segunda-feira, 13 de agosto de 2007

EJACULAÇÃO PRECOCE Campinas

A ejaculação precoce é um dos assuntos que mais preocupa os homens na atualidade. Segundo algumas revistas científicas é o link mais acessado nos sites de sexualidade masculina. O problema é mais freqüente entre adolescentes e pode intensificar-se se existir o sentimento de que a relação sexual é pecaminosa. O medo do desconhecido, de engravidar a parceira ou de contrair uma doença sexualmente transmissível, assim como a ansiedade relacionada à sua capacidade de desempenho, podem ser fatores contribuintes. Preocupações similares podem persistir durante a vida adulta e podem inclusive ser aumentadas por problemas em uma relação. Segundo pesquisas nos Estados Unidos 30 % de homens tem este problema em alguma fase na vida. A ejaculação precoce é uma disfunção relativamente nova, já que no passado, era tratada como problema apenas quando implicava a dificuldade de fecundação. Em séculos anteriores em algumas culturas em que o sexo era visto como algo sujo, a possibilidade de ejacular rapidamente era bom para acabar com aquilo que era pecaminoso. No entanto, atualmente se o homem ejacula antes de sua parceira atingir o orgasmo, ambos podem sentir-se insatisfeitos e frustrados.
Alguns autores adotam, em sua prática clínica, o conceito de ejaculação precoce como sendo a incapacidade de reter voluntariamente a ejaculação. Sendo assim, todo aquele que ejacula antes do desejado, por não inibir voluntariamente a ejaculação, padeceria de ejaculação precoce. Entretanto, isto só é considerado um problema a partir de duas variáveis: a duração e a freqüência deste comportamento. Um jovem, por exemlpo, que teve ejaculação precoce nas primeiras vezes da relação sexual ou um homem que ocasionalmente ejacule prematuramente não quer dizer que sofram de ejaculação precoce.

Etiologia do problema
A etiologia do problema deve supor um conjunto de fatores que somados proporcionam a ejaculação precoce, entre eles:
1) Componente de aprendizagem. Os homens se condicionariam a uma fácil e rápida ejaculação, estabelecendo este padrão de comportamento sexual por toda vida.
2) Componente genético. Há uma predisposição genética para este sintoma.
3) Componente fisiológico. Há uma origem fisiológica. (hipersensibilidade peniana, por exemplo).
4) Ansiedade. Pessoas que tem pouco repertório comportamental para lidar com suas dificuldades cotidianas tem maior probabilidade de ter como produto a queixa de ejaculação precoce.
5) Fatores comportamentais como a falta de assertividade nas contingências sociais e principalmente nas contingências sexuais. Talvez seja um dos mais marcantes na dificuldade do controle ejaculatório. Segundo pesquisas mais de 50% das pessoas com ejaculação precoce apresentam queixa de assertividade sexual e nenhum controle da relação sexual em geral. Suas parceiras decidiam como e quando fariam sexo, bem como se deveriam ou não fazer tratamento.
6) Aprendizagem do controle ejaculatório. Se um homem adotar um comportamento sexual em que ele não se preocupe em aprender a controlar e a perceber as sensações que antecedem o orgasmo, dificilmente não terá problemas de relacionamento com as (os) suas (seus) parceiras (os), como também se esse homem adotar uma postura de excessiva preocupação (ansiedade) com o seu controle ejaculatório, é possível que, por vezes, ele ejacule sem antes ter atingido a totalidade de sua excitação.
7) Privação sexual. Ficar um longo tempo sem sexo provavelmente aumentará a excitação e a probabilidade da pessoa não controlar a ejaculação será maior. Nos caso dos jovens que não tem rotina sexual a privação sexual soma-se a ansiedade devido a contingências de falta de experiência, medo de mau desempenho, inibição diante da parceira podem criar um estado de ansiedade intensa que leva o jovem a ejacular rapidamente.
O tratamento em conjunto psicoterápico e farmacológico tem dado resultados mais rápidos e eficazes.

Tratamento comportamental:

1) Informações sobre o histórico do paciente.
2) Análise das Contingências de Reforçamento. Fazer uma análise comportamental para entender o ambiente e as respostas comportamentais emitidas pelo indivíduo ao decorrer da sua vida, neste sentido entender a história de vida do sujeito a partir dos dados trazidos para a sessão.
3) Informações diretamente aplicáveis a seu problema sexual específico, essas informações são relacionadas ao tipo de sentimento do paciente, envolvendo origens históricas e culturais, mitos, preconceitos, dados de freqüência que o mesmo problema ocorre na população, fisiologia, etc.
4) O uso de técnicas comportamentais vai depender de uma boa análise funcional dos comportamentos do paciente. E as técnicas mais utilizadas são:
a) Treinamento de habilidades sociais e treino de assertividade sexual.
b) Técnicas do pare e reinicie (também chamada parada e partida). O homem aprende a tolerar níveis elevados de excitação sem ejacular. Esta é uma técnica para aumentar o controle ejaculatório. Esta técnica pode ser feita sem parceira sexual.
c) Reestruturação cognitiva. Geralmente as pessoas com este problema tendem a ficar sob controle dos órgãos genitais e não no prazer da relação sexual. Neste sentido é interessante um trabalho que o sujeito mude a sua atenção. Outra coisa que ocorre é uma resposta emocional negativa durante a relação sexual que deve ser modificada.
d) Técnicas de relaxamento. Usado para diminuição dos comportamentos respondentes relacionados a ansiedade.
5) Acompanhamento terapêutico semanal para evitar recaídas.
O resultado do tratamento será melhor se o paciente participar ativamente do processo terapêutico e se puder contar com a participação da parceira. Em certos casos, entretanto, o problema não está no tempo que o homem leva para ejacular, mas na dificuldade que um terço das mulheres tem para atingir o orgasmo.
Em suma a terapia comportamental tem por objetivo o reaprendizado e recondicionamento de comportamentos de auto controle ejaculatório.
É importante lembrar também que as técnicas não são usadas aleatoriamente, é necessário antes uma boa análise do caso. Isto quer dizer que não existe receita de bolo pronta para resolver o problema da ejaculação precoce. E o uso da técnica pela técnica não resolve nada. Devemos lembrar que as pessoas são únicas porque estão inseridas em ambientes distintos. Neste sentido um bom acompanhamento médico de um especialista de preferência em urologia para uma análise médica e prescrição medicamentosa adequada e um psicólogo comportamental para uma boa análise funcional e procedimentos adequados do caso é fundamental para um tratamento mais eficaz.
A) Perguntas do público
O indivíduo aceitou eu colocar o texto abaixo.
Boa tarde Doutor!

Sou o João(nome fictício) de Santa Catarina, tenho 23 anos.
Sofro de E.P (chamado de inicial, pois sempre tive esse problema)
Já procurei tratamento na minha região mais todos os medicos me passaram a mesma receita: o uso de Clomipramina, pois meu problema é psicologico.
Com o uso de Clomipramina me ajuda muito, porem me da uns fortes efeitos colaterais, como tontura, diarreia...
Já estive até em Curitiba na Boston Medical Group, fazendo exames... e nada foi contatado...
Tambem estou convicto de que meu problema é psicologico... pois na masturbação consigo controlar a ejaculação normalmente.
Na relação se estou bem calmo e tento controlar a respiração, consigo retardar a ejaculação.
Comprovei que ate mesmo, mascar um simples chiclet´s me auxilia em algumas vezes.
Mas nao é sempre que consigo.

Entao.. Gostaria de saber se o Dr. poderia me indicar algum outro medicamento que ajudasse, que eu pudesse testar e que nao me desse tantos efeitos colaterais!

Grato!

Resposta do Reginaldo:
Meu caro João (nome fictício),

Fico muito sensibilizado com seu problema. Trabalho a algum tempo e há muitas pessoas que tem o problema de Ejaculação Precoce e tem muitos que tem os efeitos indesejados com o uso da Clomipramina que é um anti- depressivo tricíclico.
Gostaria de dizer que a minha formação é em Psicologia. Desta forma não poderia de forma alguma te indicar algum medicamento. Há questões muito éticas e sérias em relação a isso. Estes medicamentos são controlados e apenas os médicos podem prescrever. O que posso te informar é o seguinte:

A) O uso de técnicas de respiração podem não ser tão eficazes se principalmente não foi indicado por um profissional competente da Psicologia. Algumas pessoas com respiração resolvem o seu problema, muitas outras não. O uso do cliclete para mim é novidade. Para um melhor tramento indico vc procurar um profissional da Psicologia Comportamental perto de vc (psicoterapeutas comportamentais ou cognitivos). O trabalho deles foca bastante o problema, é mais direto do que de outros profissionais da Psicologia. O profissional da Psicologia vai poder ter tempo de te ouvir com mais cuidado e zelo o seu problema, fazer uma boa análise da sua história de vida e do seu problema (entrevista comportamental) e usar procedimentios mais adequados, passar técnicas adequadas etc. Não sei vc sabia meu caro João, mas tem pessoas que não funcionam com medicamentos e por isso um tratamento psicológico é fundamental. O tratamento em alguns casos começa com um medicamento e com a psicoterapia, ao decorrer da Psicoterapia com a melhora dos resultados o médico vai diminuindo a dosagem do medicamento até parar com o medicamento. Vc tem que ficar ciente de que é importante não depender do medicamento.

B) Este medicamento que vc toma traz bons resultados, mas como ele é um medicamento antigo ele proporciona efeitos colaterais intensos, por isso procure um médico competente próximo da sua casa para lhe indicar um medicamentos descobertos na década de 90. Estes tipos de medicamento (tarja preta) agem no Sistema Nervoso central por isso de preferencia aos médicos com formação em Psiquiatria e Neurologia.

Espero ter te ajudado.

