado do pênis, diminuição do desejo sexual, ejaculação precoce são todos mitos sexuais, ou seja não é verdade. Todos os mitos que se conta contra a masturbação não passam de bobagens e tentativas de promover a repressão e a culpa.



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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.
É também colaborador no cursinho pré-vestibular Oficina do Estudante.
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Perfis comportamentais de personalidade / Transtornos de Personalidade / Problemas de Personalidade / Tipos de personalidade / Personalidade

CARACTERÍSTICAS E FUNCIONAMENTO DOS PERFIS COMPORTAMENTAIS DE PERSONALIDADE

Primeiramente gostaria de salientar algumas dúvidas que aparecem por causa deste texto. Este texto foi realizado a partir do trabalho do Beck que é um psicólogo cognitivo que usa uma perpectiva cognitiva e evolutiva. Acredito que este texto do Beck foi fundamentado a partir de textos do Skinner, referentes aos processos evolutivos que selecionaram alguns comportamentos. Para aqueles que tenham dúvida leiam o texto "A evolução do comportamento" de Skinner. Beck a partir disso rearranjou um material a partir de uma visão causal cognitiva do fenômeno comportamental que para um behaviorista é um erro crucial.

O trabalho que acredito foca o comportamento funcional selecionado por três níveis de seleção que tem uma fundamentação evolutiva. Acredito que os comportamentos tem funções e que existem a partir de um estímulo e uma consequência quando operantes e estímulo e resposta como comportamentos respondentes. A partir do fortalecimento de alguns comportamentos o indivíduo começa a ter algum perfil comportamental, mas este perfil deve ser entendido apenas como uma metáfora. Ele é construído a partir de uma história de contingêcias de reforçamento (história de vida). Ou seja, a personalidade do indivíduo é construída a partir de uma história genética e ambiental. E neste sentido para se entender um perfil comportamental deve se analisar os dados genéticos e da sua história de vida para entender como este perfil foi instalado. Por isso falar que um sujeito que tem este perfil ou aquele é muito fácil, no entanto entender como foi instalado este perfil é muito mais complexo e apenas pode ser realizado por um bom analista do comportamento.

Diferenciar um perfil comportamental de um transtorno de personalidade é outra diferença que deve ser realizada. O primeiro é funcional e deve ser considerado o contexto que é usado. O segundo é um excesso do uso de um certo perfil em diversos contextos, o que o torna disfuncional para o seu dia-dia. Por isso fala-se aqui neste texto do perfil comportamental e não do transtorno. Fala-se aqui em estratégias usadas com caráter funcional e não topográfico que foram aprendidas a partir de uma história onto e filogenética e das práticas culturais.

Segue a baixo os perfis comportamentais:

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Paranóide
Característica principal: Cautela.
Passado evolutivo(filogenia): Segurança, proteção, alimentação e sexo.
Presente (vantagem): Proteger-se de pessoas perigosas, trânsito, desconfiar de pessoas como vendedores e polítivos por exemplo.
Presente (desvantagem): Ficar alerta o tempo todo, isolamento, não confiar de forma alguma nas pessoas.
Representante: Professor que observa os alunos conversando e acham que estão falando mal dele.

1) Visão de Si Mesmo: Vê-se nobre, correto(a), inocente e vulnerável.
2) Visão dos Outros: Malévolos, discriminadores, interferentes e abusadores.
3) Crenças Principais ou Pressuposições Subjacentes (Regras): Suspeito, desconfio e mantenho-me em guarda.
4) Estratégias Hiperdesenvolvidas (comportamento interpessoal mais freqüente): Comportamentos de desconfiança e suspeita quanto às intenções alheias: procura motivos subjacentes e faz acusações.
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Esquizóide
Característica principal: Isolamento.
Passado evolutivo (Primeiro nível de seleção): Alimentação, autonomia, proteção, segurança. (elefantes mais velhos se separam do bando para não atrapalhar)
Presente (vantagem): Situação que estar sozinho é produtivo, astronautas, escritores, funcionários petrolíferos, escritores, yogues.
Presente (desvantagem): Não se relaciona, não tem amigos, acha que não necessita do outro, isolamento.
Representante: Profissionais extremamente competentes, escritores.





1) Visão de Si Mesmo: Considera-se auto-suficiente e solitário(a).
2) Visão dos Outros: Intrusivos.
3) Crenças Principais ou Pressuposições Subjacentes (Regras): Relações interpessoais são confusas, incômodas e indesejáveis; os outros não são fontes de gratificação.
4) Estratégias Hiperdesenvolvidas(comportamento interpessoal mais freqüente): Distanciamento dos relacionamentos sociais com inexpressividade emocional; procura manter isolamento e autonomia.
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Esquizotípica
1) Visão de Si Mesmo: Sente-se diferente e com poderes especiais ou paranormais.
2) Visão dos Outros: Os outros pouco importam, mas podem ser perseguidores.
3) Crenças Principais ou Pressuposições Subjacentes (Regras): Crenças bizarras, pensamento mágico e idéias de referência.
4) Estratégias Hiperdesenvolvidas (comportamento interpessoal mais freqüente): Desconforto elevado em relacionamentos, mesmo familiares, com afeto inadequado ou constrangido; comportamentos esquisitos ou excêntricos.
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Anti-Social
Característica principal: Ataque.
Passado evolutivo: Sexo, alimentação, proteção, segurança (Para a própria sobrevivência ou do grupo) e predação.
Presente (vantagem): Atividades que exigem pouca emoção e muita racionalidade ou coisificação do outro.
Presente (desvantagem): Matar, roubar, trapacear, manipular, enganar.
Representante: ladrões, hitler, psicopatas etc..

1) Visão de Si Mesmo: Sente-se forte, esperto(a), malandro(a), solitário(a) e autônomo(a).
2) Visão dos Outros: Vulneráveis, tolos e exploráveis (otários).
3) Crenças Principais ou Pressuposições Subjacentes (Regras): Tenho minhas próprias regras: o negócio é levar vantagem em tudo.
4) Estratégias Hiperdesenvolvidas(comportamento interpessoal mais freqüente): Desconsideração e violação dos direitos dos outros: enganar (tapear), roubar e atacar, sem culpa ou remorso.



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Borderline (Limítrofe)
1) Visão de Si Mesmo: Identidade perturbada e sentimento de vazio.
2) Visão dos Outros: Irritantes, incertos e persecutórios.
3) Crenças Principais ou Pressuposições Subjacentes (Regras): Devo esforçar-me para evitar ser abandonado(a).
4) Estratégias Hiperdesenvolvidas (comportamento interpessoal mais freqüente): Relações interpessoais emocionalmente intensas, mas instáveis e erráticas; impulsividade e gestos suicidas.
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Histriônica
Característica principal: Atenção.
Passado evolutivo:
Sobrevivência e reprodução (canto dos pássaros, pavão).
Presente (vantagem): Dramaticidade para as artes, lecionar, tornar-se atraente.
Presente (desvantagem): Relacionamentos superficiais, exige atenção o tempo todo.
Representante: Artistas.

