Veja o vídeo da matéria na íntegra: http://www.youtube.com/watch?v=cTxAcdOKxzU
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Sobre estimulantes sexuais e suas consequências psicológicas
Veja o vídeo da matéria na íntegra: http://www.youtube.com/watch?v=cTxAcdOKxzU
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
TVB Record para falar sobre o aumento de compras no Sex Shop
Matéria na íntegra: http://www.youtube.com/watch?v=sMaTrJNeOso
domingo, 11 de julho de 2010
Palestra sobre sexualidade
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Perguntas e respostas sobre sexualidade, sexo e problemas sexuais publicadas no jornal Notícias Já de Campinas
Veridiana, 25 anos, HortolândiaIsso é apenas um mito. Hoje os anticoncepcionais possuem um décimo da quantidade de hormônios que as primeiras pílulas. Isto diminuiu os efeitos indesejados, como náusea e dor de cabeça sem que a eficácia do contraceptivo fosse comprometida.
José D., 55 anos, Mogi GuaçuO problema deve ser tratado com psicoterapia, com medicamentos que atuam no sistema nervoso central ou com uma combinação dos dois. As pesquisas em universidades revelam que a combinação entre as dois tratamentos costumam ter mais sucesso.
Minha namorada se lubrifica normalmente, mas tem dores durante a relação. O que será isso?
Jorge, 24 anos, Campinas
A Dispareunia é o termo médico utilizado para a presença de dor durante a relação sexual. È importante saber se a lubrificação ocorre durante toda a relação sexual. Se há boa lubrificação a possibilidade de infecção vaginal deve ser considerada.
Minha namorada não sente orgasmo. Como posso ajudá-la?
Eduardo, 25 anos, CampinasEsse é um problema que, antes de tudo, ela tem de vencer junto com você, conhecendo os próprios pontos de prazer e o jeito certo de tocá-los. Claro que você pode ajudá-la a conseguir chegar lá. Não fazer cobranças é um bom começo.
Não consigo sentir vontade de sexo todos os dias, só algumas vezes no mês. O que devo fazer?
Márcia, 35 anos, Campinas
Melhorar as dificuldades no relacionamento com o(a) parceiro(a), diminuir o medo de desempenho sexual, emitir comportamentos que eliminam ressentimentos, mágoas e frustrações profissionais podem colaborar com o aumento do desejo sexual.
Alexandre, 29 anos, CampinasNão há nenhum remédio para aumento do pênis. Aparelhos de tração e cirurgia para aumento peniano são considerados no Brasil procedimentos experimentais, justamente por não mostrarem benefícios comparados aos riscos de cada uma destas técnicas.
Meu pênis só tem 8cm ereto. Tem tratamento para aumentar o tamanho dele?
Roger, 17 anos, Campinas
Estudos comprovam que a mulher sente mais prazer nos 5 cm iniciais, fato este, que dispensaria grandes dimensões do órgão masculino. Há tratamentos como os aparelhos de tração e cirurgia para aumento peniano. No entanto, os resultados são baixos comparados aos riscos.
Silvana Menezes, CampinasSim, existem vários tipos de hímem (uma pele fina presente na entrada da vagina). Ele é geralmente rompido na primeira relação sexual seguido pela sensação de dor e sangramento. Entretanto, há casos em que não há rompimento por razões genéticas do hímem: o orifício é largo e o hímem é mais elástico do que o normal.
Muito pequena a chance. O problema da camisinha é que ela pode rasgar ou escapar do pênis, por exemplo. E o pênis excreta um pouco de sêmem (com espermatozóides) antes e durante a penetração para uma lubrificação natural. Nesses casos, uma solução de emergência é a pílula do dia seguinte.
F.B. 49 anos, CampinasNão. O sexo anal está presente nas relações heterossexuais nestes últimos anos porque os homens buscam uma variação sexual com as parceiras, é uma região mais apertada, fantasiam a penetração anal como uma grande realização de conquista e que proporciona um sentimento de domínio e poder.
De uns tempos para cá, meu namorado não tem conseguido ejacular e, algumas vezes, ele também perde a ereção. Será que ele perdeu o tesão por mim?
A. V. S., 29 anos, CampinasPrimeiro o desejo, segundo o prazer, terceiro a ereção e quarto a ejaculação. Esta ordem é imprescindível e de responsabilidade do casal. Conversem sobre a situação da cama e tentem resolver da forma mais amistosa possível. Uma terapia sexual pode ser necessária.
O que acontece quando a gente está grávida e continua tomando o anticoncepcional?
Claudia Cristina, Campinas.O anticoncepcional aumenta a quantidade do hormônio estrogênio que pode aumentar a incidência de anormalidades genitais não-malignas em crianças de ambos os sexos. Procure seu (sua) ginecologista o mais rápido possível para maiores esclarecimentos e exames.
A. M., de Campinas
Durante a menstruação, a possibilidade da mulher engravidar existe, mas é muito pequena. Na verdade, esse é o período mais seguro para manter relações sem o risco de engravidar. O único problema é que algumas pessoas sentem se desconfortáveis de se relacionar quando há menstruação. Principalmente as mulheres.