Um grande abraço amigo
Reginaldo do Carmo Aguiar
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quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Porque tantos jovens mudam de curso universitário

Primeiramente é importante dizer que a escolha profissional não é uma tarefa fácil. Isto porque o jovem se vê diante dos mais diversos discursos somado a falta de apoio e despreparo da família e da escola. Tanto a família, quanto a escola estão envolvidos pelo discurso do mercado de trabalho: “Quais seriam as competências para o sucesso no trabalho, quais seriam os cursos que trariam retorno financeiro e sucesso e quais seriam os atalhos para ser feliz e ter sucesso na vida”. Diante disso, o jovem se vê muito sozinho e acaba não pesquisando, nem analisando profundamente seus interesses, o que pode gerar uma escolha equivocada.
O discurso dominante prega e exige que o sujeito tenha um diploma para obter uma chance no mercado de trabalho. A realidade profissional é um “espírito de porco”, “um soco no estômago”. È importante dizer que, atualmente, um curso superior para um grande contingente de indivíduos relaciona-se mais a um valor pessoal e de status (respeito social em sua família ou comunidade) do que um pré-requisito real para um bom emprego. Na realidade, o mercado exige o diploma, mas, em geral, a pessoa não exerce a profissão para qual se formou. Muitas vezes o cargo é técnico, neste sentido o diploma só ajuda na seleção, mas não na realização profissional, o que frustra muito. E também pagar um curso superior é um sacrifício que muitas vezes não é reconhecido e retribuído pelo mercado de trabalho.
Aos pais cabe observar a própria relação com os filhos neste período. Quando cobrarem é importante estarem atentos ao rendimento do filho. Tanto muito, quanto pouca cobrança promove maus resultados . Sua proximidade deve ser de apoio nessa hora e pesquisas podem trazer informações úteis aos filhos, não reproduzindo estereótipos de mercado. Quanto às escolas, elas poderiam oferecer aos seus alunos espaços para reflexão sobre o futuro, mas de forma sistematizada, com disciplinas inseridas na grade curricular que pudessem auxiliar o jovem nas suas escolhas futuras.
Enfim, a família e a escola devem focar o autoconhecimento (conhecimento dos próprios valores, interesses, perfil e habilidades) e o conhecimento da realidade profissional (conhecimento do esquema de organização das ocupações e do mundo de trabalho) do estudante. Se há uma destas faltas o sujeito não toma uma decisão certa e fica frustrado durante o curso. A troca de cursos tem relação direta, mas não somente, com a escolha inicial, que, em geral, não foi fruto de uma aprofundada reflexão e pesquisa. Este trabalho de escolha inicial tem sido terceirizado à orientação vocacional. Ela pode envolver testes e atividades como: orientações, análises, entrevistas, palestras com profissionais ou com estudantes universitários, visita a universidades e ao campo de trabalho, literatura pertinente aos diversos cursos e profissões existentes, conversa com amigos e discussões em grupo.
No entanto, uma dificuldade de adaptação ao meio universitário pode envolver também uma defasagem educacional, uma não adaptação ao estilo e cultura daquela universidade específica, entre tantas outras, nem sempre a desistência de um curso significa não ter gostado do curso, muitos outros fatores devem ser analisados, inclusive a questão financeira e que lugar do projeto de vida do jovem esse curso ocupa. Além de que a nossa relação com as informações alteram o tempo todo no decorrer do percurso.
Um outro fator bastante marcante é o modelo pós-moderno da sociedade de relação com as coisas, marcado pela baixa tolerância à frustração, pouco compromisso e a descartabilidade, que também se reflete, por exemplo, nas relações afetivas.
A evasão é um problema complexo e que não pode ser explicado de forma reducionista através de um dimensão apenas da questão, por exemplo, a evasão é um problema de escolha dos jovens, ou então, por um baixo nível de escolaridade ou de qualidade de ensino de um dado país.
Em suma, orientar um jovem para uma primeira escolha ou uma mudança de curso tem que primar o autoconhecimento e o conhecimento das carreiras profissionais. Pensar a longo prazo é sempre melhor. Uma escolha profissional altera a vida da pessoa por isso deve ser bem discutida.

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quinta-feira, 19 de abril de 2007

Boa alimentação melhora a memória e o raciocínio

Temos 100 trilhões de células no nosso corpo. Só para imaginarmos a dimensão disto, se você contar de um até um bilhão você demorará mais de 20 anos. Dá para imaginar quanto tempo gastaríamos para contar um trilhão? Outra curiosidade é que renovamos 50 milhões de células por dia. Logo, somos uma pessoa nova a cada dia. Nosso intestino, por exemplo, é diferente a cada três dias. Todo este conjunto de células necessitam de um equilíbrio (homeostase) e esta eficácia depende de como nos alimentamos.
Há os nutrientes grandes: proteínas, gorduras e carboidratos. E nutrientes menores: vitaminas e minerais. Muitas pessoas não sabem mais existem mais de 46 tipos de nutrientes diferentes. Os nutrientes são os verdadeiros combustíveis para sustentação do nosso corpo. Biscoitos e pães não tem nutrientes, por isso a pessoa come e logo depois está com fome, logo estes alimentos são combustíveis inadequados.
O que comemos influencia a nossa inteligência. E neste sentido o cérebro é o órgão mais exigente do nosso corpo. E mantê-lo adequadamente alimentado favorece mecanismos cognitivos. Há diversos estudos sobre a alimentação e inteligência realizados em grandes universidades no Brasil e no mundo:
A) Café da Manhã: Estudos revelam que a primeira refeição é importante para aumentar o desempenho intelectual. Crianças que tomam café da manhã com refrigerantes e alimentos muito açucarados tem desempenho similar ao de pessoas com 70 anos em testes de memória e atenção. Crianças que fazem um desjejum reforçado tiram notas melhores em comparação às que não se alimentam de manhã ou tem a rotina de se alimentar de café com pão. A alimentação mais adequada para um maior rendimento escolar é um café da manhã com cereais com alto teor de proteínas. Alunos entre 9 e 11 anos que comeram cereais, frutas e iogurte no café-da-manhã mostraram maior capacidade de memória espacial, habilidade importante na resolução de problemas de Matemática, Física e Química.
B) Junk food: Alguns estudos demonstram que crianças alimentadas adequadamente tiram notas melhores que seus colegas que se abastecem de “junk food”. Sanduíches, salgados, salgadinhos e refrigerantes, por exemplo, são pobres em nutrientes, especialmente em minerais, que têm papel importante no sistema nervoso central. A falta desses nutrientes prejudica o rendimento cerebral e a qualidade do sono. Por sua vez, ovos ajudam o corpo a produzir o neurotransmissor acetilcolina, usado na memória. Uma escolha apropriada para o almoço é omelete, feita praticamente sem gordura e sem óleo, acompanhada sempre de salada.
C) Alimentos que potencializam o cérebro: Não se trata apenas de diminuir a quantidade de calorias ingeridas, contudo é necessário separar os alimentos que fazem o cérebro ficar mais ativo daqueles que tendem a diminuir sua performance:
1) Peixes e o ômega-3: Os peixes tem uma substância chamada ômega -3 que é um ácido graxo. Os ácidos graxos são como “lubrificantes” do cérebro. Peixes como atum, salmão e truta fazem as células ficarem mais rígidas e aumentam a produção de neurotransmissores responsáveis pela disposição e pelo bom humor. As nozes, rúcula e nos óleos vegetais também se encontra o ômega-3. Há alguns alimentos manufaturados e comercializados hoje, o leite, por exemplo, é acrescido ao ômega-3 durante processo de fabricação (ver embalagem).
2) Frutas, saladas (verdura e legumes crus) e óleos vegetais: o cérebro produz grande quantidade de energia e, dessa forma, gera também muitos radicais livres. Por serem antioxidantes, as vitaminas C e E atuam como neuroprotetores. A vitamina B12 e o ácido fólico melhoram a memória. Todas estas substâncias são encontradas em frutas, saladas e óleos vegetais. As frutas devem ser comidas separadamente de outros alimentos isto porque a frutose não demanda digestão (digestão rápida). Enquanto que proteínas ou carboidratos demandam maior tempo de digestão. Se estes vierem juntos com frutas formam um bolo alimentar único de difícil de digestão.
3) Carboidratos: a glicose é a energia exclusiva do cérebro. Logo, ficar muito tempo abstinente de carboidratos provocará a diminuição da atividade cerebral. Carboidratos complexos, como pão, batata e arroz, são digeridos mais lentamente, fornecendo energia de forma regular. Já o açúcar das guloseimas (doces, tortas, sonhos) é absorvido muito rápido que é armazenado como gordura, sem fornecer energia de forma constante.
4) Café: a cafeína é um potente estimulante do sistema nervoso. Proporciona efeitos estimulantes (positivo), como o aumento da disposição física e cognitiva e diminuição do sono. Em excesso causa danos à memória e ao sono.
5) Proteínas: são formadas por aminoácidos como o triptofano, que atua no sono e no desempenho intelectual. Ex: leite, queijo branco, ovos, carnes magras e nozes.
6) Morango e mirtilo: essas frutas tendem a produzir melhora considerável na atenção, concentração, coordenação motora e memória.
7) Iogurte: Um iogurte é uma boa opção no almoço. O alimento contém o aminoácido tirosina, necessário para a produção dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina, entre outros. Estudos realizados pelas Forças Armadas Americanas revelam que há redução dos estoques de tirosina quando estamos sob tensão e que a suplementação pode melhorar o estado de alerta e a cognição.
Comece hoje mesmo a se alimentar bem para melhorar seu rendimento acadêmico. Isto também não quer dizer que você deverá se abster de coisas saborosas como lanches, refrigerantes e doces, mas que deve ser diminuído a quantidade ingerida e se alimentar em momentos que não irão atrapalhar suas horas de estudos. No começo isto exigirá disciplina, mas depois você se adaptará a este tipo de dieta e a curto e longo prazo terá resultados surpreendentes. É importante lembrar que todo aprendizado envolve tempo e repetição. Outra coisa é que para desenvolver sua memória e raciocínio a alimentação adequada deve estar associada à prática dos estudos.
Copyright © 2007 Reginaldo do Carmo Aguiar. Todos os direitos reservados.
Obs.: Este texto foi escrito para o site do cursinho vestibular Oficina do Estudante de Campinas-SP
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segunda-feira, 2 de abril de 2007

Sobre orientação vocacional / Orientação profissional

Perguntas e respostas sobre orientação profissional / vocacional
Entrevista feita pelo jornalista Marcos Paulino da Gazeta de Limeira que foi publicado neste jornal e no site Virando o Bixo da EPTV Campinas filiada a Rede Globo e no site agitocampinas do dia 30/04/2007.