1) Visão de Si Mesmo: Sente-se com charme, glamour, sedutor(a) e cativante.
2) Visão dos Outros: Os outros são seus admiradores, seduzíveis e receptivos.
3) Crenças Principais ou Pressuposições Subjacentes (Regras): Preciso impressionar; as pessoas devem me admirar; ninguém tem direito de negar-me satisfação.
4) Estratégias Hiperdesenvolvidas(comportamento interpessoal mais freqüente): Comportamento emotivo excessivo e busca continuada de atenção e admiração, recorrendo a sedução, exibicionismo, dramatizações, choros e gestos suicidas.
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Narcisista
Característica principal: Auto engrandecimento.
Passado evolutivo: Alimento, sexo (macho alfa).
Presente (vantagem): Auto estima, auto confiança.
Presente (desvantagem): Ditar as regras (está a cima das regras), proclamar-se o melhor, “os outros são inferiores”, não acredita nos próprios erros, não se identifica com grupos.
Representante: O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

1) Visão de Si Mesmo: Especial, único(a), central e superior.
2) Visãodos Outros: São seus admiradores (fãs), inferiores, serviçais ou subservientes.
3) Crenças Principais ou Pressuposições Subjacentes (Regras): Estou acima das regras ou tenho regras especiais; mereço atenção e cuidado exclusivos.
4) Estratégias Hiperdesenvolvidas(comportamento interpessoal mais freqüente): Atitude de grandiosidade; busca incessante por admiração, mas com falta de empatia; transgressão de regras; auto-engrandecimento, competitividade; usar os outros para satisfação própria.
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Esquiva (Evitativa)
Característica principal: Evitação.
Passado evolutivo: Segurança e proteção.
Presente (vantagem): Não perder a própria identidade e valores, evitar situações perigosas.
Presente (desvantagem): isolamento, dificuldade de enfrentar situações simples.
Representante: fóbico social, tímido.

1) Visão de Si Mesmo: Sente-se inadequado(a) e inepto(a); é hipersensível (vulnerável) a avaliações negativas (depreciação, reprovação ou rejeição).
2) Visão dos Outros: Superiores, críticos e cruéis.
Se me conhecerem verdadeiramente, serei rejeitado(a).
3) Crenças Principais ou Pressuposições Subjacentes (Regras):Não suporto ser rejeitado(a) e ter sentimentos desagradáveis.
4) Estratégias Hiperdesenvolvidas(comportamento interpessoal mais freqüente): Evitação ou inibição social, principalmente situações de avaliação ou potencialmente provocadoras de sentimentos desagradáveis.
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Dependente
Característica principal: Apego.
Passado evolutivo:
Segurança, proteção e alimento.
Presente (vantagem): Intimidade, cumplicidade, companheirismo, segurança, sociabilidade.
Presente (desvantagem): Submissão, dependência, sem autonomia, insegurança, comodidade.
Representante: Crianças com pouco repertório para buscar reforçadores positivos e evitar reforçadores negativos.

1) Visão de Si Mesmo: Sente-se desamparado(a), desprotegido(a), inseguro(a), fraco(a), carente e incapaz.
2) Visão dos Outros: Provedores, protetores e capazes. 3) Crenças Principais ou Pressuposições Subjacentes (Regras): Preciso de apoio continuado e de encorajamento de pessoas fortes para que eu possa viver e ser feliz.
4) Estratégias Hiperdesenvolvidas(comportamento interpessoal mais freqüente): Comportamento de submissão, aderência e busca de apoio, ajuda e cuidados.
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Obsessivo-Compulsiva
Característica principal: Perfeccionismo.
Passado evolutivo: Alimentação, sexo, proteção e segurança.
Presente (vantagem): Atividade que exigem exatidão, perfeição.
Presente (desvantagem): Não consegue produzir porque se prende a detalhes, perde tempo e tarefas simples, não tem espontaneidade e bom humor, é muito crítico, excesso de repetição.
Representante: Profissionais extremamente competentes.

1) Visão de Si Mesmo: Sente-se muito competente, extremamente responsável; autoconfiança exclusiva e exagerada.
2) Visão dos outros: Incompetentes, negligentes, irresponsáveis, relapsos e auto-indulgentes. 3) Crenças Principais ou Pressuposições Subjacentes (Regras): Eu sei o que é melhor; as pessoas deveriam esforçar-se mais; detalhes são cruciais.
4) Estratégias Hiperdesenvolvidas(comportamento interpessoal mais freqüente): Aplicação de regras rígidas e perfeccionistas; comportamentos exigentes e excessivamente organizativos com controle continuado da situação; comportamentos avaliativo, crítico, controlador e punitivo.
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Depressiva
1) Visãode Si Mesmo: Sente-se inadequado(a), inútil, culpado ou com remorso; é autocrítico, auto-acusador e autodepreciativo.
2) Visão dos outros: Julga aos outros como a si mesmo, com rigor e ênfase nos fracassos e aspectos negativos.
3) Crenças Principais ou Pressuposições Subjacentes (Regras): Pessimismo, preconceito e rigidez de julgamento: uma vez que nada melhora, prevejo sempre o pior.
4) Estratégias Hiperdesenvolvidas(comportamento interpessoal mais freqüente): Atitudes negativistas, críticas e preconceituosas; comportamentos de descontentamento, infelicidade, tristeza, abatimento e desânimo, acompanhados de ruminações e preocupações persistentes.
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Passivo-Agressiva
Característica principal: Resistência/Oposição.
Passado evolutivo: Sexo, alimento, sobrevivência, divisão do poder.
Presente (vantagem): Autonomia, auto-suficiência, auto afirmação, Adolescência.
Presente (desvantagem): Não respeita regras, não aprende, sabota tudo o que faz, é do contra, não colabora, não é empático.
Representante: Atos políticos, esquerda, liberais...

1) Visão de Si Mesmo: Percebe-se como auto-suficiente, embora com autodesconfiança e vulnerabilidade à interferência.
2) Visão dos outros: Em contrapartida, os outros não o(a) compreendem e o(a) desconsideram; são intrusivos, cobradores, controladores e dominadores.
3) Crenças Principais ou Pressuposições Subjacentes (Regras): Meu próprio modo de fazer as coisas é o melhor; o controle pelos outros é intolerável e tenho de defender minha liberdade a qualquer preço.
4) Estratégias Hiperdesenvolvidas(comportamento interpessoal mais freqüente): Negativismo, resistência ou oposição à realização de tarefas sociais rotineiras; comportamento mal-humorado e propenso a discussões, criticando irracionalmente e desdenhando a autoridade; manifestação de inveja e ressentimentos para o sucesso alheio; verbalizações exageradas e persistentes de queixas e infortúnio pessoal; comporta-se alternadamente entre a hostilização e a contrição (aflição e arrependimento).

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Adaptado de BECK & FREEMAN - Transtornos de Personalidade(1990/1993) e DSM-IV (1994/1995)
Copyright © 2007 Reginaldo do Carmo Aguiar. Todos os direitos reservados.

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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Fobia em crianças, ansiedade, fobia específica, medo exagerado, fobia infantil, medo infantil, fobia infantil, crianças que tem medo. Campinas

O que é fobia específica?
A fobia é uma espécie de medo acentuado, excessivo, desmedido, na presença ou previsão de encontro com o objeto ou situação que causa ansiedade, num grau elevadíssimo, como por exemplo, no caso do dirigir, em que só em pensar em fazê-lo, a pessoa já se sente ansiosa, mesmo longe do carro. Ou no caso de uma reunião em que a pessoa precisará se expor, arranja uma desculpa e não vai, para não se expor, para não participar, não como estratégia de ação, mas por medo exacerbado.