Minha namorada toma anticoncepcional há alguns anos sempre no mesmo horário. Tem algum período em que eu possa ejacular dentro dela sem nenhum risco dela engravidar?
A.M., de CampinasDurante o ciclo menstrual da mulher existe um período de dias, nos quais a relação sexual tem grande probabilidade de resultar em gravidez. Este intervalo compreende os cinco dias antes e alguns dias após a ovulação. O fato da pessoa tomar anticoncepcional faz com que não haja a ovulação. Portanto não há um período determinado que se possa ejacular.
Transar todos os dias pode trazer algum desgaste físico?
A.M., de CampinasIsto vai depender de cada pessoa, da genética, se ela pratica algum exercício físico regularmente, o tempo que ela pratica o ato sexual, sua saúde, a satisfação sexual e o estresse do seu dia-dia. Tudo isso influencia no desgaste da pessoa depois do sexo.
Lidiane, 15 anos, Campinas
A menarca é o nome dado a 1ª menstruação da mulher. Ela ocorre na faixa etária aproximada entre os 10 e 20 anos. No Brasil geralmente ocorre por volta dos 12 e 13 anos. Neste sentido as relações podem ocorrer se há preparo psicológico é outra história.
A água da praia pode causar algum corrimento na mulher?
Adriana, 19 anos, Valinhos
Sim. Tanto a água quanto a areia podem ter microorganismos como fungos, bactérias e protozoários. Evite ficar com o biquíni ou o maiô úmidos por muito tempo, troque quando possível. Sentar na areia, só se for sobre uma toalha limpa e grossa.
O excesso de ácido úrico pode causar bolhas no pênis?
Fernando, 22 anos, Artur NogueiraEm algumas pessoas isso pode ocorrer. Use uma luva caso queira manipular o pênis. Se caso continuar procure um especialista para investigar porque pode ser uma DST ou um problema dermatológico.
Homem que tem herpes no pênis pode transmitir a doença para a mulher no ato sexual?
Rodrigo, 32 anos, LimeiraA transmissão ocorre mais durante as crises, mas também acontece fora delas porque o indivíduo pode apresentar infecções sem lesões visíveis. Em torno de 20% dos parceiros sexuais se infectam quando têm bolhas aparentes.
Sentir o pênis tocar o cólo do útero durante a relação significa algum problema?
Carolina, 30 anos, AmericanaAlgumas mulheres tem este desconforto. Seja pelo tamanho avantajado do pênis do parceiro ou por alguma infecção. É sempre importante fazer um exame de rotina ou preventivo para verificar se está tudo normal.
Um mioma muito pequeno, de 7mm, pode causar sangramento?
Amanda, 32 anos, Sumaré
Os miomas não são cânceres, e a chance de se transformarem nessa doença é extremamente baixa. Há três tipos de miomas. Os que se localizam mais próximos da cavidade uterina, sendo os mais sintomáticos, quase sempre causam sangramento.
Quem tem mioma pode usar anticoncepcional?
Amanda, 32 anos, SumaréClaro que sim. Procure seu ginecologista para ele indicar um anticoncepcional mais adequado. Porque existem anticoncepcionais específicos para cada caso.
Dividir o sabonete com outra pessoa pode causar problema ginecológico?
Maria Regina, 26 anos, Nova OdessaO sabonete habitualmente partilhado apresenta um risco acrescido de contaminação. Tenha seu sabonete, se utilizar buchas, troque-as sempre depois de algum tempo. E use apenas sabonete comum para não agredir a flora vaginal.
O uso de absorventes internos provoca infecção urinária?
Cristina, 28 anos, CampinasSempre se proliferam e-mails e boatos a respeito disso. As evidências científicas não sustentam estes boatos. O tampão simplesmente absorve o fluxo menstrual sem interferir na quantidade do sangue expelido o que não causa nenhum risco a mulher.
Paulo Ricardo, 53 anos, AmericanaHomens com antecedentes familiares de câncer da próstata tem maior chance de desenvolver a doença. Nos casos hereditários, o câncer se manifesta mais precocemente, muitas vezes antes dos 50 anos.
Infecção urinária pode impedir a ereção?
Jorge, 33 anos, Santa BárbaraNão. Há quatro causas principais da falta de ereção. 90% dos homens o problema é emocional. Os 10% restantes apresentam uma disfunção orgânica que pode ser vascular de origem arterial, hormonal e, em pequeno número, resultado de alterações na anatomia do pênis.
Tenho uma colega que retirou o útero. Ela tem possibilidade de engravidar?
Cássia, CampinasOs avanços da reprodução assistida ampliam as possibilidades de gravidez em mulheres que não tem útero. Uma mulher pode engravidar sem ter óvulos, útero e até sem um parceiro. Tudo isso a partir das técnicas de reprodução de inseminação artificial.
Só se perde a fimose por meio de cirurgia?
João Paulo, CampinasNos primeiros meses de vida, existe uma aderência natural do prepúcio à glande do pênis. Porém, até os três anos, essa aderência desaparece na grande maioria dos meninos. Em outros há a necessidade da cirurgia, que ocorre por volta dos 7 aos 10 anos de idade.