Psicológo analisa a orientação vocacional

Virando Bixo Marcos Paulino
30/04/2007 16:16 - Participar de uma orientação vocacional pode ser muito importante para o jovem que, no momento de escolher qual carreira seguir, vê-se cheio de dúvidas. A partir do 2º ano do Ensino Médio, o estudante está apto a optar por esse caminho, explica Reginaldo do Carmo Aguiar, psicólogo clínico comportamental no Instituto de Terapia de Contingências de Reforçamento de Campinas e estudioso em Neurociências, em entrevista ao Virando Bixo. Formado na Universidade Federal de Uberlândia, Aguiar coordenou grupo de estudos na área de Terapia Comportamental e Psicofarmacologia naquela instituição. Psicoterapeuta de crianças e adultos, mantém o blog www.psicopoesia.blogspot.com/. A seguir, a entrevista com o psicólogo.Participar de uma orientação vocacional pode ser muito importante para o jovem que no momento de escolher qual carreira seguir, vê se cheio de dúvidas. A partir do segundo ano do ensino médio, o estudante está apto a optar por este caminho, explica Reginaldo do Carmo Aguiar, psicólogo clínico comportamental no Instituto de Terapia por Contingências de Reforçamento


1) Marcos Paulino: Qual o momento certo para se fazer uma orientação vocacional?
Reginaldo do Carmo Aguiar: O mais rápido possível. De preferência a partir do segundo ano do ensino médio (a partir dos 16 anos). Quanto mais cedo encontrar o curso mais adequado, menor será a ansiedade e mais motivado o sujeito ficará e isto aumentará o rendimento no vestibular. Os testes vocacionais são pouco usados hoje em dia. Eles podem ajudar a conhecer suas habilidades e gostos. No entanto, você não é obrigado a definir uma profissão só porque o teste indicou. Os questionários são padronizados, e as pessoas não.
Você pode optar por uma orientação vocacional que acompanhe e avalia as suas expectativas. A orientação vocacional individual ou em grupo deve basear-se em:
A) Autoconhecimento (conhecimento dos próprios valores, interesses, perfil e habilidades). E isto pode envolver os testes vocacionais, mas não essencialmente. Exercícios e atividades de auto-conhecimento sobre o que gosta e o que não gosta, potencial e valores são muito importantes.
B) Conhecimento da realidade profissional (conhecimento do esquema de organização das ocupações e do mundo de trabalho). Algumas atividades como entrevista e palestras com profissionais e com estudantes universitários, visita a universidades, literatura pertinente aos diversos cursos existentes e discussões em grupo ajudam no conhecimento profissional.
C) Tomada de decisão do curso.
Trata-se de um programa composto por jogos, vídeos, questionários, conversas, que leva a pessoa a pensar sobre si mesma, o significado da escolha profissional, entre outros temas. Isto para orientar e não dar um diagnóstico.

2) Marcos: Qual a importância de se fazer um teste vocacional?
Reginaldo: Antigamente, muitos dos primeiros processos seletivos profissionais envolviam, apenas, a aplicação e o uso consistente dos resultados dos testes vocacionais, para “encaixar”, apropriadamente, os indivíduos às ocupações.
Vale saber que o primeiro teste vocacional foi criado por um militar em meados de 1914. Utilizado como base para analisar os talentos dos soldados do exército britânico, um questionário elaborado com perguntas sobre habilidades registrava o perfil dos soldados e, assim, determinava a sua função dentro da corporação militar. De lá para cá, diversas metodologias foram desenvolvidas para orientar jovens e até pessoas que desejam mudar de profissão. Entretanto, atualmente com a evolução das diversas áreas de trabalho, a posição de encontrar um diagnóstico e fornecer conselhos passou a não ser mais suficiente para atender às necessidades de adaptação dos indivíduos, em um mundo de trabalho cada vez mais complexo. Dessa forma outros procedimentos foram sendo implementados e, aos poucos, os testes foram sendo substituídos pelo auxílio ao autoconhecimento, conhecimento da realidade profissional e a tomada de decisão consciente aos orientandos de uma orientação vocacional.

3) Marcos: O que um teste desse tipo avalia?
Reginaldo: Teoricamente os testes utilizados visam medir: as aptidões, interesses, personalidade e inteligência dos sujeitos e determinar a escolha mais convincente em termos de produtividade profissional.

4) Marcos: Quais os testes mais empregados atualmente e como é trabalhado com eles?
Reginaldo: Um dos testes é o de inteligência global, que avalia as habilidades do ser humano, o nível de percepção, a memória e o raciocínio. Outras opções são os testes de avaliação de estrutura e de dinâmica da personalidade. O de estrutura visa analisar o lado pessoal, equilíbrio e desequilíbrio emocionais, mentais e psiquiátricos. Já o de dinâmica, é um teste temático, que verifica as angústias, rivalidades, conflitos de uma pessoa. Depois que os testes são realizados, seguem-se para as entrevistas com o jovem e os pais dele. A conversa é baseada no histórico familiar, cultural, situações do cotidiano, relacionamento social, entre outros assuntos. A partir daí é possível chegar ao perfil da personalidade que revela as características, habilidades, dificuldades do indivíduo em questão.

5) Marcos: O teste vocacional realmente funciona? É possível quantificar isso em números?
Reginaldo: Uma boa orientação vocacional não deve ficar presa a resultados de testes vocacionais. Os testes apenas dão uma referência em um contexto específico e não podem ser usados para rotular os sujeitos e nem como método único de orientação vocacional. As pessoas respondem diferentemente em lugares e em contextos distintos, neste sentido os resultados dos testes vocacionais podem mascarar as pessoas generalizando seus comportamentos. Os testes vocacionais vem de pesquisas científicas e estão em um crescente desenvolvimento e neste sentido podem quantificar, dar uma tendência, mas não podem ser usados como ferramenta única para uma boa escolha profissional.
Gostaria de falar em vantagens e desvantagens do uso de teses vocacionais:

Razões favoráveis ao uso de testes e Razões contrárias ao uso de testes:
1.(vantagem) Agiliza o processo. O orientando pode se valer de menos tempo e de informações mais objetivas e obter um resultado também mais objetivo.
1.(desvantagem) O que agiliza o processo não são os instrumentos, mas a motivação e o engajamento do orientando em seu processo de autodescoberta.
2.(vantagem) Testes não determinam a profissão, delimitam uma área de atuação mais favorável ao indivíduo, dentro da qual ele pode selecionar uma profissão.
2.(desvantagem) Áreas de atuação são muito relativas. As profissões podem se combinar de várias formas dependendo dos critérios classificatórios adotados.
3.(vantagem) Testes criam um clima de neutralidade em relação a análise realizada. O sujeito tem parâmetros mais concretos e menos emocionais para decidir.
3. (desvantagem) Neutralidade é indesejável. O orientando precisa engajar-se no processo de escolha e analisar todos os aspectos possíveis (inclusive os subjetivos) para poder tomar sua decisão.
4. (vantagem) Atende às expectativas. Orientandos esperam responder testes vocacionais e obter respostas norteadoras por parte do orientador.
4. (desvantagem) Orientandos esperam ser orientados. Eles, realmente, preferem um caminho mais fácil, mas respondem bem ao processo que produz autodescoberta e conduz às próprias respostas.
5. (vantagem) Aplicação e devolução dos resultados dos testes facilita ao orientador atender um número maior de orientandos que buscam pelo aconselhamento vocacional.
5. (desvantagem) O orientador deve preocupar-se com a adequação do resultado da orientação ao indivíduo orientado e não com um grande número de sujeitos atendidos, que podem continuar desorientados.

6) Marcos: Qual deve ser o papel dos pais no momento de o filho escolher qual profissão quer seguir?
Reginaldo: Os pais querem na maioria das vezes o melhor para o seus filhos, mas por um desejo de vê-los bem muitas vezes não são empáticos com os filhos. Eles querem que seus filhos façam o que eles acham melhor em detrimento dos desejos e habilidades dos filhos. O papel dos pais devem ser de orientadores, dando informações, ouvindo bastante os anseios dos filhos e respeitando sempre o tempo, as habilidades e o gostos dos filhos. Falar assim parece ser fácil, mas não é. Pais bem sucedidos, por exemplo, tendem a querer influenciar seus filhos a fazerem o que eles fazem. Ou pais frustrados profissionalmente, a influenciar seus filhos a fazerem aquilo que eles na vida não tiveram oportunidade de fazerem. Outros pais focam mais o lado financeiro deixando de lado o prazer da profissão.
Os pais precisam acompanhar e ensinarar seus filhos a ter autonomia. A escolha profissional é um momento bastante oportuno para isto, lembrando que quem vai estudar e trabalhar com aquilo terá que ser responsável pelo custos e benefícios da escolha. E que a vida muitas vezes consiste de escolhas. E que os pais devem também ensiná-los a escolherem e serem responsáveis por estas escolhas.

7) Marcos: Muitos jovens ficam bastante apreensivos por não conseguirem se decidir por qual curso escolher. Que orientação você pode dar a eles?
Reginaldo: Não há uma receita de bolo pronta. A escolha de um curso vai direcionar toda a vida da pessoa. Provavelmente ela fará isso oito horas diárias de segundas a sextas ou mais. E neste sentido uma boa escolha é primordial porque terá grandes conseqüências no futuro. Por isso algumas questões podem ser pensadas entre elas:
a) Quem sou eu (quem fui, quem sou, quem pretendo ser)?
b) Qual meu projeto de vida?
c) Como me vejo, no futuro, desempenhando meu trabalho?
d) Expectativas da família versus expectativas pessoais.
e) Quais são meus principais gostos, interesses e valores?
f) Objetivos da profissão.
g) Atividades específicas: permanentes e ocasionais.
h) Curso de formação: escolas ou universidade, currículos, duração, titulação, exigências etc.
i) Áreas de especialização.
j) Mercado de trabalho: quem emprega, oferta versus demanda de emprego e faixas salariais.

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sexta-feira, 23 de março de 2007

quinta-feira, 22 de março de 2007

É possível uma ciência do comportamento ?

