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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Entrevista a Rede Família para falar sobre "Traumas amorosos"

Veja a matéria em vídeo editada pela emissora: http://www.youtube.com/watch?v=ApHkgNk6Y9A
Para acessar o site: http://www.comportamentosaudavel.com.br/

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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Terceiro encontro com os alunos do terceiro ano do Ave Maria






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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Mineiros chilenos e traumas.

Participação ao vivo do programa Alô TVB com o apresentador Jair Duprat para falar sobre traumas e o que poderia acontecer com os mineiros que estavam soterrados no Chile. O programa foi ao vivo no dia 18-10-2010.




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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.

Entrevista Revista Atrevida sobre vestibular

Imagens do material que foi publicado.


Entrevista concedida a Rita Trevisan e Giovana Pessoa, jornalistas da revista Atrevida da editora Escala. A matéria é sobre vestibular e Enem (O futuro: aí vou eu!), a questão da escolha profissional e da "tensão pré-vestibular" e como lidar com isso.
A revista é destinada a um público mais jovem. 
As respostas aqui estarão parciais por questões autorais. A revista editou a entrevista e foram publicadas 6 páginas na segunda quinzena de outubro de 2010 (As imagens acima são das capas e do material das 6 páginas já publicadas).

1) Por que os vestibulandos sofrem tanto com essa Tensão Pré-Vestibular?
O vestibular é um evento aversivo porque para muitos ele pode significar fracasso. A tensão do vestibulando está relacionado as...

2) Até que ponto esse estresse ou ansiedade é normal?
A ansiedade anormal envolve níveis mais elevados, é mais intensa, é mais crônica (período prolongado) e desproporcionalmente maior à sua causa aparente. Se a ansiedade do indivíduo é “comum” ou “normal”, o seu desempenho logo é aumentado no decorrer da tarefa ou atividade, no entanto, se a intensidade...

3) O que fazer quando começa a atrapalhar o rendimento do jovem nos estudos e na vida pessoal?
O vestibulando muito ansioso precisa procurar conhecimento sobre as causas de sua ansiedade e fazer uso de algumas técnicas para diminuir sua ansiedade. Neste sentido, ele...


4) Em que os hábitos alimentares e a pratica de exercícios físicos interferem nesse periodo de estudos?
O que comemos influencia a nossa inteligência. E neste sentido, o cérebro é o órgão mais exigente do nosso corpo. E mantê-lo adequadamente alimentado favorece mecanismos cognitivos e mnemônicos (estratégias para lembrar). Há diversos estudos sobre...
5) Que hábitos o estudante deve adotar para livrar-se do estresse ou alivia-lo?
Os hábitos de prevenção do estresse, envolve: concentrar-se em apenas uma tarefa de cada vez, entender que princípios ou regras rígidas e convicções fechadas podem ser um grande peso, ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente...

6) É verdade que praticar Yoga e Pilates melhora a concentração, o rendimento e o desempenho do candidato na hora da prova? Quais os efeitos comprovados?
Vários estudos neurocientíficos comprovam que praticar relaxamentos, meditações (entre elas a Yoga) e Pilates frequentemente durante o...

7) Como aliviar o nervosismo na hora da prova? É possível dar dicas para as leitoras se prepararem para o vestibular? Como se manter relaxado?
Conversar com as pessoas antes do vestibular como forma de desfocar a atenção do vestibular, fazer determinados relaxamentos, planejar como será...

8) Qual a melhor forma de estudar?
A melhor forma de estudar envolve:
a) Criar uma programação de estudos de acordo com suas necessidades e possibilidades de tal forma que todas as matérias sejam estudadas. Porém, você deverá se dedicar mais àquelas que encontrar maior dificuldade. Só iniciará pelas mais fáceis ou mais prazerosas quando estiver desanimado.
b) Além de estudar, não deixe de lado as atividades sociais e de lazer. Estas ajudam a deixar a cabeça legal para os estudos. Sábado a noite e domingo o dia todo, por exemplo, são momentos para não estudar.
c) Praticar algum tipo de esporte também serve para relaxar e manter o corpo com boa disposição. Dê preferência aqueles esportes que lhe proporciona prazer. A atividade física constante aumenta a capacidade de memorizar e raciocinar...

9) A sobrecarga de estudos pode prejudicar o vestibulando?
A sobrecarga de estudos pode prejudicar o vestibulando, as células do cérebro são semelhantes as células musculares de nossos...

10) Como saber o seu limite para aproveitar ao máximo seus estudos sem se sobrecarregar?
11) O que fazer na véspera? Como dividir o tempo durante a prova? É possível fazer um planejamento? Como? O que comer no dia? O que vestir no dia?
12) Como saber se estou escolhendo o curso certo? Como descobrir se tenho vocação para aquilo que estou me propondo a fazer?
13) Até que ponto a opinião da família e dos pais deve influenciar a escolha profissional?
14) Devo avaliar a questão financeira antes de escolher a carreira?
15) Que outros fatores devem pesar na escolha?

16) Como escolher uma boa faculdade?

17) Devo escolher a profissão de acordo com as matérias em que me destaco na escola?

18) Em testes vocacionais normalmente dividimos as profissões em grupos: exatas, humanas e biológicas. É correto incluirmos um novo grupo para as profissões relacionadas à tecnologia, na sua opinião? Ou ela está no grupo das ciências exatas?
19) Quais são as profissões mais promissoras hoje e que devem crescer nos próximos anos?

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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.

Fobias, medos e ansiedades

Reportagem com reporter da PUC Campinas sobre fobias, medos e ansiedades.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Programa de televisão para falar sobre fobias, medos e ansiedades.