Se minha esposa iniciou a menstruação no dia 2 de abril, como saber qual o período que ela estará mais fértil para engravidar?
Raicam, São Paulo
No dia em que menstruar, some o número de dias referentes à metade do seu ciclo menstrual para obter o seu dia fértil. Se o ciclo dela for de 28 dias e ela menstruar no dia 02/04, o seu dia fértil será no 14º dia contados a partir do dia 02/04, ou seja, dia 16/04.
Se a minha namorada já toma a segunda cartela da pílula e eu gozar sempre dentro, ela tem perigo de engravidar?
Raimundo, Campinas
Tomar corretamente o anticoncepcional, conforme indicado pelo medicamento e prescrito pelo médico, a partir do primeiro dia em que se tomou, já se faz efeito. O período estimado para a eficácia do anticoncepcional é após a segunda cartela, mas 20 dias já garante uma segurança.
Não consigo gozar com meu namorado. Fico com outros pensamentos e não tenho concentração. Ás vezes finjo para agradá-lo, mas não aguento mais a situação. O que posso fazer? - Lúcia – CampinasAbrir um espaço para uma conversar transparente com o namorado sobre sexo deve ser importante. Analisar o que está acontecendo na sua história de vida e criar estratégias e condições para eliminar as preocupações pode colaborar bastante.
Sinto muita vontade de me masturbar quase todo dia, mas tenho medo que isso possa me fazer mau mais tarde. Isto pode acontecer? - Sérgio -SumaréAs idéias que dizem que a masturbação causa males aos indivíduos como esterilidade, impotência, crescimento de pêlos nas mãos, espinha no rosto e no corpo, aumento dos seios nos rapazes, debilidade mental, verrugas, crescimento exagerado do pênis, diminuição do desejo sexual, ejaculação precoce são todos mitos sexuais, ou seja não é verdade. Todos os mitos que se conta contra a masturbação não passam de bobagens e tentativas de promover a repressão e a culpa.
Copyright © 2007 Reginaldo do Carmo Aguiar. Todos os direitos reservados.
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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.
É também colaborador no cursinho pré-vestibular Oficina do Estudante.
Endereço da clínica: Rua Antônio Arruda Camargo, 195 (esta rua é paralela a Norte-Sul atrás do Burger King) CEP: 13092-170.Bairro: Nova Campinas Cidade: Campinas-SP
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Impotência, disfunção erétil, "broxa", impotente? Há soluções para resolver este problema? O que um psicólogo pode fazer para ajudar? Campinas
A estátua de Davi de Michelangelo simboliza o ideal clássico de masculinidade de sua época. Se Michelangelo pudesse refazer a estátua de acordo com a contemporaneidade ele provavelmente faria o Davi com o pênis gigante e ereto.Como se define a disfunção erétil?
Segundo o DSM IV revisado a característica essencial do transtorno erétil também denominado de transtorno de ereção masculina e impotência masculina é a incapacidade ou inabilidade persistente ou recorrente de se obter ou manter uma ereção adequada e satisfatória para o desempenho até a conclusão da atividade sexual. É um transtorno muito comum: estima-se que cerca de 300 milhões de homens sofram de transtorno erétil em todo o mundo.
Existe algum ciclo que define um padrão sexual normal? E em que fase deste ciclo o psicoterapeuta deve atuar?
Há um ciclo sexual com cinco fases bastante distintas e definidas. São elas:
a) desejo - ocorre depois que um indivíduo vê uma pessoa atraente ou em reação a uma insinuação que a faz pensar em sexo. É importante esclarecer que as fantasias sexuais podem ocorrer na ausência de qualquer insinuação sexual.
c) platô/ereção – o organismo estabiliza-se excitado. A fase refere-se a um breve período de tempo antes do orgasmo. Aqui, a respiração se torna mais rápida e os músculos se tornam mais tensos. O pênis, que alcança ereção completa durante a fase de excitação, mostra um leve aumento em sua circunferência durante este estágio. Um aumento no tamanho testicular se torna aparente. A glande se incha e os testículos se alargam.
Na iminência do orgasmo, um fluído pré-ejaculatório originado na glândula de Cowper pode ser secretado e chegar à glande. Frequentemente, ele contém esperma ativo. A aproximação é acompanhada por vermelhidão na face, pescoço, peito e algumas vezes ombros e coxas.
d) orgasmo – fase da descarga das tensões acumuladas. A fase orgásmica está associada com sentimentos de inevitabilidade de ejaculação no homem. A relação sexual culmina e termina no orgasmo, um processo no qual o homem expele sêmen, contendo células espermáticas e um plasma seminal que contém água, sais, nutrientes celulares e metabólitos. A capacidade masculina de produzir e secretar sêmen, assim como de funcionar sexualmente, é dependente de hormônios andrógenos, que circulam no corpo masculino. Como a ejaculação e depois o orgasmo são essenciais para a fertilização, e desde que as respostas masculinas são geralmente mais rapidamente induzidas, o homem alcança o orgasmo mais consistentemente durante o coito do que a mulher. No orgasmo, o pênis se contrai ritmicamente para expelir o esperma e o sêmen, um processo chamado ejaculação.
e) resolução - Diminuição na excitação ocorrida após o orgasmo. O homem entra no período refratário durante o qual as reações não são possíveis por um período de tempo. A vermelhidão se dissipa e a perspiração algumas vezes é vista no período pós-orgásmico. Perda de inchaço do pênis ocorre com a perda de vasocongestão localizada. O escroto se relaxa e começa a aparecer uma diminuição geral da contração muscular.
