segunda-feira, 29 de outubro de 2007

APRENDA A DIZER NÃO

Esta matéria foi escrita pela jornalista Graziela Delalibera a partir de uma entrevista que dei para o jornal Bom Dia de São Jose do Rio Preto, Jundiaí e de Sorocaba. A matéria abaixo é do dia 29/10/2007 publicada nos três jornais.
APRENDA A DIZER NÃO.

Satisfazer os outros para evitar conflitos é atitude que deve ser evitada.
Elizabeth no jardim: ela desmarca compromissos por visita

A professora aposentada Elizabeth Belatti Fendi, 52 anos, está inserida no grupo dos indivíduos com dificuldade para expressar suas vontades, posicionar-se e dizer não. Várias vezes desmarcou compromissos para receber aquela visita de última hora. Também já participou de reuniões e cursos, quando lecionava, em ocasiões em que nenhum dos colegas se dispunha a representar a escola. “Isso era muito comum acontecer. Por um motivo ou outro, ninguém podia ir. Quando me perguntavam, não conseguia negar.”Mesmo depois de trabalhar esse lado da personalidade nas sessões de terapia por um ano e meio, até hoje, para agradar a terceiros, acaba se colocando em situações indesejadas.De acordo com o psicólogo gestalt-terapeuta Hugo Ramón Oddone, de Rio Preto, para emitir comportamentos assertivos, dizendo não na hora certa e de maneira correta – sem ser agressivo –, o aprendizado começa muito cedo. “É preciso dizer à criança que o que ela fez está errado, por isto e por aquilo, e, ao mesmo tempo, dar um abraço, desvincular a idéia de que estar errado ou negar-se a alguma coisa é inadequado. Ou seja, precisamos saber que podemos errar, que podemos dizer não, sem medo de perder as pessoas que amamos.” Ele diz que, quando ocorre o contrário, surgem sentimentos como medo, ansiedade, insegurança, e, principalmente, baixa auto-estima.“Não digo que devemos incentivar o egocentrismo na criança, porém, a explicação é muito mais proveitosa do que a bronca. Isso pode resultar em um adulto com problemas de aceitação do seu próprio ser”, observa a hipnoterapeuta Angela Rey, de Jundiaí. O psicólogo clínico comportamental do Instituto de Terapia de Contingências de Reforçamento de Campinas, Reginaldo do Carmo Aguiar, explica que a assertividade envolve a defesa dos direitos pessoais e a expressão de pensamentos, sentimentos e crenças de formas direta, honesta e apropriada, e que não desrespeita os direitos de outras pessoas. “A mensagem básica é: ‘isto é o que eu penso, isto é o que eu sinto e esta é a maneira como eu vejo esta situação’.”
Comportamento gera raiva.
“Às vezes falo ‘sim’ para certas coisas com medo de a pessoa não entender e acabo me prejudicando. Já emprestei dinheiro mesmo sem ter muito, fiz trabalho de faculdade para um monte de gente madrugada a dentro.” A história é da publicitária Cláudia Oliveira, 23 anos. Hoje formada, ela diz sim à praticamente todos os favores solicitados pelo colegas de trabalho. Para o psicólogo Reginaldo do Carmo Aguiar, pessoas com esse comportamento tendem inicialmente a se sentir feridos e ansiosos e, a longo prazo, com raiva. Ele observa, porém, que uma pessoa pode ser inassertiva no seu ambiente de trabalho, mas com sua esposa, por exemplo, assertiva, já que para cada ambiente temos uma resposta. “A inassertividade envolve a violação dos direitos da própria pessoa pela incapacidade de se expressar com honestidade, permitindo que as outras pessoas o desrespeitem”, explica. Aumento de conflitos interpessoais, liderança obscura, indireta e ineficaz são alguns dos seus reflexos. “O objetivo da inassertividade é satisfazer os outros e evitar conflitos a qualquer custo.” Uma das dicas para mudar é observar pessoas assertivas. “Se tiver alguma intimidade com estas pessoas pergunte como elas se sentem e quais são as vantagens e desvantagens a curto e longo prazo em emitir comportamentos mais assertivos.” Confira mais dicas no quadro abaixo.
Saiba mais
Dicas:
1) Leia textos referentes aos direitos humanos e cidadania.
2) Dê preferência à leitura de obras sobre comportamentos assertivos, que são mais científicos e claros do que considerados “auto-ajuda” e que prometem resultados a curto prazo.
3) Invista em cursos e workshops sobre o treino da assertividade.
4) Comece a observar como as pessoas assertivas ao seu redor se comportam. Pergunte como se sentem e quais são as vantagens e desvantagens a curto e longo prazo de serem dessa forma.
5) Aguçe a capacidade de auto-observação e de identificação dos comportamentos socialmente aceitos.
6) Em alguns casos a psicoterapia pode ser mais eficaz e acelerar o processo de aprendizagem do treino das Habilidades Sociais.
Como são os assertivos
1) Acreditam profundamente no que dizem; são espontâneos e calmos.
2) Conhecem seus direitos e os direitos dos outros.
3) Conhecem seus limites e os respeitam.
4) Não permitem que controlem suas vidas.
5) Sabem o quanto podem recuar e quando impor limites.
6) São diretos no que dizem; falam de forma clara e com postura firme.
7) Agem objetivamente; são diretos e práticos.
Fontes: Psicólogos Reginaldo do Carmo Aguiar e Hugo Ramón Oddone
28/10/2007
Jornalista Graziela Delalibera da Agência Bom Dia
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4 comentários:

Edson Marques disse...

Reginaldo,


Belíssimo o teu artigo "Aprenda a dizer não"!


Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.


Abraços, flores, estrelas..

.

GILVAN disse...

acho que eu me enquadro nesse gropo que nao sabe dizer nao.


como poso melhorar?

Anônimo disse...

tou numa fase ruin presiso melhora mais eu fumo tamben oque faço me ajuden?

Anônimo disse...

Parabens pelo sait muito bom