Participação do Programa de televisão Vida e Saúde com o apresentador Frei Rinaldo Stecanela da Emissora Tv Século 21 para falar sobre "Fobias, medos e ansiedades". O programa foi ao ar ao vivo no dia 02-08-2010 para todo o território brasileiro.
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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental, analista do comportamento e estudioso das Neurociências.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Programa de televisão para falar sobre fobias

Participação do Programa de televisão Alô TVB com o apresentador Jair Duprat da Emissora TVB afiliada ao SBT para falar sobre Fobia de Avião e outras Fobias Específicas. O programa foi ao ar ao vivo no dia 06-05-2010 para Campinas e região.




Humorista do programa A praça é nossa do SBT estava presente.
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Reginaldo do Carmo Aguiar é Analista do Comportamento, psicólogo clínico e estudioso das Neurociências.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

"Dicas do que os alunos podem fazer um dia antes de prestar o vestibular".

Entrevista realizada por Isabel Teruiya (Mackenzie) para uma revista de São Paulo.
1. Estar tranquilo é fundamental para fazer o vestibular, mas é difícil estar calmo em um momento decisivo como esse. Então, o que se pode fazer para amenizar o nervosismo?
Um vestibulando precisa aprender a ser um estrategista tendo sempre em mente um planejamento, seja antes, seja durante o vestibular. Abraham Lincoln teria dito que, se tivesse oito horas para cortar uma árvore, gastaria várias dessas horas apenas para afiar seu machado. Além disso, o vestibulando precisa entender que princípios, regras rígidas e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca. A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente. Acrescentaria ao estudante aceitar a condição de tensão que é comum nos desafios durante a vida. E lembrar, sobretudo, que a verdadeira competição envolve ele com ele mesmo.

2. Por que acontecem os famosos “brancos” na hora da prova? Existe alguma maneira de evitá-los?
Os “brancos” acontecem porque a emoção do indivíduo está se sobrepondo a sua razão. Mas, dizer só isso não é suficiente. O “branco” é resultado ou produto da falta de repertório para lidar com a situação, ou seja, a pessoa não sabe como se comportar em uma condição adversa e por isso naquele momento fica mais sob controle da ameaça (receber uma provável punição) do que da prova. Ou seja, o vestibulando não estudou e por isso não sabe o que fazer durante a prova. Além disso, ele tem um histórico de vida de críticas quando errava ou era muito cobrado por desempenho. Logo, ele entrará em estado de ansiedade (“branco”) pela condição provável de punição (críticas).
Um jovem vestibulando, por exemplo, que tem em casa um pai austero, crítico e exigente tem altas chances de sentar na cadeira e não conseguir resolver uma questão da prova do vestibular e acabar paralisando–se (“branco”), diminuindo a compreensão das questões e por isso tendo dificuldade para resolver as questões. A dificuldade na questão é um sinal ou informação de que receberá a punição (crítica) do pai. É importante lembrar que há também o medo pela crítica social.
Se a ansiedade do indivíduo é “comum”, o seu desempenho logo é aumentado no decorrer da tarefa ou atividade, no entanto se a intensidade da ansiedade aumentar a partir de um limiar, seu desempenho começa a cair. Imagine, por exemplo, um estudante no vestibular, se ele tiver uma ansiedade “comum” ele fará a prova e ficará atento e usará todo seu potencial para resolvê-la. Todavia, se sua ansiedade estiver alta bloqueará seu raciocínio e aumentará as chances de diminuir o desempenho durante a avaliação. Assim, a partir de um limiar quanto maior a intensidade da ansiedade menor será o desempenho intelectual do indivíduo.
Uma pessoa evita o “branco” tendo repertório acadêmico (estudando para as provas), tendo repertório de enfrentamento (experienciando o maior número de provas, simulados ou passando por situações aversivas graduais acadêmicas e sendo bem sucedido) e/ou fazendo uso de operações motivacionais (Tendo regras do tipo: “Eu consigo”, “Fiz o possível para chegar até aqui”, “Vou fazer o melhor de mim” etc.). E por fim, aprendendo a lidar com figuras sociais importantes da vida da pessoa e com as críticas.

3. Estudar um dia antes do vestibular é benéfico para o estudante? Ele consegue assimilar o conteúdo ou isso o deixa mais nervoso ao constatar que ele não sabe determinado assunto?
Isso vai depender do histórico acadêmico e pessoal de cada um. Tem casos em que a pessoa estuda um pouquinho antes da avaliação e consegue relembrar conceitos. Em oposição, há outros casos que a pessoa acaba ficando mais ansiosa porque fica mais sob controle daquilo que não sabe. Por isso é importante saber como o aluno funciona antes de estudar.

4. Quais são as tarefas mais indicadas para fazer um dia antes da prova?
Em geral, eu aconselho as pessoas a não estudarem na véspera da prova. Elas podem até fazer uma pequena revisão, mas se perceberem que estão ficando ansiosas que parem e procurem atividades alternativas que produzam satisfação e relaxamento para a pessoa (yoga, meditação, jogar vídeo game, assistir a filmes, conversar com pessoas queridas etc.).

5. Estar bem disposto para fazer o teste é importante, portanto quais são os cuidados que se deve ter com a alimentação e com as horas de sono?
Não levante muito tarde. As primeiras horas depois de acordado a nossa compreensão e atenção é menor. O que se sabe é que nosso raciocínio necessita de um aquecimento anterior. Como você deve ter deitado cedo no dia anterior, é provável que você esteja disposto para acordar antes das 10 horas. Além disso, passar muitas horas na cama pode deixá-lo com mais preguiça e fazer parecer que você não dormiu nada a noite inteira. Tome um banho para despertar de vez e parta para um café da manhã reforçado.
O café da manhã sugerido pode envolver: leite com cereais matinais, mamão ou abacaxi. Almoço: Filé de frango grelhado, salada mista (alface, cenoura, batata, vagem e ervilha), arroz e feijão e sobremesa: maçã. Perceba que é uma alimentação leve. Alimentos ricos em gordura dificultam a digestão e acaba causando sonolência.