A disfunção passou a ser caracterizada pela ausência de algumas dessas fases. Sendo função do psicoterapeuta sexual a recuperação do ciclo.
O cérebro tem parte importante na ereção?As reações fisiológicas, psicológicas e comportamentais que acompanham o ato sexual são mediadas por um complexo mecanismo envolvendo:
A resposta sexual masculina reflete um equilíbrio dinâmico finamente regulado entre forças excitatórias e inibitórias. Por um lado o sistema nervoso simpático inibe a ereção enquanto o parassimpático funciona como uma das muitas vias excitatórias.
O que ocorre com o pênis durante o sono REM?
Já a desativação temporária do sistema nervoso simpático aumenta as ereções, como ocorre durante os sonhos. Cinco ou seis vezes por noite, entramos na chamada "fase R.E.M." (iniciais em inglês que significa movimento rápido dos olhos). Numa destas fases, os neurônios do sistema nervoso simpático são "desligados" a partir de um núcleo situado no tronco encefálico, chamado locus coeruleus. As mulheres experimentam enturgescimento labial, vaginal e clitoriano, e os homens têm ereções na fase R.E.M. Especula–se que este mecanismo evoluiu para reenergizar o pênis e o aparelho genital feminino com o sangue rico em oxigênio. Seja qual for a natureza, orgânica ou psicológica, a impotência tem cura e o primeiro passo para a cura é, obviamente,o diagnóstico correto.
Um dos exames realizados para estes diagnóstico é a eletroneuromiografia, ou teste de intumescência peniana noturna, realizada com auxílio de um equipamento denominado Rigiscan, em laboratório de sono. Como todo homem tende a ter ereção dormindo, o aparelho mede a sua qualidade e a quantidade durante a fase do sono chamada REM (sigla inglesa para RAPID EYES MOVIMENT, ou movimento oculorrápido). O equipamento possui dois anéis conectados a eletrodos, colocados em volta do pênis, que analisam a qualidade das ereções noturnas e traçam um gráfico completo. Se as ereções espontâneas forem satisfatórias, isto significa que o sangue chega ao pênis e é corretamente represado. O distúrbio, portanto, tem fundo psicológico.
Quais os efeitos do uso de antidepressivos em relação as funções sexuais?O versátil neurotransmissor serotonina (5-HT) atua neste caso com efeito inibitório. Os neurônios do P.N.G. estão conectados com o “centro de geração de ereções”, enviando seus axônios cujas terminações liberam serotonina. Como a serotonina se antagoniza com os efeitos dos neurotransmissores pró-erécteis, acontece uma inibição das ereções.
Quais as implicações desta descoberta? O consumo mundial de antidepressivos vem atingindo proporções gigantescas, com milhões de pessoas tomando drogas chamadas “inibidores seletivas de recaptação/reabsorção de serotonina” (como o Prozac e o Paxil), que aumentam os níveis deste neurotransmissor. O que é observado como efeito colateral nestes casos é justamente ejaculação retardada ou bloqueada nos homens e desejo reduzido e dificuldade de atingir o orgasmo nas mulheres, fenômenos facilmente compreensíveis quando consideramos a ação inibitória da serotonina no “centro de geração de ereções” medular, via P.N.G.
O cérebro se comunica com os hormônios do corpo?
O hipotálamo é uma estrutura cerebral importantíssima na reprodução, pois faz o papel de intermediar relações entre o sistema endócrino e o S.N.C. Uma região do hipotálamo chamada “area pré-ótica medial” (M.P.O.A. – Medial Preoptic Area), quando estimulada eletricamente ou por meio químico causa ereção em ratos. Essa região parece integrar estímulos de muitas partes do cérebro fazendo parte dos circuitos nervosos que organizam padrões mais sofisticados de comportamento sexual. Em modelos animais, evidências apontam que pode estar envolvida no reconhecimento do parceiro sexual, por exemplo.
O núcleo paraventricular do hipotálamo funciona como um centro de processamento que envia e recebe sinais de diferentes partes do cérebro e medula espinhal. Ocorre liberação de oxitocina quando estamos sexualmente estimulados. Este neurohormônio é conhecido pela capacidade de produzir lactação e contrações uterinas, já tendo sido apelidado de “neurohormônio do amor”, pelo envolvimento na ligação (bonding) de par e mesmo social (social attachments). O toque físico eleva a ocitocina, daí a contribuição da massagem na erotização em ambos os sexos. Níveis elevados deste neurohormônio promovem o impulso de tocar, o comportamento afetuoso e parental.
A oxitocina tem um poderoso efeito pró- erétil no homem, ligando-se a receptores e estimulando as vias nervosas que vão do centro de geração de ereções na medula até o pênis. A ejaculação é acelerada, a sensibilidade do pênis é aumentada e aumenta a receptividade sexual em ambos os sexos.