Haverá leis que descrevam o comportamento humano? O filósofo norte-americano Donald Davidson dizia que o que distingue o comportamento humano é o fato de que este não poder ser capturado por leis de espécie alguma. Em outras palavras, identificamos, no mundo, o comportamento, precisamente por sua plasticidade e flexibilidade, o que o impediria de ser capturado por leis universais. Esta identificação começaria com a idéia de resposta diferencial que atingiria, na sua forma mais avançada, uma imprevisibilidade essencial, que resultaria da elevada plasticidade do comportamento de organismos complexos na sua interação com o meio ambiente. As leis do comportamento, se é que as há, não seriam como as leis da física (pelo menos não da macrofísica), ou seja, expressão de necessidade e inexorabilidade. Leis científicas são construções lingüísticas e a linguagem se derivou do comportamento. É o comportamento que explica a linguagem e não vice-versa. Tentar explicar o comportamento a partir da linguagem seria tão absurdo quanto supor que quem observa através de um microscópio poderia ver de que cor é seu tubo. Construir uma ciência do comportamento seria uma tarefa que extrapolaria nossas capacidades cognitivas. O comportamento seria um evento físico, mas não poderia ser capturado pelas leis da física, embora, supostamente, sua ocorrência não seja incompatível com essas leis. Esta posição ficou conhecida pelo nome de monismo anômalo. Monismo, pois Davidson era um filósofo materialista, a despeito de não acreditar na possibilidade de tratar o comportamento apenas como um evento redutível à física. Não haveria tampouco leis psicofísicas na medida em que não há repetições nem possibilidade de universalizar uma correspondência biunívoca entre um determinado estado mental e seu correspondente estado cerebral. A psicologia estaria sempre lidando com o anômalo, o que a impediria de ser uma ciência capaz de efetuar previsões seguras. Mas seria isto suficiente para vetar a possibilidade de uma ciência do comportamento? Poderíamos dizer que a psicologia se aproxima de algo como a metereologia, embora esta possibilidade alternativa de modelo de ciência não parece ter sido levada em conta por Davidson. Esta não tem leis, pelo menos não leis no sentido da ciência clássica, para quem a melhor metáfora do mundo seria o relógio, o exemplo perfeito de dispositivo causal e determinista. Isto nos encaminha para uma posição um pouco mais branda na discussão da existência e natureza de leis psicológicas. Estas poderiam ser apenas regularidades indutivas, ou seja, leis probabilísticas, cujo alto grau de incerteza nelas contida impedir-nos-ia de traçar qualquer tipo de previsão universal. Esta posição mais branda é defendida por Skinner. Sua caracterização de uma ciência do comportamento se aproximaria mais do modelo científico pós-moderno, no qual a ciência não é mais um inventário de certezas, mas algo que se constrói sobre um terreno de areia movediça e precisa equilibrar-se o tempo todo, através de constantes revisões. A metáfora das certezas, o demônio Laplaciano seria substituído, finalmente, pela aceitação da idéia desconfortável de algo erguido sobre um alicerce pantanoso, como nos sugeriu Popper.Ausência de fundamento sólido e expressão de probabilidade parece ser a essência da ciência pós-moderna. A mecânica quântica nos remete para esse novo modelo de ciência e se nelas podemos apontar leis, estas são de natureza probabilística. Neste caso, como apontou o filósofo americano Patrick Suppes, a psicologia não precisaria ser situada tão distante da física, ou pelo menos da micro-física. A predominância da probabilidade não põe em questão o estatuto de cientificidade da física, mas nem o da psicologia, tampouco. Mas há um outro aspecto envolvido na possibilidade de construção de uma ciência do comportamento da ciência do comportamento: a existência de leis especificamente comportamentais. Isto garantiria à ciência do comportamento sua esfera própria e a impossibilidade de reduzir o comportamento à sua dimensão exclusivamente fisiológica ou biológica. Da mesma maneira que a equação de Hodgkin Huxley (que descreve o fluxo iônico que controla a dinâmica dos impulsos nervosos) estabelece um domínio próprio para a neurociência que não pode ser reduzido à física, haveria regularidades na ação humana que não poderiam ser reduzidas nem tampouco explicadas pela fisiologia ou pela biologia. Mesmo sem falar de leis e sim de aproximações indutivas, Skinner defende a possibilidade de uma ciência do comportamento, na medida em que esta teria um objeto próprio, recusando, assim, o reducionismo fisiológico. Topamos aqui com mais uma diferença fundamental entre o behaviorismo radical e o metodológico. O behaviorista metodológico acredita na possibilidade de regularidades do comportamento tornarem-se leis universais ou generalizações universais. Esta é a perspectiva de Hull, que quis fazer uma ciência do comportamento a partir de modelos matemáticos, ou seja, matematizar o movimento dos organismos da mesma maneira que a física clássica se impôs a partir da matematização do movimento dos corpos físicos, descobrindo suas equações fundamentais.Skinner acreditava na existência de leis especificamente comportamentais, que surgem da interação não apenas de organismos com seus ambientes, mas da interação também com outros organismos, ou seja, interação entre vários comportamentos. Esta interação pode dar origem a variáveis ambientais novas, que determinarão, por sua vez, novos tipos inéditos de comportamentos. A riqueza proporcionada pela interação entre comportamentos os torna dificilmente previsíveis a partir do ponto de vista de outras ciências como, por exemplo, a física ou a biologia. Mas não é só a imprevisibilidade de comportamentos complexos que abre caminho para uma ciência do comportamento com domínio e objeto próprios. Este é construído na medida em que se assume a hipótese de que não há uma correspondência biunívoca entre a ocorrência de comportamentos e seus correlatos neurais/mentais – uma hipótese cada vez mais confirmadas pelas investigações neurocognitivas de pesquisadores como Libet e Wegner. É aqui que começa a ciência do comportamento. Ou seja, a causa de comportamentos novos tem de ser encontrada fora dos limites dos estados internos do organismo que os produz. É neste sentido que a fisiologia e a neurociência não podem nos dar uma descrição completa das interações que um organismo estabelece com seu meio ambiente onde estão presentes comportamentos de outros organismos. Da mesma maneira, é possível sustentar que comportamentos – em especial comportamentos de outros organismos - podem ser os determinantes de correlatos neurais/mentais de um organismo e não apenas ser produzidos por estes. Um exemplo típico deste último tipo de interação é a sala de aula do futuro proposta por Skinner como parte de suas tecnologias educacionais. Esta seria uma espécie de ambiente onde se entrecruzam diferentes comportamentos, predominantemente verbais que podem dar origem a novas (inesperadas) variáveis ambientais. Seria neste momento que “insights” ou percepções da novidade podem ocorrer, ou seja, quando um novo comportamento surge de uma nova intersecção de variáveis ambientais produzidas pelos organismos. É este o momento no qual podem nos ocorrer poemas : o sujeito é um grande nó no qual se cruzam variáveis ambientais e do qual o inesperado pode brotar. É neste sentido que não somos autores de poemas, mas tornamo-nos autores deles. A criatividade teria sua origem na interação entre comportamentos. A ciência do comportamento seria a ciência da criatividade humana. O comportamento teria, então, uma poiesis específica que o determina como um conjunto de fenômenos sui generis, cujo estudo de seus specimens merece uma disciplina à parte. Esta posição defendida por Skinner ecoa dizeres de Wittgenstein sobre a mente humana, que afirmava que “uma das idéias mais perigosas para o filósofo é supor que pensamos “com” nossas cabeças ou “em” nossas cabeças”. (ver Zettel, 1967). Isto quer dizer que, por exemplo, tentar abordar a natureza das relações interpessoais reduzindo-as a fisiologia seria um total contra-senso.Um contra-senso que se assemelharia à tentativa de prever o resultado de uma partida de futebol através do estudo da fisiologia dos jogadores. Esta é uma obviedade que se contrapõe, contudo, às pretensões da neurociência contemporânea, que, por sua opção metodológica de estudar o cérebro como se este estivesse numa proveta, esqueceu que ele se ramifica para um corpo que se movimenta e interage com seu meio ambiente. O erro de Skinner, contudo, foi supor que essa ciência do comportamento – a ciência das interações - esgotaria a investigação psicológica e que deveríamos considerá-la como o único objeto possível para a psicologia. Seus críticos, porém, fizeram pior ao negar a possibilidade de uma esfera ontológica própria do comportamento ao tentar reduzi-lo à fisiologia. Seria interessante, contudo, perguntar a Skinner (se pudéssemos) se ele poderia enumerar algumas dessas leis especificamente comportamentais. Pois, a despeito de inúmeros estudos na análise do comportamento, de humanos ou de infra-humanos nunca se pôde abstrair generalizações universais. A ciência do comportamento teria de se conformar em não se expandir apara além do estudo de casos, ou seja, a partir de aproximações indutivas. Não poderíamos construir uma gramática geral do comportamento, algo que se assemelharia a algo como a gramática das cores como foi proposta por Wittgenstein. A ciência das interações pode enriquecer-se com outras associações, como por exemplo, com a inteligência artificial social, ou seja, o estudo de como o comportamento de robôs pode influenciá-los mutuamente e de como esta interação, por sua vez, retroage sobre eles, criando ambientes complexos. Esta é a associação entre behaviorismo radical e um dos ramos mais importantes da ciência cognitiva contemporânea, qual seja, a Nova Robótica de Rodney Brooks - associação que propus no meu livro “Filosofia da Mente: Neurociência, Cognição e Comportamento” (2005). Ao contrário da robótica tradicional que aposta na expansão de memória e pré-determinação do comportamento, a nova robótica aposta na interação com o meio ambiente e com outros comportamentos. Tenta-se replicar a inteligência pela produção de comportamentos complexos e não pela replicação do cérebro (ou da mente) que os produziria. Comportamentos novos são chamados de emergentes e a probabilidade de prever quando eles acontecerão é também muito baixa. Contudo, na medida em que poderíamos ir construindo viveiros de robôs cada vez mais numerosos e complexos isto iria ampliando a possibilidade de testar os resultados das interações comportamentais. Em vez de estudar o comportamento, procuraríamos replicá-lo, tornando, assim, as interações comportamentais testáveis, permitindo atribuir a seus modelos uma razoável cidadania científica.
Mente, Cérebro e Consciência: João de Fernandes Teixeira é professor no Departamento de Filosofia da Universidade Federal de São Carlos. Autor de diversos livros na área de filosofia da mente e ciência cognitiva, dentre os quais destacam-se "Mente, Cérebro e Cognição" (Vozes, 2000), "Filosofia e Ciência Cognitiva" (Vozes, 2004) e "Filosofia da Mente: neurociência, cognição e comportamento" (Claraluz, 2005).