6. Quanto às roupas, tem alguma dica importante de como os vestibulandos devem se vestir?
Os vestibulares costumam ser demorados e passar 5 horas de prova, mais ou menos, incomodado com o que está vestindo pode atrapalhar seu desempenho. Vista roupas confortáveis e adequadas para o clima do dia.

7. Muitos estudantes têm o costume de levar comida para fazer a prova? Isso é benéfico? E existe alguns tipos de alimentos mais recomendados e menos recomendados para levar no dia do vestibular?
Ficar muito tempo sem se alimentar pode até causar desmaios, o que não seria nada agradável nessas horas de vestibular, não é? Para passar pela maratona de 5 horas do vestibular é sugerido que o vestibulando leve para a prova: Água, sucos de caixinha, bolachas água e sal, sanduíche natural, barrinhas de cereais e frutas. Procure evitar o chocolate, porque aumenta a sede. Evite coisas que sujem as mãos, para não acabar sujando as folhas das provas ou o cartão de respostas. Leve as frutas já sem cascas para não pagar o mico de ficar descascando mexerica, laranja etc no meio do exame. Parece engraçado, mas isso acontece muito. Esqueça o chiclete. Ele aumenta a liberação de ácidos no estômago o que pode provocar mal-estar. E consuma balas com moderação.

8. Há mais alguma dica que você acha importante mencionar para os estudantes?
a) Local da prova: Quem se inscreveu direitinho no processo seletivo da universidade recebeu pelo correio, ou pôde conferir pela internet, o lugar em que faria o vestibular. Não adianta ir conferir esse documento com uma hora de antecedência da prova e descobrir que o seu local é em uma cidade a duas horas de distância da sua. Era preciso ter feito isso antes. No dia do vestibular você já deve estar preparado, com o endereço em mãos. Mesmo que a sua casa seja pertinho do local do exame, não se esqueça que você pode contar com fatores como trânsito e problemas no carro para atrapalhar. O correto, por precaução, é sair de casa com bastante antecedência.
b) Horário de chegada: É incrível como o tempo, em dias como esses, parece passar voando e por isso é preciso ficar sempre de olho no relógio. Programe-se para conseguir fazer tudo o que precisa em casa e ainda sair com antecedência para não correr o risco de chegar atrasado ao local de prova. No manual do candidato as universidades divulgam os horários de abertura dos portões, do início da prova e a tolerância de atraso. A verdade é que a maioria delas não possui essa tolerância para atrasos e aí, qualquer minutinho poder ser decisivo para te tirar da concorrência. Os fiscais dos vestibulares são rigorosos e fecham os portões pontualmente. Por isso, chegue ao local das provas com uma hora de antecedência, no mínimo. É comum aparecer em jornais televisivos pessoas que não chegaram a tempo.
c) Materiais necessários: Para prestar um vestibular o candidato não precisa de muito material. O máximo é, na verdade, o básico: lápis, borracha, apontador e caneta azul ou preta. Leve mais uma caneta e um lápis se te der mais segurança.Teste a caneta e aponte os lápis. Evite levar estojos enormes, lotados de canetas coloridas e outras coisas que não terão utilidade nenhuma. Caso o processo seletivo que você irá prestar necessite de algum material extra, o manual do candidato indicará... Parece piada, no entanto, muitos vestibulandos esquecem dos principais acessórios para realizar a prova.
d) Documentos: Chegar na sua sala de prova com as mãos abanando não vai adiantar nada. É preciso que você se identifique para que o fiscal tenha certeza de que fez a inscrição e está autorizado a participar do processo seletivo. Para não passar por esse embaraço, separe alguns documentos como ficha de inscrição, carteira de identidade e CPF - há ainda algumas universidades que pedem ao candidato que leve fotos 3x4 no dia do exame. Guarde-os na mochila e só tire-os de lá quando o fiscal pedir.
e) Das mais fáceis a mais complexas: Quando a prova estiver na sua frente, resista ai ímpeto de folheá-la desesperadamente. Divida o tempo disponível pelo número de questões. A resolução da prova deve seguir a lógica do jogo de “pega varetas”: tire primeiro as que estão soltas e só depois tente as mais difíceis. Ou seja, faça uma primeira leitura resolvendo as questões mais óbvias, em seguida parta para as que exigem cálculos mais complexo e uma leitura detalhada e deixe para o fim as que você desconhece.
f) Descanso durante a prova: Se estiver tenso ou cansado mentalmente, dê dois minutos de descanso a si mesmo: é como parar no acostamento e esperar o motor esfriar antes de seguir viagem.
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Fobia em crianças, ansiedade, fobia específica, medo exagerado, fobia infantil, medo infantil, fobia infantil, crianças que tem medo. Campinas

O que é fobia específica?
A fobia é uma espécie de medo acentuado, excessivo, desmedido, na presença ou previsão de encontro com o objeto ou situação que causa ansiedade, num grau elevadíssimo, como por exemplo, no caso do dirigir, em que só em pensar em fazê-lo, a pessoa já se sente ansiosa, mesmo longe do carro. Ou no caso de uma reunião em que a pessoa precisará se expor, arranja uma desculpa e não vai, para não se expor, para não participar, não como estratégia de ação, mas por medo exacerbado.

E as fobias infantis a que estão ligadas?
As fobias infantis, assim como as do adulto, estão ligadas a um temor injustificado e não racional de objetos, seres ou situações, cuja falta de lógica é reconhecida pelo indivíduo, mas o domina repetidamente. Tem como consequência uma inibição no campo da ação e, quase sempre, no campo da representação.