Qual a incidência do problema de disfunção erétil no Brasil? E quantos procuram ajuda?
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) a disfunção erétil atinge entre 10 a 50 % da população. E tende a aparecer como episódio isolado ao menos uma vez na vida. Estima-se que no Brasil existam 10 milhões de homens com algum grau de dificuldade de ereção.
Apenas cerca de 30% buscam atendimento profissional.
Quais fatores relacionados a saúde do indivíduo influenciam na disfunção erétil?
Problemas físicos/orgânicos como: estreitamento dos vasos sanguíneos (arterosclerose), hipertensão, diabetes, deficiências hormonais, distúrbios neurológicos, patologias penianas e problemas circulatórios são os principais problemas que aparecem em clínicas especialistas . A isso soma-se o uso freqüente do cigarro e o alcool que tem demonstrado em diversas pesquisas que vem afetando o desempenho sexual dos indivíduos. Contudo, mesmo um homem com saúde impecável está sujeito a sofrer um bloqueio mental na cama. Quanto mais jovem a pessoa afetada, tanto mais as atenções se voltam para fatores psicológicos. Muitos urologistas despreparados buscam atribuir os distúrbios de ereção apenas a causas orgânicas. Apesar de um grande número de pesquisas médicas relacionarem a disfunção erétil exclusivamente a fatores orgânicos, relegando os fatores psicológicos a segundo plano, não é isto que se observa na prática clínica. Na verdade em 80% dos homens com este problema as causas são de natureza psíquica. É difícil as pessoas entenderem que a história de vida delas é construída a partir de ambientes dos mais diversos que ela viveu e que aprendeu informações adequadas e inadequdas e isto altera a sua interpretação de determinadas situações que podem afetar seus desempenhos sexuais. Logo, a perturbação orgânica é apenas uma expressão de uma interpretação inadequada fundada em crenças e regras disfuncionais desenvolvidas a partir de uma história de contingências de reforçamento (aprendizagens durante a vida) .
O que é o Viagra e como atua o Viagra?
O Viagra é um nome comercial do componente ativo que é o Citrato de Sildenafil, é um composto que mimetiza o óxido nitroso que atua diminuindo a ação de uma enzima que decompõe um dos agentes químicos que mantém os músculos relaxados, mantendo o sangue no pênis. Portanto, a ação do Viagra é diretamente no pênis, mas necessita ainda do estímulo psicogênico (libido). Em um de cada três casos, o efeito potencializador da ereção permanece demasiadamente fraco. Estão em estudo drogas de uma nova geração que irão agir diretamente no cérebro e que prometem ser mais eficazes.
O homem que faz uso de medicamentos orais para tratamento da ereção, sem acompanhamento psicológico, dificilmente aprende a lidar com sua real dificuldade sexual, cada vez mais presente na vida dos casais, e acaba, em alguns casos, indiretamente dependente do medicamento. Também percebe-se nesses clientes a perda da referência de como ocorre uma ereção “normal”, já que a droga gera uma grande facilidade para se obter ereção.
O que o profissional da Psicologia pode fazer para ajudar este indivíduo com o problema da disfunção erétil?
a) Fazer uma avaliação psicológica centrada na entrevista comportamental. Isto para conhecer o histórico da pessoa, suas necessidades, esperanças e preocupações. E Identificar a auto imagem e as expectativas de desempenho do indivíduo.
b) Dar aconselhamentos e ensinar exercícios para realizar em casa: exercícios de relaxamento, massagens, carícias mútuas (casal) etc. Isto com o objetivo dos parceiros sexuais reaprenderem a se confrontar sem medo e a experimentar o contato físico como algo agradável e natural.
c) Discutir questões relacionadas a comunicação interpessoal, bem como à assertividade. Caso sejam precárias instalar repertório de comportamentos mais assertivos.
d) É função do psicoterapeuta: distribuir as responsabilidades entre os parceiros sexuais, estimular o indivíduo a fazer uso de suas fantasias, mudar a visão sobre o sexo extremamente genitalizada, para uma visão mais lúdica, prazerosa e descomprometida de normas e regras.
e) Eliminar regras como: “Sexo só faz sentido com penetração e orgasmo”; “A ereção deve ocorrer rapidamente ao menos contato sexual”; “A(o) parceira(o) só terá prazer se eu tiver uma boa ereção etc". E propor regras mais adaptadas como: "Prazer antes da excitação", "Sexo não envolve performace".
É importante deixar claro que a psicoterapia sexual não é uma prestação de serviços como a que se recebe num cabeleireiro, onde se senta, e deixa-se que façam o trabalho e pronto. Na psicoterapia o cliente tem que participar ativamente das atividades durante o processo de tratamento.
O que o profissional da Medicina pode fazer para ajudar este indivíduo?
Exames laboratoriais entre eles: Dosagem hormonal de glicose, de colesterol e triglicéris. A eletroneuromiografia ou teste de intumescência peniana noturna. Este equipamento mede a qualidade e a quantidade de ereções penianas durante o sono. Isto elimina a probabilidade de ser uma causa estritamente orgânica. Outro recurso é o Duplex scan ou ecodoppler peniano, que mede o fluxo arterial do pênis e identifica eventuais obstruções.