E as fobias infantis a que estão ligadas?
As fobias infantis, assim como as do adulto, estão ligadas a um temor injustificado e não racional de objetos, seres ou situações, cuja falta de lógica é reconhecida pelo indivíduo, mas o domina repetidamente. Tem como consequência uma inibição no campo da ação e, quase sempre, no campo da representação.


Qual é o comportamento da criança fóbica?
Quando a pessoa se defronta com o objeto que lhe causa fobia, ela pode apresentar intensas reações de medo com alterações neuro-vegetativas associadas a um estado de tensão. Utiliza mecanismos que procuram evitar o objeto, gerando uma limitação do seu campo de ação por meio de esquivas de prevenção. Estas esquivas visam eliminar o objeto que causa fobia. Quando não se pode evitar o agente causador da fobia, reage-se com fuga, o que aumenta a tensão e ainda pode aumentar a fixação fobogênica, bem como o temor de futuras situações equivalentes. A criança procura correr para perto de um dos pais ou de alguém que a faça se sentir protegida. Pode apresentar reações de choro, desespero, imobilidade, agitação psicomotora ou até um ataque de pânico.


Quais as fobias específicas comuns em crianças?
Dentre as Fobias Específicas mais comuns na infância destacam-se as de pequenos animais, injeções, escuridão, medo de fantasmas e monstros, altura e ruídos intensos como o de fogos de artifício e de trovões.
Mas não seria comum as crianças terem medo?
Ter medo é algo comum principalmente na infância a diferença é que essas fobias diferenciam-se dos medos normais da infância por serem reações excessivas, exageradas, não adaptativas e que fogem do controle da criança.

Há alguma diferença entre os adultos e as crianças no que diz respeito a fobia específica?
As crianças apresentam uma grande diferença em relação aos adultos quanto à manifestação da fobia específica. Os adultos, assim como as crianças, não conseguem controlar suas reações perante o seu objeto fóbico, mas reconhecem que isso seja exagerado, ou mesmo absurdo, as crianças não. Para as crianças o pavor que sofrem diante de um inseto, um trovão ou uma bruxa é justificável pois para elas é como se eles realmente oferecessem perigo de morte ou fosse catastrófico. As crianças por serem imaturas não avaliam seus medos não se envegonham de exibí-los pois para elas é muito natural. Contudo, reconhecem que outras pessoas não sofrem dos mesmos medos e resentem-se quando zombam delas por isso. A criança assim como os adultos não conseguem superar seus medos, mas quando se vêem vítimas de maldades de coleguinhas tendem a esconder seus medos e até se isolarem quando a zombaria é frequente.

Quando se deve tratar a fobia nas crianças?
Quando os pais perceberem que a vida da criança e adolescente está ficando limitada e a dificuldade está interferindo nas outras áreas de sua vida.
Todas as fobias tem que ser tratadas?
Algumas fobias não terão necessidade de ser tratadas (por exemplo, se a pessoa tem fobia de cobras, mas mora na cidade, poderá conviver com este fato sem maiores problemas).

Há algum tratamento?
Para as Fobias específicas, o tratamento mais utilizado tem sido a terapia comportamental. Resumidamente, as técnicas utilizadas requerem exposição da criança ao estímulo fóbico, de forma gradual e bem controlada de maneira a produzir a extinção da reação exagerada de medo. A técnica mais empregada é a de exposição gradual ao estímulo, de acordo com uma lista hierárquica das situações ou objetos temidos. Tratamentos baseados na exposição freqüentemente são associados a outras técnicas comportamentais (técnica com demonstração prática pelo terapeuta e imitação pelo paciente durante a sessão; manejo de contingências - identificação e modificação de situações relacionadas ao estímulo fóbico, que não o próprio estímulo; procedimentos de autocontrole e relaxamento).


Há tratamento farmacológico?
O tratamento farmacológico das Fobias Específicas raramente é utilizado na prática clínica, e são poucos os estudos sobre o uso de medicações nesses transtornos.
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Curiosidade sobre a Fobia de tempestade
Chuva, trovões e raios, quando chega o verão, aumentam a ansiedade das pessoas que têm verdadeiro pavor de tempestades. Algumas delas não saem de casa sem antes consultar a previsão do tempo. O problema leva a uma série de limitações na vida profissional e pessoal dessas pessoas devido à esquiva, que é proeminente. Se estiver chovendo, dificilmente se aventuram a sair de casa. Há pessoas que, durante uma tempestade, fecham-se em armários e só se atrevem a sair depois que cessa o fenômeno. Algumas permanecem junto a seus cães de estimação que, como é sabido, também são excessivamente sensíveis aos ruídos de trovões e fogos de artifício. Outras cobrem-se para se sentirem mais protegidas.
Tal fobia, ao contrário do que se possa pensar, é bastante freqüente. Não se trata do medo natural que todos temos das intempéries e desgovernos da natureza, que mesmo existindo não impedem a vida social.
Nestes casos a pessoa vai se recluindo em sua residência até o ponto máximo em que chega a ficar "presa" à própria cama. Muitas vezes são as pessoas erroneamente, diagnosticadas como depressivas, (claro que também haverá frustração e portanto depressão nestes casos). No entanto trata-se de esquiva operante.
As pessoas deste quadro tendem a buscar, solicitar e requisitar que alguns de seus familiares assumam função de cuidadores de si ao menor sinal de chuva.
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Há algumas fobias menos comuns:

1º. Antropofobia - Medo da sociedade humana ou aglomerações.
2º. Telefonofobia - Medo dos telefones
3º. Eleuterofobia - Medo de ter liberdade. Mais precisamente, "aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante de ter autonomia ou responsabilidade"
4º. Urofobia - Medo da urina ou de urinar
5º. Unatractifobia - Medo de pessoas feias
6º. Hipnofobia - Medo de dormir; horror ao sono
7º. Fonofobia - Medo e horror à sua própria voz e pavor de falar alto
8º. Fobofobia - Medo dos seus próprios medos; de ter algum tipo de fobia
9º. Catisofobia - Medo de sentar-se.
10º. Pantofobia - Medo de todas as coisas, ou todos os medos e fobias em um só. Pantofobia, em seu estado máximo, controla o comportamento humano de forma a matar o ser sem causas fisicas reais, ou seja, a Pantofobia induz ao suicídio biológico.
Fonte: Wikipedia

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Tratamento comportamental - terapia comportamental para dependência ao cigarro - tabagismo - Parar de fumar - antitabagismo- anti-tabagismo - Campinas

DEPENDÊNCIA QUÍMICA:
"O uso e a necessidade, tanto física quanto psicológica, de uma substância psicoativa, apesar do conhecimento de seus efeitos prejudiciais à saúde".


"Existência de um padrão de auto-administração que, geralmente, resulta em tolerância, abstinência e comportamento compulsivo para consumir a droga”.


OMS e Associação Americana de Psiquiatria

Aspectos da dependência:
Compulsão: Forte desejo de consumir uma substância.

Tolerância: Necessidade de doses cada vez maiores da substância para alcançar efeitos inicialmente conseguidos com doses menores.

Síndrome de Abstinência: Aparecimento de sintomas desagradáveis quando se pára o uso de uma substância.