Sobre além do bem e do mal

Não só quem nos odeia ou nos inveja
Não só quem nos odeia ou nos inveja nos limita e oprime;
Quem nos ama
Não menos nos limita.
Que os deuses me concedam que, despido
De afetos, tenha a fria liberdade
Dos píncaros sem nada.
Quem quer pouco, tem tudo; quem quer nada
É livre; quem não tem, e não deseja,
Homem, é igual aos deuses.
Ricardo Reis (Fenando Pessoa)
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segunda-feira, 19 de março de 2007

Sobre sabedoria

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância"

Sócrates
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quarta-feira, 14 de março de 2007

Sobre a importância do sono em nossas vidas

Uma noite mal dormida pode causar os piores pesadelos durante o dia. Além das olheiras, estresse, cansaço, ansiedade e da sonolência, funções essenciais como a memória, atenção, concentração e até a secreção de alguns hormônios também são prejudicadas. Pois não basta dormir, é preciso descansar com qualidade.
Aproximadamente um terço de toda nossa vida passamos dormindo. E temos a ilusão de acreditar que nestas oito horas não nos comportamos. Muitas pessoas não sabem, mas elas dormindo a cada 20 minutos se movimentam do lugar. È um pé que se desloca, um braço que se estica, uma respirada mais ofegante e assim por diante. O sono é um estado comportamental e também bastante ativo porque produz respostas também no campo cognitivo, emocional e fisiológico.
Fisiologicamente durante o sono secretamos diversos hormônios (mais nas regiões periféricas do corpo) e neurotransmissores excitatórios e inibitórios (mais nas regiões do sistema nervoso central). Para ilustrar isto citaremos dois hormônios importantes: A melatonina e o GH que são excretados a noite. O primeiro está relacionado com o claro- escuro, quando escurece o seu cérebro começa a produzir melatonina que dará sinais para outras regiões cerebrais para iniciar o sono. A melatonina é que sincroniza a hora de você dormir. E é um dos motivos pelos quais as pessoas que trabalham a noite reclamam de insônia, seu relógio biológico interno fica sem o referencial externo da claridade natural e sua melatonina fica descontrolada. O hormônio GH é um hormônio do crescimento que é produzido durante todas as noites, cuja produção não é apenas na infância para o crescimento das crianças como sempre se imagina, todavia, ele tem a função da regeneração celular durante todo o ciclo da vida.
O sono tem diversos estágios, os profundos e reparadores das funções orgânicas e cognitivas que são os chamadas delta e REM. A fase REM é caracterizada pelo movimento rápido dos olhos, pelo sonho, aumento da descarga elétrica no cérebro, atonia muscular, aumento da frequência cardio-respiratória, dentre outros... Uma pessoa comum passa por quatro ou cinco vezes pelo sono REM durante uma noite. Para chegar a esses estágios profundos, o sono deve ter qualidade e continuidade. O sujeito que acorda durante a noite ou dorme poucas horas durante a noite provavelmente passará pouco por estas fases importantes de recuperação.
O sono REM é importante para a memória, experimentos com ratos, macacos e humanos tem demonstrado isso. Em humanos, por exemplo, crianças com deficiência mental tem menos sono REM, crianças super dotadas tem mais que a média, há pesquisas com aumento do sono REM em estudantes universitários americanos durante a época de provas e pessoas que lembram mais palavras e atividades quando passaram pela fase REM.
Ratos que são levados a experimentos que forçam-os a ficarem acordados durante dias (privação de sono), comprovam que depois de suportarem 20 dias eles morrem e uma da causa mortis está relacionada a diminuição da resistência imunológica. Fizeram um experimento com 100 pessoas (adultos e jovens) e descobriram que 40% tinham problemas do sono. Fizeram com que estas pessoas dormissem uma hora a mais por dia. Logo, houve aumento no sono REM e os efeitos foram aumento no rendimento escolar, no humor, na atenção, na memória e diminuição nos acidentes de trabalho.
As pesquisas experimentais com animais e seres humanos revelam que o álcool aumenta o ronco e dificulta o indivíduo a entrar em estágios do sono restauradores, como o REM, por exemplo. O uso freqüente e prolongado de Benzodiazepínicos (ansiolíticos) a longo prazo dificultam a memória e o aprendizado. É interessante salientar que o Clonazepan (Rivotril – nome comercial) que é um ansiolítico de tarja preta, de venda controlada, que é na maioria receitado para as pessoas dormirem é o segundo medicamento mais vendido no Brasil, sendo mais vendido que a aspirina.
No entanto, para uma melhor performance e eficácia do sono a Higiene do Sono tem colaborado bastante com algumas dicas importantes para direcionar alguns indivíduos que tem dificuldade para dormir:
a) Exercícios físicos regulares de três a quatro vezes por semana
b) Alongamentos leves antes de dormir
c) Não tomar café cinco a seis horas antes de dormir, a cafeína e seus derivados são estimulante de difícil eliminação no organismo. Um copo bem morno de leite é bem vindo.
d) Comer alimentos leves ricos em carboidratos, pães, batata, pizza, massas, etc.., evitando com isso proteínas e coisas picantes.
e) Ter horários regulares para dormir e acordar.
f) A cama fica restrita ao ato de dormir e sexo: televisão não é boa idéia, pois a pessoa se acostuma a ficar na cama sem dormir.
g) Uso de Internet a noite ou assistir filmes que estimulam muito prejudicam o início do sono.
h) Prática de meditação e yoga tem resultados muito favoráveis.
i) Quarto o mais escuro possível e com poucos barulhos
j) Uso abusivo de psico estimulantes como por exemplo, anfetaminas, ecstasy, cocaína que são substâncias que estimulam o sistema nervoso central afetam o sono das pessoas.

Todavia, se os sintomas persistirem o melhor é buscar ajuda profissional porque pode se tratar de distúrbios do sono. Dessa maneira, um bom profissional fará uma boa entrevista comportamental para investigar o histórico bio-psico-social da pessoa. A terapia comportamental feita pelos psicólogos parte desta perspectiva e tem proporcionado resultados muito satisfatórios para os diversos comportamentos inadequados e distúrbios do sono. Ela é objetiva, clara e parte de um trabalho árduo de pesquisas e práticas que são comprovados cientifica e experimentalmente visando sempre a história do indivíduo e o seu ambiente. Além disso, o psicólogo pode encaminhar para outros profissionais competentes quando o problema for de caráter estritamente (bio-químico) não emocional.
Este texto foi escrito por Reginaldo do Carmo Aguiar para o site da Oficina do Estudante, que é um cursinho vestibular de Campinas-SP.
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terça-feira, 13 de março de 2007

Porque atualmente tantas pessoas estão com depressão e outras psicopatologias?