Quais são as causas psicológicas da disfunção erétil?
Essa disfunção tem muitas causas, que vão desde fatores puramente fisiológicos, até o estresse e outros mecanismos psicológicos. O transtorno erétil é chamado psicogênico quando o organismo funciona adequadamente quanto à fisiologia sexual, mas apresenta um transtorno na ereção sob determinadas circunstâncias. Citarei duas causas bastante oportunas:
Inicialmente é importante enfatizar o ambiente que o indivíduo está inserido. E depois constatar o clamor pela capacidade de desempenho e por potência sexual em detrimento ao prazer da intimidade física em si que é hoje onipresente na nossa sociedade. A obrigação imposta por uma ereção e uma ejaculação leva o homem a uma enorme pressão, a qual acaba, paradoxalmente, por interferir no mecanismo de ereção. A publicidade se vale cada vez mais de imagens e símbolos com carga sexual para vender automóveis, lâminas de barbear ou cerveja. Por toda parte, os meios de comunicação falam em sexo “bom” ou “melhor”, como se não pudesse desfrutar do sexo ruim ocasionalmente. Desse modo, é comum que já na puberdade se sedimentem nos homens mitos sexuais irrealistas: só quem é capaz de fazer sexo muitas vezes ou demoradamente vale alguma coisa. E no amor não há lugar para fraquezas ou medos. Homens com problemas de potência sexual muitas vezes dão a esses mitos créditos acima da média. Como em tudo na vida contemporânea, também no sexo o que conta é apenas o desempenho. Assim também a idéia que os homens fazem das exigências sexuais femininas é, com freqüência exagerada. O resultado é, que tão logo se abre o caminho para um contato sexual, eles se observam e se avaliam de fora, como se fossem outra pessoa, e consequentemente se intimidam. Diante desta ideologia que multiplica incapacidades, gerando frustrações, mas prometendo um mundo de emoções, deparamo-nos com o cliente que apreesenta a queixa sexual, presa fácil desse sistema. Logo expectativas de desempenho, profecias auto realizadoras, regras inadequadas instalam o comportamento desadaptado.
Um segundo ponto importante, que é conseqüência do primeiro, é que o comportamento adotado na hora do ato sexual é um dos principais fatores na falha sexual. Há uma regra de que a o prazer decorre da ereção. Ou seja a ereção vem primeiro e depois o prazer. Dessa forma, somente sentem prazer quando excitados, mas a excitação deve ser conseqüência do prazer sexual e não ao contrário.
Em humanos e algumas espécies, as ereções são hemodinâmicas, dependendo de um fluxo aumentado de sangue e do bloqueio da saída. Em roedores e outros animais, as ereções são musculares, acionadas pela contração de músculos específicos. As ereções hemodinâmicas tem a desvantagem de serem mais lentas do que as musculares, mas em compensação duram mais.
O estresse patológico (distress) acarreta duas conseqüências imediatas importantes para as funções sexuais masculinas. A primeira está ligada ao fato de que o estresse e a ansiedade implicam em predomínio da atividade simpática, e ereções necessitam do sistema nervoso parassimpático ativado, resultando deste descompasso autonômico uma disfunção erétil psicogênica. Segundo, se um sujeito estressado e ansioso consegue a ereção, cognições negativas podem bloqueá-la ou um acionamento simpático pode levar a ejacular antes do tempo (ejaculação precoce).
Segundo o neurocientista Robert Sapolsky, mais da metade das visitas masculinas a consultórios médicos por queixas de disfunção erétil se devem à impotência psicogênica(psicológica) e não orgânica. Nas disfunções orgânicas, não ocorrem ereções durante o sono R.E.M., quando o sistema nervoso simpático é desligado momentaneamente pelos neurônios do locus coeruleos. Com a ativação simpática excessiva, a ereção simplesmente não ocorre. Uma ampla gama de espécies animais exibe enorme sensibilidade ao estresse, não conseguindo ereções nestas condições.
Um dos fatores mais influentes na etiologia do T.E. psicogênico é a interação que se estabelece entre o processamento cognitivo do sujeito e microssurtos de adrenalina e ativação simpática. A reação de luta ou fuga envolve uma imediata paralisação das atividades do organismo que não são prioritárias para a sobrevivência. Nossos antepassados, quando sob ameaça, só conseguiram sobreviver inibindo respostas como alimentação, sono e sexualidade e adaptando-se a demanda momentânea com o conjunto de reações que facilita o ataque ou a defesa. Nessa situação, nosso comportamento fica voltado ao que seria prioritário, deixando o sexo para depois.
No entanto, processos cognitivos podem levar à percepção de ameaças (reais ou fantasiosas) e desencadear um microssurto de adrenalina em resposta a seqüências de pensamentos, mesmo na ausência de um perigo externo objetivo. O medo de não conseguir uma ereção frente a uma garota atraente e sexualmente agressiva pode ocasionar secreção de adrenalina e acionamento do sistema nervoso simpático, o que derrota facilmente uma ereção, fechando um circuito de retroalimentação negativa. A queda da responsividade do pênis alimenta pensamentos catastróficos (associados à rejeição, depreciação, ridicularização, abandono, etc) que aumenta o fluxo de adrenalina no sistema, impedindo completamente qualquer possibilidade de ereção.