A nicotina como droga:
Propriedades psicoativas
Padrão de auto administração
Compulsão
Tolerância farmacológica
Síndrome de abstinência

Obs.: Grupo de transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de substância psicoativa da CID 10ª revisão, OMS 1997- F17.1


Componentes da dependência de nicotina:
Físico, psicológico e condicionamentos.


Os fatores motivadores para parar de fumar são: dinheiro, sentimento de descontrole da vida, melhorar saúde e qualidade de vida, receio de uma doença causada pelo tabaco, dar o exemplo, aprovação familiar e social, auto-disciplina, respeitar direitos dos não fumadores e outras razões

Os fatores motivadores específicos para parar de fumar são:
Adolescentes: Mau hálito, dentes manchados, sentir-se dependente dos cigarros, dor de garganta, tosse, dispnéia que afeta os esportes, infecções respiratórias freqüentes.
Adultos assintomáticos: Há 2x mais chances de ter problemas cardíacos, 6X mais risco de desenvolver enfisema, 10X mais risco de câncer de pulmão, menor expectativa de vida, custo dos cigarros, custo de dias de trabalho perdidos, mau hálito, inconveniência social, rugas, mal cheiro. Infecções respiratórias, bronquite, faringite, insuficiência respiratória, úlceras, anginas, osteoporose, esofagite, doença gengival.
Grávidas: Maior risco de morte fetal e aborto espontâneo, maior risco de menor peso ao nascer.
Pais: Aumento de freqüência de tosse e infecções respiratórias entre filhos de fumantes.
Fumantes recentes: “É mais fácil parar agora”.
Fumantes antigos: Menor risco de doenças respiratórias e câncer se parar de fumar.
História familiar de doença cardíaca, câncer: Risco de morte aumentada pelo cigarro.
Qualquer fumante: Dinheiro poupado, sentir-se melhor, viver bem, conhecer os netos, trabalhar mais, viver com menos doenças.

Dificultadores Principais: “estresse”, ganho de peso, fissura/“cravings”, fumar automático, história de fracasso, família e co-morbidade psiquiátrica.

1) Estresse:
Fumantes acreditam que fumar ajuda a diminuir o estresse.
Ficam surpresos quando descobrem que a nicotina é um estimulante que faz o coração bater mais rápido e aumenta a pressão sangüínea.
Então, porque muitos fumantes se sentem mais calmos e relaxados quando fumam?

Por Que o cigarro relaxa?
1) Se a pessoa é uma fumante, o corpo dela está acostumado a receber uma quantidade de nicotina. Quando os níveis de nicotina ficam abaixo dessa quantidade, a pessoa se sente desconfortável. Então, quando é colocada mais nicotina no corpo, “se sente melhor” porque a nicotina voltou a ficar nos níveis necessários;
2) Todo fumante costuma fumar milhões de vezes em situações de estresse que acaba conectando este sentimento “de se sentir melhor” que a nicotina traz, com estar no controle da sua vida e de seus problemas, além do sentimento de relaxamento. Acaba por acreditar que fumar faz com que ele se sinta mais calmo e com o controle;
3) Toda vez que o tabagista fuma um cigarro, ele respira devagar e profundamente, e isso é uma forma eficiente de relaxamento. O que o fumante não sabe é que esta forma de respirar pode ajudá-lo sem o cigarro.
4) É muito importante para o fumante entender que é ele, e não o cigarro, que sempre resolve os seus problemas e obtém o relaxamento. O cigarro não paga contas, faz o trânsito andar rápido ou devagar, ou ajuda a lidar com o chefe. Além disso, não possui nenhuma substância especial para obter relaxamento.




Como lidar com o estresse:
Lembrar que o cigarro é um objeto inanimado. Ele não faz mágicas.
Achar novas maneiras de lidar com o estresse - a maneira antiga era fumar.
Reduzir o número de situações estressantes da vida.

Como reduzir o estresse na vida:
Comer de forma saudável;
Dormir o suficiente para descansar;
Fazer exercício físico, se não se exercitar, caminhar pelo menos 20 minutos;
Focalizar as boas coisas que possuir na vida;
Aceitar as coisas que não pode modificar;
Separar uma hora do dia para relaxar, usar fitas de relaxamento ou meditação;
Escrever as coisas que estão causando estresse e propor três alternativas de soluções para cada uma.

2) Barreiras – Ganho de Peso:
Barreira para cessação principalmente em mulheres.

Fator para recaída:
27% o “ganho de peso” é razão para recaída;
22% a “possibilidade de ganho de peso” é razão para recaída.

Motivo para começar a fumar
Meninas começam a fumar porque têm medo de engordar e acham que fumar emagrece.
Fumantes pesam menos que não fumantes:
Fumantes pesam de 1,1 a 6,8 kg a menos, pelo relato do US Surgeon General Report (1988).
Aumento de peso ao parar de fumar:
79% dos fumantes engordam segundo US Surgeon General Report (1990);
Ganho médio de peso - 2 a 4 quilos;
50% dos fumantes engordam menos;
10% ganham entre 11 e 13,5 kg.

Mudanças nas taxas metabólicas:
Nicotina aumenta o metabolismo.

Aumento na ingestão de alimentos:
Recuperação do paladar e olfato;
Ansiedade;
Hábito de colocar algo na boca;
Premiação.

Característica do ganho de peso:
É temporário e a maior parte ocorre nos primeiros meses.

O que fazer para não ganhar peso?
Estimular atividades físicas;
Não iniciar dietas alimentares;
Usar alimentação balanceada;
Fazer 4 refeições diárias;
Beber bastante água;
Usar opção de baixa caloria ao beliscar.

Conclusões:
Ganho de peso pode impedir a cessação;
Fumar é mais perigoso para a saúde que alguns quilos a mais;
Concentrar na cessação do tabagismo;
Dieta só quando estabilizar;
Estimule a adoção de estilos saudáveis de vida.

3) Fissura/“cravings”
Está relacionada à dependência física.
“Vontade é coisa que dá e passa!”
Evitar
Escapar
Distrair
Adiar

Fumar automático (Dependência de Hábito).
Mudanças simples na rotina para cortar o automático.
Não ter cigarro próximo.

4) História de fracasso
História de fracassos anteriores influenciam drasticamente na sensação de competência (auto-eficácia) do paciente para iniciar o processo de abstinência.
É fundamental a revisão das tentativas anteriores para que se possa criar novas estratégias.
Muitas vezes o fato do paciente se sentir um fracassado justifica a realização de um trabalho Motivacional.

5) A Família Motivador ou Dificultador?
Apoiar sem perseguir;
Fumar como forma de comunicação;
Competitividade entre casais fumantes;
Sabotagens;
Suportar o período de síndrome de abstinência.

6) Co-morbidades psiquiátricas
Depressão;
Alcoolismo;
Esquizofrenia;
Outras Drogas;
Cerca de 30% dos fumantes podem ter história de depressão e 20% ou mais podem ter história de abuso e dependência de álcool;
O fator que mais contribui para o fracasso na cessação de fumar é a associação do tabagismo com distúrbios psiquiátricos;
A prevalência de tabagismo em pacientes psiquiátricos é maior do que na população em geral;
A depressão é o distúrbio psiquiátrico mais freqüentemente associado ao tabagismo. Fiore et al.2000
A prevalência de fumantes entre alcoolistas é de 83%;
Uma vez o alcoolista tendo experimentado cigarro, existe uma chance muito grande de se tornar fumante regular;
É comprovada a associação entre fumantes pesados e bebedores pesados.
46% dos pacientes em tratamento para outras drogas querem deixar de fumar;
Poucos querem tratamentos simultâneos;
Muitos pacientes em tratamento para outras drogas consideram mais difícil deixar de fumar;
Parar de fumar pode contribuir para manter a abstinência de outras drogas.