Qual é o comportamento da criança fóbica?
Quando a pessoa se defronta com o objeto que lhe causa fobia, ela pode apresentar intensas reações de medo com alterações neuro-vegetativas associadas a um estado de tensão. Utiliza mecanismos que procuram evitar o objeto, gerando uma limitação do seu campo de ação por meio de esquivas de prevenção. Estas esquivas visam eliminar o objeto que causa fobia. Quando não se pode evitar o agente causador da fobia, reage-se com fuga, o que aumenta a tensão e ainda pode aumentar a fixação fobogênica, bem como o temor de futuras situações equivalentes. A criança procura correr para perto de um dos pais ou de alguém que a faça se sentir protegida. Pode apresentar reações de choro, desespero, imobilidade, agitação psicomotora ou até um ataque de pânico.


Quais as fobias específicas comuns em crianças?
Dentre as Fobias Específicas mais comuns na infância destacam-se as de pequenos animais, injeções, escuridão, medo de fantasmas e monstros, altura e ruídos intensos como o de fogos de artifício e de trovões.
Mas não seria comum as crianças terem medo?
Ter medo é algo comum principalmente na infância a diferença é que essas fobias diferenciam-se dos medos normais da infância por serem reações excessivas, exageradas, não adaptativas e que fogem do controle da criança.

Há alguma diferença entre os adultos e as crianças no que diz respeito a fobia específica?
As crianças apresentam uma grande diferença em relação aos adultos quanto à manifestação da fobia específica. Os adultos, assim como as crianças, não conseguem controlar suas reações perante o seu objeto fóbico, mas reconhecem que isso seja exagerado, ou mesmo absurdo, as crianças não. Para as crianças o pavor que sofrem diante de um inseto, um trovão ou uma bruxa é justificável pois para elas é como se eles realmente oferecessem perigo de morte ou fosse catastrófico. As crianças por serem imaturas não avaliam seus medos não se envegonham de exibí-los pois para elas é muito natural. Contudo, reconhecem que outras pessoas não sofrem dos mesmos medos e resentem-se quando zombam delas por isso. A criança assim como os adultos não conseguem superar seus medos, mas quando se vêem vítimas de maldades de coleguinhas tendem a esconder seus medos e até se isolarem quando a zombaria é frequente.

Quando se deve tratar a fobia nas crianças?
Quando os pais perceberem que a vida da criança e adolescente está ficando limitada e a dificuldade está interferindo nas outras áreas de sua vida.
Todas as fobias tem que ser tratadas?
Algumas fobias não terão necessidade de ser tratadas (por exemplo, se a pessoa tem fobia de cobras, mas mora na cidade, poderá conviver com este fato sem maiores problemas).

Há algum tratamento?
Para as Fobias específicas, o tratamento mais utilizado tem sido a terapia comportamental. Resumidamente, as técnicas utilizadas requerem exposição da criança ao estímulo fóbico, de forma gradual e bem controlada de maneira a produzir a extinção da reação exagerada de medo. A técnica mais empregada é a de exposição gradual ao estímulo, de acordo com uma lista hierárquica das situações ou objetos temidos. Tratamentos baseados na exposição freqüentemente são associados a outras técnicas comportamentais (técnica com demonstração prática pelo terapeuta e imitação pelo paciente durante a sessão; manejo de contingências - identificação e modificação de situações relacionadas ao estímulo fóbico, que não o próprio estímulo; procedimentos de autocontrole e relaxamento).


Há tratamento farmacológico?
O tratamento farmacológico das Fobias Específicas raramente é utilizado na prática clínica, e são poucos os estudos sobre o uso de medicações nesses transtornos.
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Curiosidade sobre a Fobia de tempestade
Chuva, trovões e raios, quando chega o verão, aumentam a ansiedade das pessoas que têm verdadeiro pavor de tempestades. Algumas delas não saem de casa sem antes consultar a previsão do tempo. O problema leva a uma série de limitações na vida profissional e pessoal dessas pessoas devido à esquiva, que é proeminente. Se estiver chovendo, dificilmente se aventuram a sair de casa. Há pessoas que, durante uma tempestade, fecham-se em armários e só se atrevem a sair depois que cessa o fenômeno. Algumas permanecem junto a seus cães de estimação que, como é sabido, também são excessivamente sensíveis aos ruídos de trovões e fogos de artifício. Outras cobrem-se para se sentirem mais protegidas.
Tal fobia, ao contrário do que se possa pensar, é bastante freqüente. Não se trata do medo natural que todos temos das intempéries e desgovernos da natureza, que mesmo existindo não impedem a vida social.
Nestes casos a pessoa vai se recluindo em sua residência até o ponto máximo em que chega a ficar "presa" à própria cama. Muitas vezes são as pessoas erroneamente, diagnosticadas como depressivas, (claro que também haverá frustração e portanto depressão nestes casos). No entanto trata-se de esquiva operante.
As pessoas deste quadro tendem a buscar, solicitar e requisitar que alguns de seus familiares assumam função de cuidadores de si ao menor sinal de chuva.
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Há algumas fobias menos comuns:

1º. Antropofobia - Medo da sociedade humana ou aglomerações.
2º. Telefonofobia - Medo dos telefones
3º. Eleuterofobia - Medo de ter liberdade. Mais precisamente, "aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante de ter autonomia ou responsabilidade"
4º. Urofobia - Medo da urina ou de urinar
5º. Unatractifobia - Medo de pessoas feias
6º. Hipnofobia - Medo de dormir; horror ao sono
7º. Fonofobia - Medo e horror à sua própria voz e pavor de falar alto
8º. Fobofobia - Medo dos seus próprios medos; de ter algum tipo de fobia
9º. Catisofobia - Medo de sentar-se.
10º. Pantofobia - Medo de todas as coisas, ou todos os medos e fobias em um só. Pantofobia, em seu estado máximo, controla o comportamento humano de forma a matar o ser sem causas fisicas reais, ou seja, a Pantofobia induz ao suicídio biológico.
Fonte: Wikipedia