Atualmente as pessoas tendem a dizer que o número de pessoas com depressão, “pânico”, estresse, ansiedade, fobias, psicopatologias (“doenças da mente”) em geral e outras patologias referentes ao estresse estão em um alarmante crescimento. A causa deste aumento de quadros patológicos, ingenuamente, é devido unicamente ao excesso de estresse na nossa sociedade contemporânea. Como, por exemplo, o excesso de trabalho ou cobranças, a dupla jornada de trabalho das mulheres, o trânsito, a insegurança nas ruas, dentre outros... O ambiente em que estamos inseridos é muito aversivo e por isso nos sentimos desconfortados. Tendemos a acreditar que este caos, este pandemônio, é exclusivo deste período de nossa história atual. Este argumento é pobre, isto porque se compararmos a períodos de nossos ancestrais, imagine gerações bem anteriores as nossas que viviam basicamente da sobrevivência e reprodução, há 100.000 anos atrás em que o estresse ou pelo menos as condições ambientais aversivas reais que promoviam os medos eram 100 vezes maiores que as atuais. Não precisamos ir longe demais. O período da revolução industrial no século 18 e 19, onde as pessoas viviam trabalhando 18 horas diárias de deveres, dormindo mal e vivendo em lugares sub-humanos, que não lhes asseguravam suas saúdes e sem o mínimo de direitos. Ou, as guerras e suas conseqüências são exemplos bastante contemporâneos de ambientes inadequados para a sobrevivência humana. Isto quer dizer que falar que vivemos em um mundo problemático e em crise, jamais visto, devido ao mundo atual é um grande equívoco. Somado a isso dizem que este caos aumentou as psicopatologias nas pessoas.
Um argumento para este crescimento de psicopatologias deve envolver variáveis biológicas e históricas que influenciam o modo do homem se comportar. Uma evidência para o crescimento destes comportamentos “inadequados” deve-se a um melhor diagnóstico devido ao desenvolvimento das ciências experimentais que desenvolveram novas tecnologias para melhor identificar, analisar e propor tratamentos mais eficazes aos comportamentos não adaptados. Experimentos com algumas espécies animais dentro de laboratórios, pesquisas experimentais com humanos, análises estatísticas com amostras relevantes e adequadas, pesquisas aprimoradas, aparelhos de Ressonância Magnética e de tomografia, exames de rotina como o de sangue e polissonografias, e outras diversas ferramentas são contribuições importantes para a nossa sociedade. Isto quer dizer que sempre existiram pessoas que adoeceram por causa de câncer, depressão, ansiedade e psicose graves e assim por diante. No entanto, apenas nestas últimas décadas é que melhor estão sendo diagnosticadas devido ao desenvolvimento tecnológico vigente. Portanto, hoje estes problemas podem ser contabilizados porque são melhor identificados.
Uma segunda evidência para este aumento de “psicopatologias” deve-se aos meios de comunicação com fins lucrativos. Onde as informações apresentadas a cerca dos problemas psicológicos e psiquiátricos raramente são confiáveis. Vivemos em uma sociedade em que a televisão é o único meio de comunicação de milhões de pessoas no Brasil, um veículo de massa, que é símbolo de um encurtamento do tempo e do espaço. Ou seja, a mídia apresenta fatos que ocorrem no presente, todavia não contextualizam a partir de uma construção sócio-histórica. A televisão também reflete o encurtamento do espaço já que ela edita e seleciona apenas cenas que proporcionará maior audiência ou uma melhor estética; Ela vive do show business, da informação espetáculo. E esse show negociável geralmente não compete com a saúde psíquica dos cidadãos. Os fatos apresentados nela não focalizam a totalidade das informações relevantes, seja no espaço, seja no tempo. Uma vez vi uma matéria na televisão que falava sobre a depressão. A matéria foi exibida de maneira tão inadequada e com informações distorcidas em que o sentimento de tristeza eventual, esporádica, passageira que todos no dia-dia estamos sujeitos a sentir podia ser confundido com depressão. É importante salientar que para considerar um quadro de depressão é necessário que alguns critérios estejam evidenciados nos comportamentos sintomáticos (sintomas) do sujeito, levando em consideração alguns aspectos ou dimensões do comportamento: a intensidade, a freqüência, a latência, a topografia e a duração de um conjunto de comportamentos. Isto segundo a classificação dos transtornos mentais da Associação Americana de Psiquiatria (DSM-IV), mas, além disso, é necessário uma criteriosa entrevista comportamental. Imaginei a repercussão desta matéria, diversas pessoas provavelmente entraram em pânico porque confundiram tristeza com depressão e porque estavam tristes acreditaram estar depressivas. Daí a importância de assistir programas de televisão confiáveis ou buscar informações com um bom psicoterapeuta e psiquiatra para fazer uma boa anamnese (questionário de entrevista para avaliação bio-psico-social) no paciente.
Um outro argumento nesta mesma linha é o comportamento vicário (imitado), que é um comportamento imitativo aprendido através da observação feita ao outro. Isto foi muito vantajoso no decorrer da história evolutiva do homem porque ele poderia observar comportamentos adaptativos e desadaptativos de outros e saber suas conseqüências e resultados apenas observando. E com isso selecionar e emitir comportamentos mais vantajosos para as diferentes ocasiões que foram bem sucedidas pelos modelos. O comportamento vicário, no entanto, é uma faca de dois gumes. Algumas pessoas, por exemplo, que vêem suicídios na televisão tendem a desejar e a experimentar tentativas de suicídio e algumas infelizmente conseguem com êxito. Algumas pesquisas revelam o aumento de suicídios em lugares próximos ou em regiões quando são comunicados em noticiários ou informado pela população. Você já parou para pensar o quanto a televisão influencia o comportamento humano e qual a contribuição das novelas e alguns programas como modelo para os telespectadores?
Uma terceira evidência que está sendo bastante estudada hoje pela ciência é a crença em um Deus, e que tem haver com a espiritualidade humana. O “homem da caverna” acreditava em Deus ou em Deuses. Haja visto o grande número de pinturas rupestres (antigas representações pictóricas conhecidas - 40.000 a.C. - gravadas em abrigos ou cavernas, em suas paredes e tetos rochosos, ou também em superfícies rochosas ao ar livre, mas em lugares protegidos, normalmente datando de épocas pré-históricas) que demonstram os rituais as crenças religiosas da época. O período da Idade Média também foi marcado fortemente pela influência religiosa. Em oposição a estes períodos, no período moderno, René Descartes (1596-1650) radicalizou dizendo que fé e razão eram contraditórios e apenas a razão poderia levar a verdade. Esta valorização da razão chegou apenas a uma minoria abastada socialmente daquela época, mas este paradigma influencou e influencia cada vez mais um grande contingente de pessoas em nossa sociedade. Foi apenas no século XIX com o expoente filósofo Friedrich Nietzsche, é que o homem se viu sem rumo, sem referências, sem consolos metafísicos, sem esconderijos... Neste sentido, tanto a razão quanto Deus foram contestados como ilusões. A conseqüência disso é que o homem atual se vê perdido diante do seu potencial racional adquirido culturalmente e desprotegido desta idéia de Deus poderoso e protetor. Isto o deixou mais responsável perante seus problemas sem que com isso estivesse preparado a resolvê-los ou o deixou responsável por tantas variáveis que seriam de responsabilidade de um Estado, na maioria das vezes, decadente. O homem logo se viu impotente.
A quarta evidência é a falta de políticas públicas em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento na área da saúde, educação, cultura e segurança. A consequência disto são paises com um dos maiores índices de comportamentos desadaptados (estresse, depressão, distúrbios do sono etc.) no mundo. Logo, se não ocorrer políticas coerentes e eficazes nada adiantará.
Uma quinta evidência e uma das mais importantes é que o medo do “homem das cavernas” era muito mais real, físico e por isso ele poderia ter estratégias mais eficazes para solucionar seus problemas e se ver livre e sem preocupações. Diferentemente do homem moderno e contemporâneo em que seu medo é muito mais abstrato, simbólico, fantasioso, aguçado e criando com isso um imaginário mais sofisticado e desadaptativo ao homem que não apenas enxerga o medo físico real. Isto proporcionou desvantagens porque este medo diante do estímulo aversivo não é deixado de lado. É levado até suas últimas consequências, o sujeito leva seu medo para casa, generaliza para suas relações, catastrofiza, fica sob controle de estímulos aversivos, vive no passado ou no futuro etc... Portanto, um conjunto de variáveis explicitam o fenômeno psicopatológico, seja por causa dos melhores diagnósticos, por causa do desserviço da mídia, pela descrença espiritual e religiosa, pelo excesso de atividades no dia-dia, pela falta de políticas públicas eficazes e do homem atual ser mais simbólico do que os seus ancestrais comuns. Isto abre um histórico para um aumento desastroso nos quadros afetivos e ansiogênicos (que produz ansiedade) de nossa sociedade. Uma das alternativas para esta demanda, mas não somente, é procurar bons profissionais da saúde e políticos que entendam o homem a partir de um contexto bio-psico-social. E a priori são nestes profissionais que devemos apostar. A terapia comportamental parte desta perspectiva e tem colaborado e ajudado muitas pessoas proporcionando resultados muito satisfatórios para os diversos comportamentos inadequados. Ela é objetiva, clara e parte de um trabalho árduo de pesquisas e práticas que são comprovados cientificamente visando sempre a história do indivíduo (pré-disposição genética, ambiente e cultura).

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sexta-feira, 9 de março de 2007

Sobre comportamentos operantes

"Os espinhos que me feriram foram produzidos pelo arbusto que plantei"

Byron
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"Se desejas a paz, prepara-te para a paz. Cada um colhe o que planta."

Seramigos
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Sobre crítica

"O mal de todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica."- Norman Vincent
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Sobre sucesso, vitória

" A arte de vencer se aprende nas derrotas"

Simon Bolivar
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Sobre adversidades, dificuldades, estímulos aversivos, ...

"O mundo no qual nós penetramos pelo nascimento é brutal, cruel e, ao mesmo tempo, de uma beleza divina"

Carl Gustav Jung(1875-1961), psiquiatra e psicanalista suiço, criador da psicologia analítica e do conceito de complexo.

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" O insucesso é apenas uma oportunidade para começar de novo com mais inteligência."

Henry Ford
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" No meio de qualquer dificuldade, encontra-se a oportunidade."

Albert Einstein
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" As únicas desgraças completas são as desgraças com as quais nada aprendemos."

William Ernest Hocking
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" Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e às tempestades."

Epicuro
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"Cada lágrima ensina-nos uma verdade"

Ugo Fûscolo
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" Quanto maior a dificuldade, tanto maior o mérito em superá-la"

H. W. Beecher
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" A adversidade é um trampolim para a maturidade."

C.C. Colton
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" Os navios estão a salvo nos portos, mas não foi para ficar ancorados que eles foram criados."

desconhecido
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"O homem que a dor não educou será sempre uma criança"

N. Tommaseo
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"Há quem esteja sempre se queixando de que as rosas tem espinhos. Eu me sinto grato porque os espinhos têm rosas."

Karr
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"Digno de admiração é aquele que, tendo tropeçado ao dar o primeiro passo, levanta-se e segue em frente."

Carlos Ifoxi Vasconsellos
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"As dificuldades devem ser usadas para crescer, não para desencorajar. O espíruto humano se torna mais forte no conflito"

William Ellery Channing
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"Valorize os seus limites, e certamente não se livrará mais deles!"

Richard Bach
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" A arte de vencer se aprende nas derrotas" Simon Bolívar"
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"Conserve os olhos fixos num ideal sublime e lute sempre pelo que você desejar, pois só os fracos desistem, e só quem luta é digno da vida."
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" Não perca a serenidade. O problema pode não ser assim tão difícil quanto você pensa"

André Luiz
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" O rio atinge seus objetivos porque aprendeu a lidar com os obstáculos."
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Sobre a emissão de comportamentos adequados - amor ao próximo

" Faça o bem quanto possa. Cada criatura transita entre as próprias criações. Valorize os minutos. Tudo volta, com exceção da hora perdida"

André Luiz
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" Use agentileza de modo especial dentro de sua própria casa. Experimente atender aos familiares como você trata as visitas."

André Luiz
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" Se desejas a paz, prepara-te para a paz. Cada um colhe o que planta."

Seramigos
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Sobre ser sensorial, busca de prazer a curto prazo, reforçadores primários...

" É muito difícil pensar nobremente quando se pensa apenas para viver"

Rousseau
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Sobre perdoar

" Perdoa ao inimigo, e facilmente conquistarás amigos."