Todo Profissional De Saúde Precisa Saber Que:
Deixar de fumar é um processo.
Leva tempo.
A média de tentativa por fumantes é de 3 a 4 vezes antes de parar definitivamente.
O tabagismo está classificado pela OMS, no grupo dos transtornos mentais e de comportamento, decorrentes do uso de substâncias psicoativas (nicotina) - CID 10.
O profissional de saúde é modelo de comportamento.

Todo Profissional De Saúde Precisa Saber Que:
Definir fumante e ex-fumante:
Fumante: fumou mais de 100 cigarros (5 maços) na vida, e fuma atualmente;
Ex-fumante: não fuma atualmente.

Diferenciar lapso de recaída:
Lapso:
episódio isolado de consumo de cigarro, sem voltar a fumar regularmente.
Recaída: retorno ao consumo regular de cigarros, mesmo em quantidades menores.

Abordagem Efetiva Do Fumante
Entender os mecanismos de dependência à nicotina;
Saber reconhecer o grau de dependência do seu paciente;
Saber reconhecer o grau de motivação do seu paciente;
Saber lidar com síndrome de abstinência, “fissura” e como prevenir recaída;
Ter argumentações convincentes para motivar os fumantes;
Saber usar apoio medicamentoso quando indicado e disponível.

Intervenção intensiva - instrumentos. Avaliação através de questionários:
– Dos hábitos tabágicos (consumo, tentativas de parar, recaídas...)
– Da motivação.
– Da dependência: teste de Fagerström.
– Da privação.
– Tipo de fumador.
– Depressão e ansiedade – teste de HAD.
– De confiança.
– Diagnóstico biológico do tabagismo.

Situações que desencadeiam desejo de fumar:
• Refeições.
• Café.
• Álcool.
• Convívio social.
• Condução.
• Stress.
• Ansiedade.
• Concentração.


TERAPIA COMPORTAMENTAL

Baseada na teoria de Pavlov e Skinner:
Uso de drogas é um comportamento aprendido.
É desencadeado e mantido por eventos e emoções específicos.
É possível de ser modificado com um Tratamento breve e focal.

Estruturado em três níveis:
–Modificação do comportamento de uso e das regras disfuncionais.
–Resolução dos problemas associados.
–Reajuste social e ambiental.

A terapia comportamental é um modelo de intervenção centrado na mudança de regras e comportamentos que levam um indivíduo a lidar com uma determinada situação.

A terapia comportamental é fundamental no tratamento, deve ser sempre utilizada com ou sem o apoio medicamentoso. Ela usa técnicas de modificação de comportamento para interromper a associações: gatilho, fissura de fumar e comportamento de consumo, reforça o não fumar, ensinar habilidades para que se evite o fumo em situações de alto risco ( não se expor as mesmas), manejo dos sintomas da síndrome de abstinência, treinamento de habilidades/prevenção de recaídas.
Usa comportamentos substitutos (exercícios) – usa habilidades de recusa, positividade–evitar incentivos associados ao tabagismo( cinzeiros,cigarros,isqueiros) – prevenir a recaída, lugar que a droga ocupa na vida do tabagista (regras) na dependência do tabaco, o indivíduo não “se submete” ao tratamento, participa do processo.

Deixar de fumar é o primeiro passo, o segundo é manter, e o que possibilita o alcance dessas metas é a mudança de comportamento

A postura do psicoterapeuta na abordagem do fumante deve envolver: empatia, respeito e acolhimento.


Apoio Medicamentoso
Objetivos:
Minimizar os sintomas da síndrome de abstinência.
Deve ser sempre utilizado com a abordagem comportamental.

Situações potenciais para utilização do apoio medicamentoso
Pacientes que fumam 20 ou mais cigarros por dia;
Pacientes que fumam o 1º cigarro até 30 minutos após acordar e fumam, no mínimo 10 cigarros por dia;
Pacientes com Teste de Fagerström igual ou maior do que “score” 5;
Pacientes que tentaram parar com abordagem comportamental, e não conseguiram devido a sintomas de abstinência insuportáveis;
Não haver contra-indicações clínicas.

Conclusões
A abordagem comportamental é o eixo do tratamento.
O apoio medicamentoso pode complementar a abordagem comportamental em casos específicos.

Referencias Bibliográficas

Tratamentos não Farmacológicos para o Tabagismo-Presman,S e col.-Rev.Psiq.Clin.32(5);267-275,2005
Consenso sobre o tratamento da dependência de nicotina Marques, A C e col Rev.Bras.Psiquiatr.vol 23(4); dez 2001. Departamento de Dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria.
Group behaviour therapy programmes for smoking cessation- The Cochrane Library,Issue 1,2006 (review on february 2005).
Individual behavioural therapy counselling for smoking cessation-The Cochrane Library,Issue 1,2006 (review on february 2005).

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Distimia, transtorno distímico

O transtorno distímico é crônico e se caracteriza pela presença de humor deprimido (ou irritável em crianças e adolescentes) durante a maior parte do dia, na maioria dos dias. É comum e afeta 3 a 5% da população geral; 30 a 50% dos pacientes em clínicas psiquiátricas gerais. A prevalência é de 8% em adolescentes jovens e de 5% em meninos e meninas, sendo mais comum em mulheres <64>Diagnóstico e Características Clínicas

O transtorno distímico é crônico e se caracteriza não por episódios, mas pela presença constante de sintomas, cuja gravidade pode variar ao longo do tempo.
A severidade dos sintomas depressivos no transtorno distímico, em geral, é menor que no transtorno depressivo maior, mas a falta de episódios delimitados é que pesa para o diagnóstico de transtorno distímico. Os pacientes com transtorno distímico freqüentemente podem ser sarcásticos, niilistas, rabugentos, exigentes e queixosos. A coexistência de transtorno distímico com outros transtornos mentais é sinal de mau prognóstico

Depressão dupla (Transtorno Distímico + Depressão maior) ocorre em até 40% dos pacientes com transtorno depressivo maior. O tratamento deve ser específico para cada uma das patologias separadamente.
Freqüentemente há alterações dos padrões de sono, de apetite, baixa auto-estima, pessimismo, perda de energia, retardo psicomotor, diminuição do impulso sexual e preocupações exageradas com relação a sua própria saúde.

Os critérios diagnósticos para Transtorno Distímico são:

A) Humor deprimido na maior parte do dia, indicado por relato subjetivo ou observado por outros por pelo menos 2 anos. Obs: Em crianças e adolescentes o humor pode ser irritável, e a duração deve ser de no mínimo um ano.
B) Presença, enquanto deprimido, de duas ou mais das seguintes características:

1.apetite diminuído ou hiperfagia
2.insônia ou hipersonia
3.baixa energia ou fadiga
4.baixa auto-estima
5.fraca concentração ou dificuldade para tomar decisões.

C) Durante o período de 2 anos (1 ano para crianças e adolescentes) de perturbação, jamais a pessoa esteve sem os sintomas do critério A e B por mais de 2 meses de cada vez.