Ou seja, cognições levam a respostas fisiológicas cujos efeitos retroalimentam cognições mais ansiogênicas, que desencadeiam por sua vez reações mais intensas e assim por diante, estabelecendo uma disfunção erétil mesmo em um organismo perfeitamente apto (a presença de ereções durante o sono pode fornecer evidência objetiva), nos demais aspectos, ao desempenho sexual satisfatório.
O que deve ficar claro é que o estresse não causa disfunção erétil. O que causa disfunção erétil é a interpretação feita diante de um estímulo como estímulo ameaçador e a maneira como se comportam diante do sexo apenas como desempenho (alívio) e não como satisfação.
Qual o melhor tratamento psicológico para o tratamento da disfunção erétil?A terapia comportamental é o mais indicado neste caso porque tem demonstrado em pesquisas resultados mais eficazes, uma vez que trabalham identificando e modificando os pensamentos, regras e crenças disfuncionais que são estímulos inadequados para respostas respondentes (fisiológicas) que disparam a adrenalina, além de procurar substituir os condicionamentos mal adaptados estabelecidos por aprendizagem em experiências de fracasso anteriores por novos padrões comportamentais. Os condicionamentos de medo e ansiedade, associados à experiências sexuais negativas anteriores podem ser decisivos, fazendo a amígdala disparar quando existe reconhecimento de estímulos presentes nas situações originais. As psicoterapias comportamentais fazem um trabalho para resignificar as informações contidas na amígdala.
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segunda-feira, 13 de agosto de 2007
EJACULAÇÃO PRECOCE Campinas
Alguns autores adotam, em sua prática clínica, o conceito de ejaculação precoce como sendo a incapacidade de reter voluntariamente a ejaculação. Sendo assim, todo aquele que ejacula antes do desejado, por não inibir voluntariamente a ejaculação, padeceria de ejaculação precoce. Entretanto, isto só é considerado um problema a partir de duas variáveis: a duração e a freqüência deste comportamento. Um jovem, por exemlpo, que teve ejaculação precoce nas primeiras vezes da relação sexual ou um homem que ocasionalmente ejacule prematuramente não quer dizer que sofram de ejaculação precoce.
Etiologia do problema
A etiologia do problema deve supor um conjunto de fatores que somados proporcionam a ejaculação precoce, entre eles:
1) Componente de aprendizagem. Os homens se condicionariam a uma fácil e rápida ejaculação, estabelecendo este padrão de comportamento sexual por toda vida.
2) Componente genético. Há uma predisposição genética para este sintoma.
3) Componente fisiológico. Há uma origem fisiológica. (hipersensibilidade peniana, por exemplo).
4) Ansiedade. Pessoas que tem pouco repertório comportamental para lidar com suas dificuldades cotidianas tem maior probabilidade de ter como produto a queixa de ejaculação precoce.
5) Fatores comportamentais como a falta de assertividade nas contingências sociais e principalmente nas contingências sexuais. Talvez seja um dos mais marcantes na dificuldade do controle ejaculatório. Segundo pesquisas mais de 50% das pessoas com ejaculação precoce apresentam queixa de assertividade sexual e nenhum controle da relação sexual em geral. Suas parceiras decidiam como e quando fariam sexo, bem como se deveriam ou não fazer tratamento.
6) Aprendizagem do controle ejaculatório. Se um homem adotar um comportamento sexual em que ele não se preocupe em aprender a controlar e a perceber as sensações que antecedem o orgasmo, dificilmente não terá problemas de relacionamento com as (os) suas (seus) parceiras (os), como também se esse homem adotar uma postura de excessiva preocupação (ansiedade) com o seu controle ejaculatório, é possível que, por vezes, ele ejacule sem antes ter atingido a totalidade de sua excitação.
7) Privação sexual. Ficar um longo tempo sem sexo provavelmente aumentará a excitação e a probabilidade da pessoa não controlar a ejaculação será maior. Nos caso dos jovens que não tem rotina sexual a privação sexual soma-se a ansiedade devido a contingências de falta de experiência, medo de mau desempenho, inibição diante da parceira podem criar um estado de ansiedade intensa que leva o jovem a ejacular rapidamente.
O tratamento em conjunto psicoterápico e farmacológico tem dado resultados mais rápidos e eficazes.
Tratamento comportamental:
1) Informações sobre o histórico do paciente.
2) Análise das Contingências de Reforçamento. Fazer uma análise comportamental para entender o ambiente e as respostas comportamentais emitidas pelo indivíduo ao decorrer da sua vida, neste sentido entender a história de vida do sujeito a partir dos dados trazidos para a sessão.
3) Informações diretamente aplicáveis a seu problema sexual específico, essas informações são relacionadas ao tipo de sentimento do paciente, envolvendo origens históricas e culturais, mitos, preconceitos, dados de freqüência que o mesmo problema ocorre na população, fisiologia, etc.