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segunda-feira, 26 de novembro de 2007

TOC, Transtorno Obsessivo Compulsivo, Transtorno Obsessivo-Compulsivo

Breve introdução sobre o TOC
Preocupar-se excessivamente com limpeza, lavar as mãos a todo o momento, revisar diversas vezes portas, janelas ou o gás antes de deitar, não usar roupas vermelhas ou pretas, não passar em certos lugares com receio de que algo ruim possa acontecer depois, ficar aflito caso os objetos sobre a mesa não estejam dispostos de uma determinada maneira... Esses são alguns exemplos de ações popularmente consideradas “manias” e que, na verdade, são sintomas de um transtorno: o transtorno obsessivo-compulsivo, ou TOC. Considerado raro até a pouco tempo, o TOC é um transtorno mental bastante comum, acometendo aproximadamente um em cada 40 ou 50 indivíduos. No Brasil, é provável que existam entre 3 e 4 milhões de portadores. Muitas dessas pessoas, embora tenham suas vidas gravemente comprometidas pelos sintomas, nunca foram diagnosticadas e tampouco tratadas. Talvez a maioria desconheça o fato de esses sintomas constituírem uma doença para a qual já existem tratamentos bastante eficazes. O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) é atualmente classificado como um transtorno de ansiedade pela quarta edição do DSM-IV, e como um transtorno neurótico pelo CID-10. O DSM-IV pauta assim pelos seus critérios sobre o diagnóstico do TOC: a principal característica do transtorno são obsessões e/ou compulsões suficientemente graves para causar repercussão psiquiátrica marcante, consumo considerável de tempo (mais de uma hora por dia) e/ou interferências significativa na rotina habitual do individuo, em suas atividades sociais e interpessoais. Em algum ponto durante o curso do transtorno, a pessoa reconhece que suas obsessões ou compulsões são excessivas e irracionais.
Para fins diagnósticos, o conteúdo especifico das obsessões não pode estar relacionado a outros transtornos psiquiátricos, como pensamentos relacionados a comida ou ruminações de culpa associadas a quadros de depressão.
Há criança tem TOC?
Os critérios diagnósticos para o TOC no inicio da infância são os mesmos, com exceção de que o reconhecimento por parte do individuo de que suas obsessões e/ou compulsões sejam excessivas e/ou pouco razoáveis não é necessário para o diagnostico de TOC em crianças.
O que são obsessões e compulsões?
Podemos definir as obsessões como idéias, pensamentos, imagens ou ações que invadem a mente de forma repetitiva e persistente e aumentam a ansiedade ou o desconforto, e as compulsões como idéias, imagens ou ações que reduzem a ansiedade pela esquiva ou neutralização daqueles eventos.
As obsessões podem ainda ser imagens, palavras, frases, números, músicas, etc. Sentidas como estranhas ou impróprias, as obsessões geralmente são acompanhadas de medo, angústia, culpa ou desprazer. O indivíduo, no caso do TOC, mesmo desejando ou se esforçando, não consegue afastá-las ou suprimi-las de sua mente. Apesar de serem consideradas absurdas ou ilógicas, causam medo, aflição ou desconforto que a pessoa tenta neutralizar realizando rituais ou compulsões, ou através de evitações (não tocar, evitar certos lugares).
Quais são as obsessões mais comuns?
As obsessões mais comuns envolvem:
• Preocupação excessiva com sujeira, contaminação.
• Dúvidas.
• Preocupação com simetria, exatidão, ordem ou alinhamento.
• Pensamentos, imagens ou impulsos de ferir, insultar ou agredir outras pessoas.
•Pensamentos, cenas ou impulsos indesejáveis e impróprios, relacionados a sexo (comportamento sexual violento, abusar sexualmente de crianças, homossexualidade, falar obscenidades).
• Armazenar, poupar, guardar coisas inúteis ou economizar.
• Preocupações com doenças ou com o corpo.
• Religião (pecado, culpa, escrúpulos, sacrilégios ou blasfêmias).
• Conteúdo mágico: preocupação com números especiais, cores de roupa, datas e horários (podem provocar desgraças).
• Palavras, nomes, cenas ou músicas intrusivas e indesejáveis.
As Compulsões ou rituais são comportamentos ou atos mentais voluntários e repetitivos, executados em resposta a obsessões, ou em virtude de regras que devem ser seguidas rigidamente. Os exemplos mais comuns são lavar as mãos, fazer verificações, contar, repetir frases ou números, alinhar, guardar ou armazenar objetos sem utilidade, repetir perguntas, etc. As compulsões aliviam momentaneamente a ansiedade a ansiedade associada às obsessões, levando o indivíduo a executá-las toda vez que sua mente é invadida por um pensamento obsessivo. Por esse motivo se diz que as compulsões têm uma relação funcional (de aliviar a aflição) com as obsessões. E, como são bem sucedidas, o indivíduo é tentado a repeti-las, em vez de enfrentar seus medos, o que acaba por perpetuá-los, tornando-se ao mesmo tempo prisioneiro dos seus rituais.Nem sempre as compulsões têm uma conexão realística com o que desejam prevenir (p ex., alinhar os chinelos ao lado da cama antes de deitar para que não aconteça algo de ruim no dia seguinte; dar três batidas em uma pedra da calçada ao sair de casa, para que a mãe não adoeça). Nesse caso, os rituais são chamados de mágicos.Os dois termos (compulsões e rituais) são utilizados praticamente como sinônimos, embora o termo “ritual” possa gerar alguma confusão, na medida em que praticamente todas as religiões adotam comportamentos repetitivos (rituais) e contagens nas suas práticas: ajoelhar-se três vezes, rezar seis ave-marias, ladainhas, rezar 3 ou 5 vezes ao dia. Existem rituais para batizados, casamentos, funerais, etc. Além disso, certos costumes culturais, como a cerimônia do chá entre os japoneses, o cachimbo da paz entre os índios, ou um funeral com honras militares, envolvem ritos que lembram as compulsões do TOC. Por esse motivo, há certa preferência para o termo “compulsão” quando se fala em TOC.
Quais são as compulsões mais comuns?
As compulsões mais comuns são:
• De lavagem ou limpeza.
• Rerificações ou controle.
• Repetições ou confirmações.
• Contagens.
• Ordem, simetria, seqüência ou alinhamento• Acumular, guardar ou colecionar coisas inúteis.
• Compulsões mentais: rezar, repetir palavras, frases, números.
• Diversas: tocar, olhar, bater de leve, confessarCompulsões MentaisAlgumas compulsões não são percebidas pelas demais pessoas, pois são realizadas mentalmente e não mediante comportamentos motores, observáveis. Elas têm a mesma finalidade: reduzir a aflição associada a um pensamento. Alguns exemplos:
• Repetir palavras especiais ou frases
• Rezar
• Relembrar cenas ou imagens.
• Contar ou repetir números.
• Fazer listas.
• Marcar datas.
• Tentar afastar pensamentos indesejáveis, substituindo-os por pensamentos contrários.
Então o que é o TOC?
O TOC é um transtorno mental incluído pela classificação da Associação Psiquiátrica Americana entre os chamados transtornos de ansiedade. Está classificado ao lado das fobias (medo de lugares fechados, elevadores, pequenos animais – como ratos ou insetos, de alturas), da fobia social (medo de expor-se em público ou diante de outras pessoas), do transtorno de pânico (ataques súbitos de ansiedade e medo de freqüentar os lugares onde ocorreram os ataques, como lugares fechados, aglomerações de pessoas), etc. Os sintomas do TOC envolvem alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), dos pensamentos (dúvidas, preocupações excessivas, pensamentos de conteúdo impróprio ou “ruim”, obsessões) e das emoções (medo, desconforto, aflição, culpa, depressão). Sua característica principal, como já comentamos, é a presença de obsessões e/ ou compulsões ou rituais. Além disso, os portadores do TOC sofrem de muitos medos (de contrair doenças, cometer falhas, ser responsáveis por acidentes). Em razão desses medos, evitam as situações que possam provocá-los. As evitações, embora não específicas do TOC, são, em grande parte, as responsáveis pelas limitações que o transtorno acarreta. Esses são os sintomas-chave do TOC. É importante que você aprenda a identificá-los (objetivo principal desse capítulo), pois, para vencer o transtorno, o primeiro passo é ser capaz de reconhecer todas as suas manifestações.
Vejamos, então, o que são obsessões, compulsões ou rituais, que são os sintomas que caracterizam o TOC.
Avalie a possibilidade de você ser ou não um portador do TOC• Preocupo-me demais com sujeira, germes, contaminação, pó ou doenças.
• Lavo as mãos a todo o momento ou de forma exagerada.
• Limpo ou lavo demasiadamente o piso, móveis, roupas ou objetos.
• Tomo vários banhos por dia ou demoro demasiadamente no banho.
• Não toco em certos objetos (corrimãos, trincos de portas, dinheiro, etc.) sem lavar as mãos depois.
• Evito certos lugares (banheiros públicos, hospitais, cemitérios) por considerá-los pouco limpos ou achar
que posso contrair doenças.
• Verifico portas e janelas mais do que o necessário;
• Verifico repetidamente o gás, o fogão, as torneiras e os interruptores de luz após desligá-los
• Minha mente é invadida por pensamentos desagradáveis e impróprios, que me causam aflição e que nem sempre consigo afastá-los.
• Tenho sempre muitas dúvidas, repetindo várias vezes a mesma tarefa ou pergunta para ter certeza de que não vou errar
• Preocupo-me demais com a ordem, o alinhamento ou simetria das coisas, e fico aflito(a) quando estão fora do lugar.
• Necessito fazer coisas de forma repetida e sem sentido (tocar, repetir certos números, palavras ou frases).
• Sou muito supersticioso com números, cores, datas ou lugares.