D) Ausência de Episódio Depressivo Maior durante os primeiros 2 anos de perturbação (1 ano para crianças e adolescentes); isto é, a perturbação não é melhor explicada por transtorno depressivo maior crônico ou Transtorno Depressivo maior em Remissão Parcial.

Obs: Pode ter ocorrido um episódio depressivo Maior anterior, desde que tenha havido remissão completa (ausência de sinais e sintomas significativos por 2 meses) antes do desenvolvimento do transtorno distímico. Além disso, após os 2 anos iniciais (1 ano para crianças e adolescentes) de Transtorno Distímico, pode haver episódios sobrepostos de Transtorno Depressivo Maior e, neste caso, ambos os diagnósticos podem ser dados, quando são satisfeitos os critérios para um Episódio Depressivo Maior

E) Jamais houve um episódio Maníaco, um Episódio Misto ou um Episódio Hipomaníaco e jamais foram satisfeitos os critérios para transtorno ciclotímico.

F) A perturbação não ocorre exclusivamente durante o curso de um transtorno Psicótico Crônico, como Esquizofrenia ou Transtorno Delirante.

G) Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex.: droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral (por ex.: hipotireodismo)

H) Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou comprometimento no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

Especificar se:

Início Precoce: se ocorreu antes dos 21 anos

Início Tardio: se ocorreu aos 21 anos ou mais

Especificar (para 2 anos de Transtorno Distímico mais recente)

Com características atípicas.

Diagnóstico Diferencial

Uso de substâncias. Transtorno depressivo menor que difere do transtorno ciclotímico devido ao fato de os pacientes com transtorno depressivo menor terem humor eutímico entre os episódios.

Transtorno depressivo breve recorrente: difere do transtorno distímico por: seu transtorno é episódico; seus sintomas são mais graves

Curso e Prognóstico

50% dos pacientes apresentam o transtorno antes dos 25 anos com aparecimento insidioso. Os pacientes com sintomas de início precoce estão mais propensos a ter transtorno depressivo maior e transtorno bipolar I no futuro.

O prognóstico de Pacientes com Transtorno Distímico é Variável.

Tratamento

A combinação de farmacoterapia e terapia comportamental parecem ser os métodos de tratamento mais eficazes.



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Kaplan, Harold I., Sadock, Benjamin J.; Grebb, Jack A. , Compêndio de psiquiatria: ciências do comportamento e ....psiquiatria clínica, 7ª edição, Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

Hardman, I.G., Limbird, L.E., Goodman & Gilman – As bases farmacológicas da.terapêutica, 9a ed. México: ....McGraw-Hill Companies, 1997.

Katzung, Bertram G.; Farmacologia Básica e Clínica, 6a edição, Rio de Janeiro: Editora.Guanabara Koogan, 1998.

Bennett, Claude, Plum, Fred. Cecil Tratado de Medicina Interna, 20a edição, Rio de Janeiro, Editora Guanabara .....Koogan, 1997.
Tierney, L.M., McPhee, S.J., Papadakis, M. A. Current Medical Diagnosis & Treatment, 39th ed, New York: ....McGraw-Hill Companies, 2000.

Dilsaver, S.C., Chen, Y.R., Shoiab, A.M., Swann, A.C. Phenomenology of mania: evidence.for distinct depressed, ....dysphoric and euphoric presentations. American Journal of Psychiatry, 156(3):426-430, mar. 1999.

Turvey, C.L. et al. Polarity sequence, depression, and chronicity in bipolar I disorder. Journal Nervous and Mental ....Disease, 187(3): 181-7, mar. 1999.

Schou, M. The effect of prophylatic lithium treatment on mortality and suicidal behavior: a.review for clinicians. .....Journal Affective Disorders, 50(2-3):253-9, sep.1998.

Cassidy, F et al. Signs and symptons of mania in pure and mixed episodes. Journal .Affective Disorders, 50(2-3), .....187-201, sep. 1998.

Freeman, M.P., Stoll, A.L. Mood stabilizer combinations: a review of safety and efficacy. .American Journal of ....Psychiatry, 155(1), 12-21, jan. 1998.


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Depressão e transtorno bipolar

O transtorno depressivo maior e o transtorno bipolar I possuem como patologia crítica os transtornos do humor, o estado emocional interno mais constante de uma pessoa, e não do afeto, a expressão externa do conteúdo emocional atual. O humor pode ser normal, elevado ou deprimido. As pessoas normais experimentam uma ampla faixa de humores. Os transtornos do humor constituem um grupo de condições clínicas caracterizadas pela perda de senso de controle e uma experiência subjetiva de grande sofrimento. Os pacientes com humor deprimido tem perda de energia e interesse, sentimentos de culpa, dificuldades para concentrar-se, perda de apetite, e pensamentos sobre morte e suicídio. Outros sinais e sintomas incluem alterações nos níveis de atividade, capacidade cognitivas, linguagem e funções vegetativas (como sono, apetite, atividade sexual e outros ritmos biológicos). Essas mudanças quase sempre comprometem o funcionamento interpessoal, social e ocupacional.

O transtorno depressivo maior é um transtorno comum, com uma prevalência durante a vida de cerca de 15% a 25% em mulheres. O transtorno bipolar I é menos comum do que o transtorno depressivo maior, com uma prevalência de cerca de 1%. A prevalência de depressão unipolar é duas vezes maior no sexo feminino, com idade média de início de 40 anos e que não tem relações interpessoais íntimas, são divorciadas ou separadas.
A base causal é desconhecida. Os fatores causais podem ser divididos em fatores biológicos, genéticos e psicossociais.

- Fatores Biológicos: um grande número de estudos relata várias anormalidades nos metabólitos das aminas biogênicas, como a noradrenalina que sugere uma regulagem para baixo dos receptores b
-adrenérgicos e receptores pré-sinápticos a 2-adrenérgicos, levando uma diminuição da quantidade de noradrenalina liberada. Outra amina biogênica relacionada é a serotonina, sendo que as evidências são que sua depleção pode precipitar a depressão e o fato de que os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) e outros antidepressivos serotonérgicos foram eficazes no seu tratamento. A dopamina também estaria associada à fisiopatologia da depressão sendo que estaria diminuída na depressão e aumentada na mania.
- Fatores Genéticos: os dados genéticos indicam fortemente que a genética é um fator significativo no desenvolvimento de um transtorno de humor. O componente é mais forte para a transmissão do transtorno bipolar I do que para a transmissão do transtorno depressivo maior.
- Fatores Psicossociais: uma observação clínica relatada é que acontecimentos vitais estressantes precedem os primeiros episódios do humor. Outra associação ocorre entre o funcionamento da família e o início do curso dos transtornos do humor.