4) O uso de técnicas comportamentais vai depender de uma boa análise funcional dos comportamentos do paciente. E as técnicas mais utilizadas são:
a) Treinamento de habilidades sociais e treino de assertividade sexual.
b) Técnicas do pare e reinicie (também chamada parada e partida). O homem aprende a tolerar níveis elevados de excitação sem ejacular. Esta é uma técnica para aumentar o controle ejaculatório. Esta técnica pode ser feita sem parceira sexual.
c) Reestruturação cognitiva. Geralmente as pessoas com este problema tendem a ficar sob controle dos órgãos genitais e não no prazer da relação sexual. Neste sentido é interessante um trabalho que o sujeito mude a sua atenção. Outra coisa que ocorre é uma resposta emocional negativa durante a relação sexual que deve ser modificada.
d) Técnicas de relaxamento. Usado para diminuição dos comportamentos respondentes relacionados a ansiedade.
5) Acompanhamento terapêutico semanal para evitar recaídas.
O resultado do tratamento será melhor se o paciente participar ativamente do processo terapêutico e se puder contar com a participação da parceira. Em certos casos, entretanto, o problema não está no tempo que o homem leva para ejacular, mas na dificuldade que um terço das mulheres tem para atingir o orgasmo.
Em suma a terapia comportamental tem por objetivo o reaprendizado e recondicionamento de comportamentos de auto controle ejaculatório.
É importante lembrar também que as técnicas não são usadas aleatoriamente, é necessário antes uma boa análise do caso. Isto quer dizer que não existe receita de bolo pronta para resolver o problema da ejaculação precoce. E o uso da técnica pela técnica não resolve nada. Devemos lembrar que as pessoas são únicas porque estão inseridas em ambientes distintos. Neste sentido um bom acompanhamento médico de um especialista de preferência em urologia para uma análise médica e prescrição medicamentosa adequada e um psicólogo comportamental para uma boa análise funcional e procedimentos adequados do caso é fundamental para um tratamento mais eficaz.
Sou o João(nome fictício) de Santa Catarina, tenho 23 anos.
Sofro de E.P (chamado de inicial, pois sempre tive esse problema)
Já procurei tratamento na minha região mais todos os medicos me passaram a mesma receita: o uso de Clomipramina, pois meu problema é psicologico.
Com o uso de Clomipramina me ajuda muito, porem me da uns fortes efeitos colaterais, como tontura, diarreia...
Já estive até em Curitiba na Boston Medical Group, fazendo exames... e nada foi contatado...
Tambem estou convicto de que meu problema é psicologico... pois na masturbação consigo controlar a ejaculação normalmente.
Na relação se estou bem calmo e tento controlar a respiração, consigo retardar a ejaculação.
Comprovei que ate mesmo, mascar um simples chiclet´s me auxilia em algumas vezes.
Mas nao é sempre que consigo.
Entao.. Gostaria de saber se o Dr. poderia me indicar algum outro medicamento que ajudasse, que eu pudesse testar e que nao me desse tantos efeitos colaterais!
Grato!
Resposta do Reginaldo:
Fico muito sensibilizado com seu problema. Trabalho a algum tempo e há muitas pessoas que tem o problema de Ejaculação Precoce e tem muitos que tem os efeitos indesejados com o uso da Clomipramina que é um anti- depressivo tricíclico.
Gostaria de dizer que a minha formação é em Psicologia. Desta forma não poderia de forma alguma te indicar algum medicamento. Há questões muito éticas e sérias em relação a isso. Estes medicamentos são controlados e apenas os médicos podem prescrever. O que posso te informar é o seguinte:
A) O uso de técnicas de respiração podem não ser tão eficazes se principalmente não foi indicado por um profissional competente da Psicologia. Algumas pessoas com respiração resolvem o seu problema, muitas outras não. O uso do cliclete para mim é novidade. Para um melhor tramento indico vc procurar um profissional da Psicologia Comportamental perto de vc (psicoterapeutas comportamentais ou cognitivos). O trabalho deles foca bastante o problema, é mais direto do que de outros profissionais da Psicologia. O profissional da Psicologia vai poder ter tempo de te ouvir com mais cuidado e zelo o seu problema, fazer uma boa análise da sua história de vida e do seu problema (entrevista comportamental) e usar procedimentios mais adequados, passar técnicas adequadas etc. Não sei vc sabia meu caro João, mas tem pessoas que não funcionam com medicamentos e por isso um tratamento psicológico é fundamental. O tratamento em alguns casos começa com um medicamento e com a psicoterapia, ao decorrer da Psicoterapia com a melhora dos resultados o médico vai diminuindo a dosagem do medicamento até parar com o medicamento. Vc tem que ficar ciente de que é importante não depender do medicamento.
B) Este medicamento que vc toma traz bons resultados, mas como ele é um medicamento antigo ele proporciona efeitos colaterais intensos, por isso procure um médico competente próximo da sua casa para lhe indicar um medicamentos descobertos na década de 90. Estes tipos de medicamento (tarja preta) agem no Sistema Nervoso central por isso de preferencia aos médicos com formação em Psiquiatria e Neurologia.
Espero ter te ajudado.
Um grande abraço amigo