• Necessito contar enquanto estou fazendo coisas.
• Guardo coisas inúteis (jornais velhos, caixas vazias, sapatos ou roupas velhas) e tenho muita dificuldade em desfazer-me delas.
Caso tenha respondido positivamente a uma ou mais dessas afirmativas, é provável que você seja portador do TOC. Para o diagnóstico definitivo, os sintomas devem causar desconforto ou interferir de forma significativa nas suas rotinas, no seu desempenho profissional, ou nas suas relações sociais e ocupar pelo menos uma hora por dia do seu tempo. Em caso positivo ou se tiver dúvidas, discuta com seu médico.
Por que o TOC é problemático?
O TOC é considerado uma doença mental grave por vários motivos: está entre as dez maiores causas de incapacitação, de acordo com a Organização Mundial de Saúde; acomete preferentemente indivíduos jovens ao final da adolescência – e muitas vezes começa ainda na infância, sendo raro seu início depois dos 40 anos; seu curso geralmente é crônico, e se não tratado, se mantém por toda a vida O mais comum é que ocorram flutuações na intensidade dos sintomas ao longo da vida, raramente desaparecendo por completo. Em aproximadamente 10% dos casos, tendem a um agravamento progressivo, podendo incapacitar os portadores para o trabalho e acarretar sérias limitações à convivência com as outras pessoas, além de submetê-los a um grande e permanente sofrimento.
É muito comum que, na mesma família, várias pessoas sejam acometidas. Sabe-se que, por exemplo, diante de algum caso de TOC na família, a chance de existir outro aumenta em quatro a cinco vezes. Essa incidência aponta para um componente familiar e possivelmente genético dentre as suas diversas causas.
Os sintomas do TOC interferem de forma acentuada na vida da família. A doença altera rotinas, exige que a família se acomode aos sintomas. É comum a restrição ao uso de sofás, camas, roupas, toalhas, louças e talheres, bem como ao acesso a determinados locais da casa. Outros problemas típicos são a demora no banheiro e as lavagens excessivas das mãos, das roupas e do piso da casa. Os portadores do TOC normalmente obrigam os demais membros da família a fazerem o mesmo, mas os medos exagerados, os cuidados excessivos e as exigências nem sempre são compreendidos ou tolerados pelos demais. De modo geral, essa diferença provoca discussões, atritos, exigências irritadas no sentido de não interromper os rituais ou de participar deles, dificuldades para sair de casa e atrasos que comprometem o lazer e as rotinas. Não raramente, as atitudes e dificuldades de relacionamento provocam a separação de casais ou a demissão de empregos.
Quais as causas do TOC?
A ciência tem conseguido esclarecer vários fatos em relação ao TOC embora não consiga ainda esclarecer suas verdadeiras causas. Provavelmente concorrem vários fatores para o seu aparecimento: de natureza biológica envolvendo aspectos genéticos, neuroquímica cerebral, lesões ou infecções cerebrais; fatores psicológicos como a aprendizagem; certas formas errôneas de ver e interpretar a realidade próprias dos portadores do TOC, e até culturais.
Na medida em que as pesquisas avançam tem ficado mais evidente a importância dos fatores de natureza biológica. As evidências neste sentido são o fato de o TOC ocorrer após traumatismos, lesões ou infecções cerebrais; ser muito comum que numa mesma família existam vários indivíduos acometidos sugerindo uma predisposição genética. Além destes fatos foi sobretudo importante a descoberta de que determinados medicamentos que estimulam de alguma forma a assim chamada função serotonérgica cerebral reduzem os sintomas de TOC. Este último fato nos faz pensar que possa existir um distúrbio neuroquímico do cérebro envolvendo o funcionamento das vias nervosas que utilizam a serotonina (substância que existe naturalmente no cérebro) para transmitir seus impulsos.
Observou-se ainda que certas zonas cerebrais são hiperativas em portadores de TOC, isto é, funcionam mais do que em indivíduos normais (na parte frontal - região periorbital, em regiões mais profundas do cérebro - gânglios ou núcleos da base). Esta hiperatividade tende a se normalizar tanto com o tratamento farmacológico bem como com a terapia cognitivo-comportamental. Como se vê, são evidências, embora muito genéricas, para a hipótese de que existe algum tipo de disfunção neuroquímica no funcionamento cerebral.
Existem, entretanto, fatos que a pesquisa não conseguiu esclarecer: a resposta de muitos pacientes aos medicamentos inibidores da recaptação da serotonina é parcial ou muitas vezes nula, e se desconhece o motivo. Além disso ocorrem obsessões e compulsões em doenças neurológicas como encefalites, associadas a tiques - no assim chamado Transtorno de Gilles de la Tourette, à febre reumática ou mesmo a outras doenças nervosas ou psiquiátricas. São fatos cujo esclarecimento continua desafiando os cientistas do mundo inteiro.
Sabe-se ainda que fatores de natureza psicológica influem no surgimento, na manutenção e no agravamento dos sintomas de TOC. É bastante comum que os sintomas surjam depois de algum estresse psicológico; conflitos psíquicos agravam os sintomas, e tem cada vez ficado mais claras certas alterações no modo de pensar, de perceber e avaliar a realidade por parte destes pacientes. Eles tendem a supervalorizar a importância dos pensamentos como se pensar fosse o mesmo que agir; tendem a supervalorizar o risco e as possibilidades de ocorrerem eventos desastrosos (contrair doenças, perder familiares, contaminar-se); tendem a superestimar a própria responsabilidade quanto a provocar ou prevenir eventos futuros; são perfeccionistas, perdendo muito tempo com a preocupação de fazer as coisas bem feitas e evitar possíveis falhas ou imperfeições e imaginam modificar o curso futuro dos acontecimentos com a execução dos rituais (pensamento mágico). Cada paciente pode apresentar uma ou mais destas distorções, que são mantidas mesmo as evidências sendo contrárias a elas, ou apesar de não terem comprovação na realidade.
Estes pacientes aprendem a usar rituais ou outras manobras psicológicas como atos mentais e a evitação como forma de aliviar a aflição que normalmente acompanha as obsessões, e por este motivo passam a repetí-los, mesmo que isto significa estar mantendo a doença.Evitam também de enfrentar seus temores até mesmo para confirmar que são infundados, o que permitiria livrar-se deles.
Supõe-se ainda que fatores ligados ao tipo de educação (mais ou menos severa ou exigente, incutindo culpa ou não), ao tipo de cultura social e familiar, possam também influir sob a forma de crenças e regras que regem a vida da pessoa criando uma espécie de terreno propício para o surgimento do transtorno. Por estes motivos usualmente se associam aos medicamentos, terapias psicológicas - a terapia cognitivo-comportamental no seu tratamento.
Há alguma psicoterapia eficaz para o TOC?Um aspecto importante do tratamento do TOC é a chamada terapia comportamental considerada um dos tratamentos de primeira linha, juntamente com os medicamentos. A Terapia Comportamental baseia-se na constatação de que, se o paciente desafia seus medos, por exemplo, expondo-se às situações que evita ou tocando nos objetos que considera contaminados (exposição) e, ao mesmo tempo, deixa de realizar os rituais de descontaminação ou verificações (prevenção da resposta), embora num primeiro momento a aflição aumente, em pouco tempo ela tende a diminuir até desaparecer por completo espontaneamente (habituação). Repetindo tais exercícios os medos de tocar em coisas sujas ou contaminadas, de fazer verificações ou a necessidade de realizar rituais acabam desaparecendo por completo. Eu suma:Exposição + Prevenção da Resposta => Habituação => Desaparecimento dos sintomas
O que é uma exposição?
Exposição é o ato de tocar em objetos, móveis, roupas, partes do corpo, freqüentar locais evitados, ou de evocar frases, palavras, números, imagens ou cenas normalmente mantidas afastadas da mente, em razão do desconforto que provocam.
O que é prevenção de respostas?
Prevenção de respostas é o ato de abster-se de realizar rituais ou compulsões, rituais mentais ou quaisquer manobras destinadas a neutralizar a ansiedade associada a obsessões ou à não realização das referidas compulsões.
O que mais a Terapia Comportamental utiliza?
Além da exposição e da prevenção da resposta, a Terapia Comportamental utiliza uma série de outras técnicas para correção das crenças e pensamentos distorcidos existentes no TOC com o objetivo de realizar a assim chamada reestruturação cognitiva: treino na identificação de pensamentos e crenças distorcidas; correção através do questionamento e busca de evidências quanto à sua sua validade, experimentos comportamentais para testá-las, exposição aos pensamentos ouvindo fitas gravadas ou escrevendo, etc.
Os objetivos do tratamento são a redução dos sintomas-alvo e o aprendizado de estratégias para lidar com as obsessões e premência compulsiva no faturo. O cerne do tratamento comportamental é:
-A exposição prolongada e a prevenção de respostas.
-Teste de realidade. A avaliação negativa do pensamento intrusivo que causa desconforto eleva a comportamentos compulsivos que visam neutralizar o pensamento. A correção da avaliação negativa das obsessões é o que reduz a ansiedade no TOC- é preciso confrontar as crenças.
No tratamento infantil, é importante estar sempre atento a idade e nível de desenvolvimento; educar pais; cuidadores, professores e todos que convivem com a criança.