Diagnóstico

O diagnóstico do Transtorno Depressivo Maior é feito a partir da análise de critérios para um episódiodepressivo maior à parte dos critérios para diagnósticos relacionados à depressão. Os critérios são:

A) Cinco (ou mais) dos seguintes sintomas estiveram presentes durante o mesmo período de 2 semanas e representam uma mudança no funcionamento anterior; pelo menos, um dos sintomas é (1) humor deprimido ou (2) perda do interesse ou prazer:

1.humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, indicado por relato subjetivo (por ex., sente-se triste ou vazio) ou observações por outros (por ex., parece prestes a chorar). Obs: em crianças e adolescentes pode ser humor irritável
2.interesse ou prazer acentuadamente diminuídos por todas ou quase todas as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias
3.perda ou ganho significativo de peso quando não está realizando dieta ou diminuição ou aumento no apetite quase todos os dias
4.insônia ou hipersonia quase todos os dias
5.agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias
6.fadiga ou perda de energia quase todos os dias
7.sensação de inutilidade ou culpa excessiva ou inapropriada quase todos os dias
8.capacidade diminuída para pensar ou concentrar-se, ou indecisão, quase todos os dias
9.pensamentos recorrentes sobre morte (não apenas medo de morrer), ideação suicida recorrente sem um plano específico, ou uma tentativa de suicídio ou um plano específico para cometê-lo.

B) Os sintomas não satisfazem os critérios para um Episódio Misto.

C) Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou comprometimento no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

D) Os sintomas não são devido aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância ou uma condição médica geral.

E) Os sintomas não são melhor explicados por Luto, isto é, após perda de alguém amado, persistem por mais de 2 meses ou são caracterizados por acentuado comprometimento funcional, preocupação mórbida com inutilidade, ideação suicida, sintomas psicóticos ou retardo psicomotor.

Os critérios para especificar a gravidade e remissão para o Episódio Depressivo Maior são:

Leve: poucos sintomas em excesso daqueles exigidos para o diagnóstico e eles resultam, apenas, em pequeno comprometimento no funcionamento ocupacional, de atividades sociais habituais ou relacionamentos com outros.
Moderada: sintomas de comprometimento funcional entre "leves" e "severos".
Severo com aspectos psicóticos: delírios ou alucinações. Aspectos psicóticos congruentes como humor: delírios ou alucinações cujo conteúdo é inteiramente consistente com os temas depressivos
típicos de inadequação pessoal, culpa, doença, morte, niilismo ou punição merecida. Aspectos psicóticos incongruentes com o humor: delírios ou alucinações cujo conteúdo não envolve temas depressivos típicos de inadequação pessoal, culpa, doença, morte, niilismo ou punição merecida. Estão incluídos sintomas como delírios persecutórios, inserção de pensamentos, irradiação de pensamentos e delírios de controle.
Em remissão parcial: sintomas de um Episódio Depressivo Maior estão presentes, mas não são satisfeitos todos os critérios ou existe um período sem quaisquer sintomas significativos de um Episódio Depressivo Maior durando menos que 2 meses após o término de um Episódio Depressivo Maior.
Em remissão plena: durando os últimos 2 meses, ausência de sinais ou sintomas significativos da perturbação que estiveram presentes.

No Transtorno Bipolar, os critérios para o Episódio Maníaco são:

A) Um período distinto do humor expansivo anormal e persistentemente elevado ou irritável, durando pelo menos, uma semana.

B) Durante o período de perturbação do humor, 3 ou mais dos seguintes sintomas persistiram e estiveram presentes em um grau significativo:

1.auto-estima inflada ou grandiosidade
2.necessidade diminuída de sono
3.mais falante do que o habitual ou pressão para continuar falando
4.fuga de idéias ou experiência subjetiva de que os pensamentos estão correndo
5.distração
6.aumento na atividade dirigida ao objetivo ou agitação psicomotora
7.envolvimento excessivo com atividades agradáveis com um alto potencial para conseqüências dolorosas.

C) Os sintomas não satisfazem os critérios para Episódio Misto.

D) A perturbação do humor é suficientemente severa para causar comprometimento acentuado no funcionamento ocupacional ou nas atividades sociais ou relacionamentos costumeiros com outros, ou para exigir a hospitalização, como um meio de evitar danos a si mesmo e a outros, ou existem aspectos psicóticos.

E) Os sintomas não são devido ao efeito fisiológico direto de uma substância ou uma condição médica.

Características Trans-Seccionais dos Sintomas

O DSM–IV define três características sintomáticas adicionais que podem ser usadas na descrição dos pacientes com transtorno do Humor. Limitadas a descrição de episódios psicóticos: (características melancólicas e características atípicas). A características catatônica pode ser aplicada a episódios depressivos e a maníacos

A importância potencial da identificação de características melancólicas em episódios depressivos maiores consiste em identificar um grupo de pacientes que respondem melhor ao tratamento farmacoterápico que os que não tem características melancólicas. Os critérios são especificar se:

Com características melancólicas (pode ser aplicado ao episódio depressivo maior atual ou mais recente no transtorno Bipolar I ou Transtorno Bipolar II, apenas se este é o tipo mais recente de episódio do humor.

A) Qualquer um dos seguintes, ocorrendo durante um período mais severo do episódio atual.

1.perda do prazer por todas ou quase todas as atividades
2.falta de reatividade a estímulos habitualmente agradáveis (não sente muito melhor, mesmo temporariamente, quando algo de bom acontece)

B)Três ou mais dos seguintes

1.qualidade distinta do humor depressivo (isto se, o humor depressivo é experienciado como distintamente diferente da espécie de sensação experienciada após a morte de alguém amado)
2.depressão piora regularmente pela manhã
3.despertar nas primeiras horas da manhã (pelo menos 2 horas antes do horário normal de despertar)
4.acentuado retardo ou agitação psicomotora
5.anorexia ou perda de peso significativas
6.culpa excessiva ou inapropriada

A principal implicação para o tratamento das características atípicas é a de que os pacientes estão mais propensos a responderem a inibidores da monoaminoxidase do que a drogas tricíclicas. O assunto ainda é tema de controvérsias. Os critérios são especificar se:

Com características atípicas: (pode ser aplicado quando essas características predominam durante as 2 semanas mais recentes de um Episódio Depressivo Maior no transtorno Depressivo Maior ou no Transtorno bipolar I ou Transtorno Bipolar II, quando o episódio Depressivo maior é o tipo mais recente de episódio do humor, ou quando essas características predominam durante 2 anos mais recentes do Transtorno Distímico).

A) Reatividade do Humor ( isto é, o humor melhora em resposta a eventos positivos reais ou potenciais)

B) Dois (ou mais) dos seguintes aspectos:
1.ganho significativo de peso ou aumento do apetite
2.hipersonia
3.paralisia "como chumbo"( isto é, sensações de peso , "como chumbo" nos braços e nas pernas)
4.padrão duradouro de sensibilidade a rejeição interpessoal (não limitado a episódios de perturbação do humor) que resulta em comprometimento social ou ocupacional significativo

C) Não são satisfeitos os critérios para Com Aspectos Melancólicos ou Com Características Catatônicas durante o mesmo episódio.

Os sintomas principais da catatonia, podem ser vistos na esquizofrenia tanto catatônica quanto não catatônica, transtorno depressivo maior (freqüentemente com aspectos psicóticos e transtornos neurológicos). São, no entanto, mais freqüentes no transtorno Bipolar I.
A inclusão de um tipo catatônico específico dos transtorno do humor ajuda a equilibrar a diferença de um tipo catatônico de esquizofrenia. A presença de características catatônicas também se mostrará importante no diagnóstico e tratamento. Os critérios para especificar características catatônicas são:

Com características catatônicas (pode ser aplicado ao episódio depressivo maior, episódio maníaco ou Episódio Misto Atual, ou mais recente, no Transtorno Depressivo Maior, Transtorno Bipolar I ou Transtorno Bipolar II.