Publlio Siro
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Sobre Memória ou o excesso dela

O aluno perfeito, artigo de Rubem Alves

Ele se chamava Memorioso, pois seus pais julgavam que a memória perfeita é essencial para uma boa educação Rubem Alves é educador, escritor e colunista da “Folha de SP”, onde publicou este texto:
Era uma vez um jovem casal que estava muito feliz. Ela estava grávida, e eles esperavam com grande ansiedade o filho que iria nascer. Transcorridos os nove meses de gravidez, ele nasceu. Ela deu à luz um lindo computador! Que felicidade ter um computador como filho! Era o filho que desejavam ter! Por isso eles haviam rezado muito durante toda a gravidez, chegando mesmo a fazer promessas. O batizado foi uma festança. Deram-lhe o nome de Memorioso, porque julgavam que uma memória perfeita é o essencial para uma boa educação. Educação é memorização. Crianças com memória perfeita vão bem na escola e não têm problemas para passar no vestibular. E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo que os professores ensinavam. Mas tudo mesmo. E não reclamava. Seus companheiros reclamavam, diziam que aquelas coisas que lhes eram ensinadas não faziam sentido. Suas inteligências recusavam-se a aprender. Tiravam notas ruins. Ficavam de recuperação. Isso não acontecia com Memorioso. Ele memorizava com a mesma facilidade a maneira de extrair raiz quadrada, reações químicas, fórmulas de física, acidentes geográficos, populações de países longínquos, datas de eventos históricos, nomes de reis, imperadores, revolucionários, santos, escritores, descobridores, cientistas, palavras novas, regras de gramática, livros inteiros, línguas estrangeiras. Sabia de cor todas as informações sobre o mundo cultural. A memória de Memorioso era igual à do personagem do Jorge Luis Borges de nome Funes. Só tirava dez, o que era motivo de grande orgulho para os seus pais. E os outros casais, pais e mães dos colegas de Memorioso, morriam de inveja. Quando filhos chegavam em casa trazendo boletins com notas em vermelho eles gritavam: "por que você não é como o Memorioso?" Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele freqüentara publicou sua fotografia em outdoors. Apareceu na televisão como exemplo a ser seguido por todos os jovens. Na universidade, foi a mesma coisa. Só tirava dez. Chegou, finalmente, o dia tão esperado: a formatura. Memorioso foi o grande herói, elogiado pelos professores. Ganhou medalhas e mesmo uma bolsa para doutoramento no MIT. Depois da cerimônia acadêmica foi a festa. E estavam todos felizes no jantar quando uma moça se aproximou de Memorioso e se apresentou: "Sou repórter. Posso lhe fazer uma pergunta?" "Pode fazer", disse Memorioso confiante. Sua memória continha todas as respostas. Aí ela falou: "De tudo o que você memorizou qual foi aquilo que você mais amou? Que mais prazer lhe deu?" Memorioso ficou mudo. Os circuitos de sua memória funcionavam com a velocidade da luz procurando a resposta. Mas aquilo não lhe fora ensinado. Seu rosto ficou vermelho. Começou a suar. Sua temperatura subiu. E, de repente, seus olhos ficaram muito abertos, parados, e se ouviu um chiado estranho dentro de sua cabeça, enquanto fumaça saia por suas orelhas. Memorioso primeiro travou. Deixou de responder a estímulos. Depois apagou, entrou em coma. Levado às pressas para o hospital de computadores, verificaram que seu disco rígido estava irreparavelmente danificado. Há perguntas para as quais a memória não tem respostas . É que tais respostas não se encontram na memória. Encontram-se no coração, onde mora a emoção...(Folha de SP, 24/1)

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Sobre a razão

Canção do suicida

Não me matarei, meus amigos.
Não o farei, possivelmente.
Mas que tenho vontade, tenho.
Tenho, e, muito curiosamente,
Com um tiro.
Um tiro no ouvido,
Vingança contra a condição
Humana, ai de nós! sobre humana
De ser dotado de razão

Manuel Bandeira
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quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Sobre política e políticos

"Toda força será fraca, se não estiver unida"
La Fontaine
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"Só confio nas estatísticas que manipulei"
Winston Churchill
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"Raramente começa a corrupção pelo povo"
Montesquieu
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"Unidos ficamos de pé. Divididos, caímos"
J. Dickinson
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"Toda a vossa força está na concórdia, e todo o vosso perigo na discórdia"
H. W. Longfellow
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"Não faça nada contra a sua consciência, ainda que o Estado lhe peça"
Einstein
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"Nosso mal foi ter durado tanto tempo"
Ernesto Geisel
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"Política é um charco. As pessoas de bem têm de andar com lenço no nariz"
Jefferson Peres
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"O senado tem de deixar de ser catedral na frente e bordel nos fundos"
Bernardo Cabral
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"Um radical é um homem com os dois pés firmemente plantados nas nuvens"
Franklin Roosevelt
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"Os que mais governam são os que menos ruído fazem"
John Selden
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"O povo é aquela parte do Estado que não sabe o que quer"
Hegel
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"O Lenin dizia que socialismo é igual a ferro mais energia. Hoje é educação mais educação"
Cristovam Buarque
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"A política é a arte de nos servirmos dos homens, dando-lhes a crer que os servimos"
L. Dumur
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Em política, como em religião, o entusiasmo supõe a fé; a pura razão esfria.
Jaime Balmes
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"Não há nada no socialismo que mais alguns anos ou algum dinheiro não possam curar"
Will Durant
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"Acho que a história do Brasil é um romance sem heróis"
Raymundo Faoro
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"Hoje vocês estão com o governo, amanhã vocês serão o governo"
Getúlio Vargas
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"O poder é o afrodisíaco mais forte"
Kissinger
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"Um povo só se rebela quando a opressão é geral"
Locke
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Nenhum partido político é tão ruim quanto seus líderes.
Will Rogers
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Nada é tão admirável em política quanto uma memória curta.
Galbraith
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A paz, em assuntos internacionais, é um período de trapaça entre dois períodos de guerra.
Ambrose Bierce
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A política nos separa, mas a humanidade nos une.
Fidel Castro
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Em questões de Estado, cuide das formalidades e pode esquecer as moralidades.
Mark Twain
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Alguém já viu algum candidato a Presidente conversando com um milionário na televisão ?
Art Buchwald
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Já poderíamos ter o socialismo, se não fosse pelos socialistas.
George B. Shaw
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Política é a arte de conciliar os interesses próprios, fingindo conciliar os dos outros.
Menotti del Picchia
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Talvez seja a política a única profissão para a qual ninguém julga necessário o preparo.
R. L. Stevenson
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Os políticos são os mesmos em toda parte. Prometem construir pontes até onde não há rio.
Nikita Krushev
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Que parlamentar não houvera sido Judas!
A. Tournier
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Nas discussões políticas o calor está na razão inversa da doutrina.
J. C. Minchin
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Ao contrário do que se diz, pode-se enganar a muitos durante muito tempo.
James Thurber
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O homem político é um animal.
Perry White
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As ocasiões fazem as revoluções.
Machado de Assis
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Toda autoridade é degradante.
Oscar Wilde
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O coração do homem de Estado deve estar na cabeça.
Napoleão Bonaparte
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A revolução é uma opinião que encontra o apoio das baionetas.
Napoleão Bonaparte
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A maioria dos que não querem ser oprimidos quer ser opressora.
Napoleão Bonaparte
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"Quando o povo começa a raciocinar, é porque já está tudo perdido"
Voltaire
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"As tempestades políticas são mais espantosas ainda que as atmosféricas"
Voltaire
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É perigoso ter razão em assuntos sobre os quais as autoridades estabelecidas estão erradas.
Voltaire
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"A igualdade pode ser um direito, mas não há poder na Terra capaz de torná-la um fato.
Balzac
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"Há duas coisas que denunciam igualmente o plebeu: o respeito e o ódio à aristocracia"
Vargas Vila
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"A anistia é um fato com o qual os governos perdoam, quase sempre, as injustiças que cometeram"
Pierre Véron
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"As maiorias nunca tem razão"
H. Ibsen
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"Queremos saber o resultado da guerra, não a sua causa"
Sêneca
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"Só é durável a submissão voluntária"
Maquiavel
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O exército deve ser apenas o braço da nação, jamais a cabeça.
Pio Baroja
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"O que depende aqui é quem manda no governo. E eu sei mandar"
Ciro Gomes
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"Atenção : o cadáver de Marx ainda respira"
Nicanor Parra
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"Não mandei matar ninguém"
Pinochet
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Faria tudo de novo.
Pinochet
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Grande mestre dos erros é o povo.
Juan Luis Vives
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Não sou um ditador.
Alfredo Stroessner
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Ninguém passa fome aqui.
Alfredo Stroessner
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Picasso é comunista ... eu também não.
Salvador Dali
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O homem não foi feito para a democracia
Emílio Garrastazu Médici
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O eleitor brasileiro ainda não tem o nível do eleitor americano, do eleitor francês.
João Baptista Figueiredo
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É como cruzamento de cavalo com vaca: não puxa carroça nem dá leite.
Senador José Alencar
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Esqueço, mas não perdôo.
Antonio Carlos Magalhães
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Quem olha para trás não olha para a frente.
Paulo Maluf
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"O bem público é formado por um grande número de males privados.
Anatole France
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"O que governa o mundo é o medo da verdade"
H. F. Amiel
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Os homens não querem a verdade; querem, apenas, que se lhes disfarce a mentira.
L. Dumur
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O poder absoluto não tem vassalos, tem escravos.
Emilio Castelar
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"A utopia é o princípio de todo progresso e o esboço de um futuro melhor"
Anatole France
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Há três coisas que levam à ruina: jogo, mulheres e tecnocratas.
Georges Pompidou
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A democracia nos faz capazes de dizer não ao chefe.
Huxley
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O Estado cumpre o seu objetivo quando assegura a liberdade de todos.
Kant
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"Creio firmemente que a revolução é a fonte do direito"
Fidel Castro
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"O homem nunca encontrou uma definição para a palavra liberdade"
Abraham Lincoln
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Numa nação corrompida, muitas são as leis que se fazem.
Tácito
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Não há no homem coisa melhor do que os seus novos sentimentos e as suas velhas idéias.
Joseph Joubert
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Um pouco de sinceridade é coisa perigosa, muita é fatal.
Oscar Wilde
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Não há causa tão má que não encontre o seu advogado.
François Rabelais
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O ceticismo é a fé das almas fracas.
Louis Bonald
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A força de dar direitos a todos, a democracia é o regime que mais seguramente mata a bondade.
A. Guinon
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A independência é, para as nações, o que é a honra para os indivíduos.
Juan de Mariana
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Sou um presidente de guerra.
George W. Bush
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A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos.
O político deve ser capaz de prever o que vai acontecer amanhã, no próximo mês e no próximo ano,e de explicar depois o porquê de não ter acontecido.Winston Churchill
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Sobre auto conhecimento

“A maioria de nós prefere olhar para fora e não para dentro de si mesmos.” - Albert Einstein.

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" A sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho, mas a esltultícia dos tolos é enganar."

Provérbios, capítulo 14, versículo 8
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Sobre conhecimento e aprendizagem

“O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano” Isaac Newton
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“A mente que se abra para uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original” Einstein

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" A imaginação é mais importante que o conhecimento" Einstein

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" Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar."
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"Quanto mais aumenta nosso conhecimento, mais evidente fica nossa ignorância."

John Kennedy
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" A morte do homem começa no instante em que ele desiste de aprender."