Teorias Sobre o TOC:a) Hipótese serotonérgica do TOC- respondem melhor : clomipramina, fluvoxamina, a fluoxetina, osertralina e a paroxetina (receptadores de serotonina).
b) Condicionamento pavloviano pela associação entre um estimulo aversivo e um estimulo novo. Resposta de fuga se transformam em respostas de esquiva por meio de reforço negativo.
c) O individuo com TOC, faz uma fusão regra-ação: idéia de que pensamentos indesejáveis sobre ações disruptivas equivale as suas próprias ações- moral, mas se pensar em um evento negativo, aumente a probabilidade que ele aconteça- probabilística consigo ou com o outro.
As pessoas com TOC acreditam que seus pensamentos inaceitáveis sobre a moral equivale a ação, elas se sentiriam desconfortáveis com tais pensamentos. E acreditar que pensar em eventos desagradáveis aumenta a sua probabilidade, os faz engajar em comportamentos para neutralizar o pensamento ou prevenir que ocorram conseqüências desastrosas.
o afeto negativo (ansiedade e depressão) perece ter o papel de variável mediacional entre o TOC e a TAF, mostrando que escores altos no BDI relaciona-se com TAF moral e escores elevados na escala de ansiedade, relaciona-se com a TAF probabilística pessoal e com os outros.