O quadro clínico é dominado, por pelo menos, dois dos seguintes:

1.Imobilidade motora evidenciada por catalepsia (incluindo flexibilidade cérea) ou estupor
2.Atividade motora excessiva (aparentemente sem objetivo e não influenciada por estímulos externos)
3.Negativismo extremo (uma resistência aparentemente imotivada a todas as instruções ou
manutenção de uma postura rígida contra tentativas para ser motivado) ou mutismo
4.Peculiaridades do movimento voluntário, evidenciadas por posturas (adoção voluntária de posturas bizarras ou inapropriadas), movimentos estereotipados, maneirismos proeminentes
5.Ecolalia ou ecopraxia.

O DSM-IV inclui critérios distintos para três especificadores de curso dos transtornos do Humor.

Ciclagem rápida: pelo menos quatro episódios dentro do período de 12 meses

Padrão sazonal: Os pacientes com um padrão sazonal em seus transtornos do humor tendem a experimentar episódios depressivos durante alguns períodos do ano, mais habitualmente no inverno

Início no Pós-Parto: Se o início dos sintomas ocorre dentro de quatro semanas do pós parto.

Características Clínicas

Episódios Depressivos (Características que se somam aos critérios do DSM-IV)

Humor deprimido e perda de interesse ou prazer são os sintomas básicos da depressão. Freqüentemente descrevem o sintoma de depressão como sendo uma dor emocional lancinante. Cerca de 2/3 dos pacientes deprimidos pensam em suicídio e 10-15% cometem suicídio. Quase todos os pacientes deprimidos quixam-se de uma diminuição da energia que resulta em dificuldades para terminar tarefas, ir a escola e tem motivação diminuída para assumir novos projetos. 80% queixam-se de problemas para dormir. Muitos tem perda de apetite e perda de peso, mas o inverso pode se dar. A ansiedade atinge até 90% dos deprimidos. O paciente tem um elevado insight com relação à doença e maximizam os sintomas. Toda informação que o paciente depressivo informa, enfatiza excessivamente o lado ruim e menospreza o lado bom. A depressão é mais comum em idosos que na popula&c cedil;ão geral.
Episódios Maníacos (Características que se somam às dos critérios do DSM-IV para episódio maníaco)
Um humor elevado e expansivo é o marco característico de um episódio maníaco. O humor elevado é eufórico e freqüentemente contagiante . Há baixa tolerância à frustração. Jogo patológico com tendência para despir-se em locais públicos, bijuterias e roupas em cores berrantes em combinações incomuns e desatenção a pequenos detalhes são também característicos. Os pacientes em episódios Maníacos em 75% dos casos são agressivos ou ameaçadores. Apresentam julgamento em relação às suas ações diminuído e insight diminuído em relação à doença. Não são confiáveis em suas afirmações.

Diagnóstico Diferencial:

a.Transtorno Depressivo Maior: Diferenciá-lo de transtornos médicos (Ex.: uso de medicamentos); Condições Neurológicas (Doença de Parkinson), Doenças causadoras de Demência; doença cérebro-vasculares e epilepsia.; Luto sem Complicações ( não é considerado um transtorno mental,embora cerca de 1/3 de todos os cônjuges enlutados possam reunir os critérios diagnósticos para transtorno Depressivo Maior em determinado momento.
b.Transtorno Bipolar I: Diferenciá-lo de: Condições médicas (por exemplo: uso de antidepressivos, outros medicamentos); quando o paciente se apresenta em episódio de mania o diagnóstico diferencial inclui transtorno bipolar II, transtorno ciclotímico, transtorno do humor devido a uma condição médica geral; transtornos da personalidade boderline, narcisista, histriônica e anti-social; Esquizofrenia.

Curso e Prognóstico

a.Transtorno Depressivo Maior

Início: Cerca de 50% dos pacientes têm sintomas depressivos significativos antes de ser
identificado o primeiro episódio de transtorno depressivo maior. 50% dos episódios ocorrem antes do 40 anos de idade

Duração: Episódio depressivo não tratado: Dura de 6 a 13 meses; Tratado: dura cerca de 3 meses. O número médio de episódios depressivos ao longo de um período de 20 anos é cinco ou seis.

Desenvolvimento de Episódios Maníacos: 5 a 10% dos pacientes com um diagnóstico inicial de transtorno depressivo maior têm um episódio maníaco dentro de 6 a 10 anos após o primeiro episódio depressivo. Isso em geral se dá aos 32 anos após o paciente já ter tido 4 episódios depressivos.

Prognóstico

O transtorno depressivo não é um transtorno benigno. Ele tende a ser crônico e com recaídas.
Indicadores de bom prognóstico: Episódios leves, ausência de sintomas psicóticos e uma curta estada hospitalar, dentre outros
Indicadores de mau prognóstico: Coexistência de transtorno distímico, abuso de álcool, sintomas de transtorno da ansiedade, e história de mais de uma hospitalização por episódio anterior de depressão.

b.Transtorno Bipolar I

Geralmente inicia-se pela depressão e é um transtorno recorrente. Os episódios maníacos típicos tem um início rápido, mas podem evoluir ao longo de algumas semanas. Um episódio maníaco dura três meses em tratamento, e a medicação não deve ser suspensa antes que decorra este período.

O transtorno Bipolar I pode afetar tanto crianças jovens quanto idoso.

Prognóstico

Prognóstico pior do que os pacientes com transtorno depressivo maior.
Sinais de bom prognóstico: Duração curta dos episódio maníacos, início tardio, poucos pensamento suicidas e poucos problemas médicos ou psiquiátricos coexistentes pesam par um bom prognóstico.
Indicadores de mau prognóstico: Fraco estado ocupacional pré-mórbido, dependência de álcool, aspectos psicóticos, características depressivas entre os episódios depressivos e sexo masculino.

Tratamento:

O tratamento dos transtornos do humor deve ser dirigido para vários objetivos, como garantir a segurança do paciente, garantir uma completa avaliação diagnóstica e ter um plano de tratamento que aborde não apenas os sintomas imediatos, mas também o bem-estar futuro do paciente.

A maioria dos estudos indicam que a combinação da psicoterapia comportamental e da farmacoterapia é o tratamento mais efetivo para o transtorno depressivo maior.

Terapia Comportamental baseada em regras do indivíduo. Focaliza as distorções cognitivas supostamente presentes no transtorno depressivo maior. Os principais objetivos são oferecer alívio sintomático por alteração dos pensamentos-alvo, identificar regras autodestrutivas, modificar suposições errôneas específicas e promover autocontrole sobre padrões de pensamento relacionados a regras construídas ao decorrer de sua história. A maioria dos estudos descobriu que a terapia comportamental tem eficácia igual à da farmacoterapia, está associada com menos efeitos colaterais e com melhor seguimento que a farmacoterapia.

Terapia comportamental baseada no Treinamento de habilidades sociais e no reforçamento positivo. Procura oferecer alívio sintomático pela solução de problemas interpessoais atuais; reduzir estresse envolvendo família ou trabalho; melhorar habilidades de comunicação interpessoal. Este tratamento baseia-se na hipótese de que padrões comportamentais mal-adaptativos resultam no recebimento de pouco feedback positivo da sociedade, talvez, até mesmo de uma rejeição franca. Abordando os comportamentos mal-adaptativos na terapia, os pacientes aprendem a funcionar no mundo de modo a receberem reforço positivo.

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