Albino Teixeira
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Sobre Arte

“Ver a ciência com a óptica do artista, mas a arte, com a da vida...” (Nietzsche)

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Sobre poder

“O que não pode matar-me, torna-me mais forte”. (Nietzsche)

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terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Sobre comportamentos de fuga e esquiva

Sorri [Smile]
(Charles Chaplin, Geofreu Parsons e John Turner – Versão: João de Barro)

Sorri,
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios

Sorri,
Quanto tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador, sorri

Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doridos
Sorri,Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz
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terça-feira, 21 de novembro de 2006

Sobre diferenças e desencontros

Bambayuque (Renato Braz)
Autor: Zeca Baleiro

Enquanto você na arquibancada eu na geral
Enquanto eu além de tudo você afinal
Enquanto eu rondó você madrigal...
Enquanto eu paro e penso você avança o sinal
Enquanto você carta marcada eu canastra real
Enquanto eu lugar-comum você especial
Enquanto eu na cozinha você no quintal...

Você dois pra lá, e eu dois pra cá
É a dança da nossa paixão
Dois pra lá, e eu dois pra cá
É a dança da nossa paixão

Enquanto você kamikase eu general
Enquanto eu paquetá você cabo canaveral
Enquanto eu média luz você carnaval...
Enquanto você no olimpo ai de mim mortal
Enquanto você brisa eu vendaval
Enquanto você Roberto eu Hermeto Pascoal
Você dois pra lá, e eu dois pra cá
É a dança da nossa paixão

Dois pra lá, e eu dois pra cá
É a dança da nossa paixão

Enquanto você monumento eu pedra de sal
Enquanto você na folia eu no funeral
Enquanto eu matriz você filial...
Enquanto você Branca de Neve eu Lobo Mau
Enquanto eu papai-e-mamãe você sexo oral
Enquanto eu na canção você no parque industrial

Você dois pra lá, e eu dois pra cá
É a dança da nossa paixão
Dois pra lá, e eu dois pra cá
É a dança da nossa paixão
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Anabela (Mario Gil e Paulo César Pinheiro)

No porto de Vila Velha
Vi Anabela chegar
Olho de chama de vel
aCabelo de velejar
Pele de fruta cabocla
Com a boca de cambucá
Seios de agulha de bússola
Na trilha do meu olhar
Fui ancorando nela
Naquela ponta de mar
No pano do meu veleiro
Veio Anabela deitar
Vento eriçava o meu pelo
Queimava em mim seu olhar
Seu corpo de tempestade
Rodou meu corpo no ar
Com mãos de rodamoinho
Fez o meu barco afundar
Eu que pensei que fazia
Daquele ventre meu cais
Só percebi meu naufrágio
Quando era tarde demais
Vi Anabela partindo
Pra não voltar nunca mais
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O que me importa (Cury)

O que me importa seu carinho agora

Se é muito tarde para amar você

O que me importa se você me adora

Se já não há razão para lhe querer

O que me importa ver você sofrer assim

Se quando eu lhe quis você nem mesmo soube dar amor

O que me importa ver você chorando

Se tantas vezes eu chorei também

O que me importa sua voz chamando

Se pra você jamais eu fui alguém

O que me importa essa tristeza em seu olhar

Se o meu olhar tem mais tristezas pra chorar que o seu

O que me importa ver você tão triste

Se triste fui e você nem ligou

O que me importa o seu carinho agora

Se para mim a vida terminou
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sábado, 18 de novembro de 2006

Sobre estatísticas - matemáticas

“Eu só confio nas estatísticas que eu mesmo manipulei” – Wiston Churchil
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Sobre por em prática - pessoas práticas

“As idéias nada podem realizar. Para realizar as idéias são necessários homens que ponham a funcionar uma força prática” – Marx
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Sobre estresse

“Senhor, dê –me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as coisas que não posso aceitar, e sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tiver que matar por estarem me enchendo o saco.”

( Oração dos estressados, 2002) – Luis Fernando Veríssimo
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sábado, 4 de novembro de 2006

Sobre raça

"Não há qualquer prova de que seja vantagem pertencer a uma raça pura. Algumas das raças mais puras atualmente em existencia são os pigmeus, os holentotes e os aborígenos australianos. Os gregos antigos eram os mais misturados e eram também os mais civilizados"

Bertrand Russel

Sobre o beijo - humor

"O beijo é a maior prova de que duas cabeças pensam melhor do que uma" - Revista Mad.

Sobre metas e objetivos

"A tragédia da vida não está em não alcançar seus objetivos. A tragédia está em não ter objetivos para alcançar"

Benjamim E. Mays

Sobre preconceito

"Todos gritamos contra o preconceito, mas nenhum de nós está livre dele"

Spencer
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"Espulsai os preconceitos pela porta: tornarão a entrar pela janela"

Frederico, o Grande

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"Tentar viver neste mundo sem se deixar contaminar por alguma forma de preconceito é como querer passar uma temporada no inferno sem suar"

H. L. Mencken

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“As pessoas não debatem conteúdo, debatem rótulo.....” – Mário Quintana
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Sobre casamento


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"Todo hábito tece em torno de nós uma teia sempre mais sólida de fios de aranha; e logo percebemos que os fios se tornaram lagos e que nós mesmos ocupamos o centro, como uma aranha que se prendeu a si e que deve viver de seu próprio sangue. É por isso que o espírito livre odeia todos os hábitos e regras, todo o duradouro, o definitivo, é por isso que recomeça sempre, com dor, a romper em torno dele a teia: embora deva sofrer em conseqüência de muitos ferimentos, pequenos e grandes – pois é dele próprio, de seu corpo, de sua alma, que deve arrancar esses fios. Deve aprender a amar onde odiava e vice-versa. Não deve até mesmo ser impossível para ele semear os dentes do dragão no campo onde recentemente fazia correr os chifres da abundância. Disso se pode concluir se ele é feito para a felicidade do casamento".

Nietzsche (Humano demasiado humano)
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Cotidiano
(Chico Buarque) 1971

Todo dia ela faz tudo sempre igual,
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.
Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher,
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café.
Todo dia eu só penso em poder parar,
Meio-dia eu só penso em dizer “não”,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.
Seis da tarde como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão,
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão.
Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor.
Todo dia ela faz tudo sempre igual,
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.
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Casamento

Há mulheres que dizem: meu marido, se quiser pescar, pesque,
Mas que limpe os peixes.
Eu não.
A qualquer hora da noite me levanto,
Ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente na cozinha,
De vez em quando os cotovelos se esbarram,
Ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"e
Faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
Atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa, vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
Somos noivo e noiva.

Adélia Prado
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Sobre empatia (mesmo controle de estímulos)

"Encontro de dois: quando estiveres perto, arrancarei os meus olhos e os colocarei no lugar dos teus. Tu arrancarás os teus olhos e os colocarás no lugar dos meus. Então, eu te olharei com teus olhos e tu me olharás com os meus"

Moreno
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"Procure honestamente ver as coisas do ponto de vista do outro"

Dale Carnegie

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Sobre o crime

" O crime, diz [Marx], é produzido pelo criminoso exatamente como o filósofo produz idéias; o poeta, versos; o professor, manuais; e sua prática é útil à sociedade porque resolve o problema da população supérflua, ao mesmo tempo em que sua repressão proporciona/gera empregos a muitos cidadãos honrados"

(Wilson, 1986, p.277)

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Sobre estabilidade

A Ilusão da estabilidade (dizem que é da Danuza Leão)

Segurança, garantia, estabilidade - quem não sonha com isso? No trabalho, no amor, em tudo na vida, é o que muita gente almeja, o bem supremo, os três primeiros passos para a felicidade. Passamos a vida sonhando com a casa própria, com a ilusão de que dela ninguém vai nos tirar, que haja o que houver lá estaremos, garantidos para sempre. Será? E quem não gostaria de um emprego público, daqueles em que, ao menor sinal de resfriado, se baixa ao leito sem remorso? Daqueles em que, depois de 15 dias de repouso, dá até para descolar um atestado médico para ficar no bem-bom por mais 40 dias? Tudo isso sem a menor culpa, sabendo que não faremos a menor falta à empresa (o país), que receberemos o salário no fim do mês e que, na volta, o patrão (o país) não vai fazer cara feia pela longa ausência. E a certeza, sobretudo a certeza de que demissão, nem pensar. A não ser que você esbofeteie seu chefe, não será nunca, jamais, mandada embora. E se acontecer, depois de um longo processo, com um amigo deputado tudo pode se arranjar. E a estabilidade suprema - o casamento. Tem que ser de papel passado, de preferência também no religioso. Que tranqüilidade saber que naquela folha de papel, assinada pelos dois, está a garantia de felicidade eterna, da fidelidade; a segurança de que o amor não vai acabar, de que ele vai voltar para casa todos os dias; e que, se passar a Ana Paula Arósio nua dizendo "vem cá, meu bem", ele não vai se sentir nem ao menos tentado. Ah,que maravilha é o casamento. Mas o de verdade, não o de juntar os trapinhos. Esse, baseado apenas em sentimentos, não quer dizer nada; só os outros são para valer. Um dia você consegue reunir essas três coisas tão fundamentais - a casa, o trabalho, o homem - e percebe que não é feliz. Coisa difícil a tal da felicidade. É conseguir as coisas? Não. É querer as coisas e tentar consegui-las? Talvez. Nessa longa procura passamos a vida toda, às vezes achando que encontramos, para logo ver que não era bem isso; quem sabe o caminho é outro, vamos tentar mais uma vez. Triste é um dia achar que não vale mais a pena, que já se sabe de tudo, que as histórias se repetem, que, no fundo, é tudo igual - até porque não é. Para que serve o amor, afinal? Para provar que não existe um dia igual a outro, um homem igual a outro, uma alegria igual a outra nem mesmo um sofrimento igual a outro. E é quando se descobre que não se sabe de nada que a vida fica maravilhosa. A certeza de que não existe certeza de nada. Saber que um curto circuito pode incendiar a casa que você nem acabou de pagar. Que o futuro presidente pode acabar com a estabilidade do seu emprego e você virar uma pessoa comum, correndo risco de ser demitida a qualquer momento. Que aquele homem pode sair para comprar cigarros e nunca mais voltar. Mas saber também que você pode sair para comprar um caderno e encontrar um homem que será seu grande amor, o maior de todos, pelo menos enquanto durar. A vida é mesmo muito boa.