Boa partes desse texto foi extraído do artigo: TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO: PERGUNTAS E RESPOSTAS de Aristides Volpato Cordioli, Elizeth Heldt e Andréa Litvin Raffin.


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Ataque do pânico, síndrome do pânico

As crianças e adolescentes podem ter ataques de pânico?
As pesquisas investigaram se estes podem apresentar ataques espontâneos de pânico, não desencadeados por um estímulo específico. No entanto não há prevalências destes ataques antes da puberdade. Isto pode ser devido à:
Baixa prevalência do transtorno na infância.
Falta de instrumentos adequados para o diagnóstico, ou diagnósticos equivocados.
Crianças com TP são atendidas pelo pediatra que toma os sintomas como problemas somáticos.

Last e Strauss (1989) TP em crianças e adolescentes: palpitações cardíacas, tremores, dificuldade respiratória e tontura.

Kearney, et al. (1997) primeiro estudo a investigar empiricamente o TP em crianças: queixas somáticas (pulso acelerado, náuseas, calafrios ou sufocamento, tremor ou nervosismo). As crianças tendiam a evitar lugares com pessoas desconhecidas, apresentavam depressão, maior ansiedade de traço e sensibilidade à ansiedade. A idade de início pode estar depois dos 14 anos. O DSM_IV_TR indica o início no fim da adolescência e por volta dos 35 anos.


Quais são características do Transtorno de Pânico(TP)?
Característica essencial do pânico (DSM_IV_TR): presença recorrente de ataques de pânico, que podem durar minutos ou horas e consistem em uma série de sintomas aversivos, somáticos e cognitivos, que freqüentemente atingem sua intensidade nos primeiros 10 minutos e diminuem gradativamente. Distingue o TP com ou sem agorafobia.
Os ataques podem ser inesperados, situacionalmente predispostos ou situacionalmente determinados. Os sintomas do TAS podem se desenvolver como resposta aos ataques de pânico.


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